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Alcorão |
Por Harun Yahia
INTRODUÇÃO
PERDÃO & ARREPENDIMENTO
"Não invocam, em vez d'Ele, a
não ser deidades femininas, e, com isso invocam o rebelde Satanás." (Alcorão
4:117) "Voltai-vos contritos a Ele, temei-O, observai a oração e não vos conteis entre os que (Lhe) atribuem parceiros, que dividiram a sua religião e formaram seitas, em que cada partido exulta no dogma que lhe é intrínseco." (Alcorão 30:3l-32) Como se vê, uma das caracterísitcas
mais importante dos politeístas é dividir a verdadeira religião de Deus,
transformando-a em seitas e cada grupo exultando com seus próprios dogmas. Portanto,
qualquer divisão do Alcorão, por menor que seja, significa dividir a religião e, por
isso, é politeismo. Aquele que aceita e defende interpretações contrárias ao Alcorão,
ou as dos exegetas, dos sheiks ou dos líderes religiosos incorre em politeismo e traz
opressão à religião. "Do que Deus tem produzido em
abundância, quanto às semeaduras e ao gado, eles Lhe destinam
um quinhão, dizem, segundo as suas fantasias; Isto é para Deus e aquilo é para
os nossos parceiros! Porém, o que destinaram a seus parceiros
jamais chegará a Deus; e o destinado a Deus chegará aos seus
(supostos) parceiros. Que péssimo é o que julgam!" (Alcorão 6:136) "Consagrando-vos a Deus; e não Lhe atribuais parceiros, porque aquele que atribuir parceiros a Deus, será como se houvesse sido arrojado do céu, como se o tivessem apanhado as aves, ou como se o vento o lançasse a um lugarlongíguo." (Alcorão 22:3l) "Recorda-te de quando Lucman disse
ao seu filho, exortando-o: ó filho meu, não atribuas parceiros a Deus, porque a
idolatria é grave iniquidade." (Alcorão 31:13) O Alcorão assim define a situação final
dos pagãos: "Este forjou-lhes o corpo de um
bezerro que mugia e disseram: Eis aqui o vosso deus, o deus que Moisés esqueceu!
Porém, não reparavam que aquele bezerro não podia responder-lhes, nem possuía poder
para prejudicá-los nem beneficiá-los?Aarão já lhes havia dito: ó
povo meu, com isto vós somente fostes tentados; sabei que vosso Senhor é o
Clemente. Segui-me, pois, e obedecei a minha ordem!" (Alcorão
20:88-90) "Que não tem maravilhem os seus bens, nem os seus filhos, porque Deus somente quer, com isso, atormentá-los na vida terrena e fazer com que suas almas pereçam na incredulidade." (Alcorão 9:55) Deus nos diz no Alcorão que Ele permitiu
que algumas pessoas se desviassem com conhecimento: "Ele foi Quem te revelou o Livro;
nele há versículos fundamentais, que são a base do Livro, havendo outros
alegóricos. Aqueles cujos corações abrigam a dúvida, seguem os alegóricos, a
fim de causarem dissensões, interpretando-os capciosamente. Porém, ninguém, senão
Deus, conhece a sua verdadeira interpretação. Os sábios dizerm: Cremos nele (o
AlcorãO), tudo emana do nosso Senhor. Mas ninguém o admite, salvo os sensatos." (Alcorão
3:7) E tu, ó alma em paz, retorna ao teu Senhor, satisfeita (com Ele) e Ele satisfeito (contigo)! (Alcorão 89:27-28) Sabemos que a alma tem dois aspectos diferentes, conforme mencionado no Alcorão: um, onde os desejos egoístas e as paixões afastam o homem do caminho de Deus, e o outro, que o leva a Ele e à retidão da religião, tornando-o imune ao mal. Este aspecto da alma é chamado de espírito. A fonte do espírito é o sopro divino vindo de Deus. Na Surata "A Prostração", encontramos o seguinte: "Que aperfeiçoou tudo o que criou e iniciou a criação do primeiro homem de barro. Então, formou-lhe uma prole da essência de sêmem sutil. Depois o modelou; então, alentou-o com o Seu Espírito. Dotou a todos vós da audição, da visão e das vísceras. Quão pouco Lhe agradeceis!" (Alcorão 32:7-9) Quando o homem obedece ao seu espírito, ele recebe alguns dos atributos de Deus e comeca a ter a moral que o Alcorão ensina e que é semelhante a de Deus. Deus é o mais Misericordioso; e o fiel, que se submete a Deus, também é misericordioso. O crente que adora a Deus será um sábio também. Depende de quão próxima a pessoa está de Deus e o quanto ela se submete a Ele, para ser dotada da mais elevada moralidade e se tornar "a melhor das criaturas". (Alcorão 98:7) Enquanto os desejos convidam o homem para o mal, o seu espírito sempre o chama para o bem. Não há exceção, seu espírito sempre o convoca para o caminho certo, sejam quais forem as condições. Se a pessoa responde a este "chamado de Deus" e age inteiramente de acordo com os princípios básicos mencionados no Alcorão, ele progredirá sempre no caminho reto. Na verdade, todos os critérios do Alcorão estão de acordo com a alma do ser humano. Os dois versículos seguintes mostram isto:
De acordo com o mencionado acima, os infiéis se desviam porque obedecem ao lado errado de suas almas. Os crentes, pelo contrário, devem obedecer à religião que Deus revelou. Esta religião está de acordo com os padrões do ser humano, ou seja, de acordo com o espírito que Deus nos alentou. CORAÇÃO, SABEDORIA E INTELIGÊNCIA Sabemos que há dois diferentes aspectos no ser humano, ou seja, a luxúria e a alma. Neste ponto, os conceitos de sabedoria e não-sabedoria têm grande importância. O Alcorão nos diz que obedecer às paixões leva à não-sabedoria, enquanto que a obediência à alma traz sabedoria. Conforme citamos antes, a pessoa que obedece aos seus desejos, esquece-se de Deus e, em muito pouco tempo, perde sua sabedoria. Quando se refere aos infiéis, o Alcorão afirma que "eles são um povo destituído de sabedoria" (Alcorão 59:14). De início, este processo pode não ser muito bem entendido, porque muitos acham que cada pessoa tem um grau mínimo de sabedoria e que este grau não varia. Isto é um equívoco, porque confunde sabedoria com inteligência. Contudo, sabedoria e inteligência são conceitos totalmente diferentes. Todo mundo pode ser inteligente, no entanto, somente os crentes são dotados de sabedoria. A sede da sabedoria, a que se refere o Alcorão, é o "coração". O Alcorão fala sobre "os corações que aprendem a sabedoria". Portanto, a verdadeira sabedoria está muito além da inteligência, que nada mais é do que uma função do cérebro. A sabedoria está colocada no coração, juntamente com a alma. Os versículos no Alcorão mencionam que o sentido da sabedoria é encontrado no coração e as pessoas destituídas de sabedoria não podem entender porque seus corações eatão selados:
Algumas pessoas têm o coração que é o centro da sabedoria, o que não acontece com outras. O Alcorão observa que somente as pessoas que "têm coração" é que estão atentas e crêem.
Portanto, a sabedoria mencionada no Alcorão está diretamente relacionada com o coração e a alma. O ponto interessante é que a sabedoria pode tanto aumentar como diminuir. A menos que haja uma doença importante, o grau de inteligência é constante na pessoa. Contudo, o mesmo não se aplica à sabedoria, porque ela tanto cresce como diminui. E isto está diretamente relacionado com a alma da pessoa. Se sua alma se fortalece e teme a Deus, esta pessoa aumenta o seu nível de compreensão capaz de lhe permitir o discernimento do certo e do errado. Este ponto absolutamente metafísico está citado nos versículos do Alcorão, abaixo:
Ao passo que a pessoa que não teme a Deus, falta-lhe o "critério para julgar entre o certo e o errado". Tal pessoa pode, na verdade, ser muito inteligente, um físico de renome, um sociólogo ou qualquer outra coisa; ele pode criar muitas saídas inteligentes, mas, falta-lhe o espírito verdadeiro, e, portanto, a verdadeira sabedoria. Se fôr um cientista admirável, ele pode até revelar os mistérios desconhecidos do corpo humano. Mas, não possui o espírito e a compreensão para conceber o Criador daquele corpo. Tal pessoa começa por se louvar, ao invés de se voltar a Deus para louvá-Lo. Ele "toma por seu deus suas paixões e Deus, intencionalmente, permite que ele se extravie". E seu coração está selado.
O coração dos infiéis é definido nos versículos abaixo:
O conceito de "corações para compreender", e o fato de que os olhos do coração podem se tornar cegos, testemunham que, compreender e conceber, são funções importantes do coração e não do cérebro. E a sabedoria é inerente aos fiéis por isso, os crentes são chamados de "aqueles que são dotados de compreensão":
A inteligência é desprovida de critérios de certo e errado e não alcança os aspectos mais complexos dos acontecimentos, que são atributos da sabedoria. Por consequência, somente os homens dotados de compreensão podem entender o Alcorão. Constantemente os versículos mencionam que o homem destituído de entendimento não pode perceber o verdadeiro sentido da mensagem do Alcorão:
A inteligência não ajuda na avaliação e recordação da mensagem, nem no discernimento do certo e do errado. Uma pessoa inteligente pode criar um fato científico, ser um homem de negócios vitorioso ou um político. A questão importante é que ele faz o que faz sem qualquer juízo de valor sobre os benefícios ou prejuízos de seus atos como um computador. Ele não tem resposta para os acontecimentos que ouviu de muitos, como se fosse cego. Este fato confirma os versículos que dizem que este tipo de gente é cega e surda e não tem compreensão. Portanto, a declaração de que " seus corações estão selados e por isso não compreendem nada" é um exemplo fundamental, que indica a importância do coração para o entendimento.
A razão mais importante para que o coração se torne destituído de compreensão é aquela que o leva a tomar, como seu deus, as paixões e desejos. Assim, haverá um selo sobre este coração, que perderá completamente sua capacidade de entendimento, e não será capaz de ouvir ou conceber coisas. Uma pessoa nessas condições jamais será um sábio, a menos que Deus assim o deseje:
O Alcorão, em inúmeros outros versículos, menciona a relação entre o coração e o comportamento humano, conforme mostrado a seguir: A intercessão de Deus entre o homem e o seu coração
A afeição nos corações
Penetrar os corações
A piedade nos corações
A conquista dos corações
A paz dos corações
Os corações que se firmam
Corações que estão vazios (vazio nos corações)
Infundir o terror nos corações
Corações repletos de repulsa e horror
Corações que se inclinam
Angústias e arrependimentos nos corações
Falar o que o coração não sente
Manter segredos no coração
Despedaçar os corações
Desviar corações
Corações assemelhados
Corações que resistem
Fé que não penetra o coração
Doença no coração
Corações sigilados
Todos os versículos acima, explicitamente admitem que a fé não é algo completamente físico, mas que está vinculada ao coração. A pessoa cujo coração não se endureceu ou não foi sigilado, tem um tendência natural para conhecer Deus e obedecê-Lo. Quando a religião lhe é transmitida, ela percebe a verdade com o seu coração e imediatamente crê. Por outro lado, em relação aos incrédulos, o processo é diferente. Seus corações estão mortos e selados, estão destituídos de sabedoria porque se endureceram. Portanto, não há a possibilidade de eles crerem. Alguns versículos do Alcorão fazem referência aos incrédulos que não crêem no que quer que seus olhos vêem, ou no que seus ouvidos ouvem, ao passo que outros versículos falam do modo como os fiéis sabem obedecer:
Além dos incrédulos, cujos corações se endureceram e, por isso, perderam a sabedoria, existem também as pessoas que ainda não conhecem a religião, mas seus corações estão vivos e elas possuem almas. Quando a religião lhes é transmitida, elas compreendem que a religião é verdadeira e imediatamente passam a crer em Deus e em Sua religião. O grande contraste entre estes dois grupos de pessoas, os incrédulos com os corações endurecidos e aqueles que não conhecem a religião, é que o primeiro é arrogante e o outro grupo é modesto, simples e humilde. ( Mais adiante, modéstia e arrogância serão estudadas mais detalhadamente.) Um exemplo pode ser encontrado no Alcorão, a respeito dos judeus que são arrogantes e pretenciosos e, consequentemente "seus corações se endureceram" (Alcorão 5:13) e aqueles que são modestos. O Alcorão declara:
Quando a religião é transmitida às pessoas que têm uma natureza mais parecida com a dos crentes, dizem "Senhor Nosso! Ouvimos um pregoeiro que nos convoca à fé dizendo: Crede em vosso Senhor! E cremos " (Alcorão 3:193). Quanto aos incrédulos, estes sempre resistem e mostram um comportamento contrário. Esta profunda diferença se dá porque os membros desses dois grupos são de naturezas diferentes. Os incrédulos são destituídos de sabedoria e alma para compreenderem o Alcorão. Conforme mencionado em muitos versículos, não há necessidade de sentir tristeza porque eles não crêem. O único objetivo que eles têm em mente é ganhar sempre mais em prazer: comer mais e gastar mais. Na verdade, são graças doadas por Deus, mas que somente os crentes apreciam. Os incrédulos somente se beneficiam da graça que eles conseguem perceber à volta deles não compreendem que são graças dadas por Deus somente. Por isso é que eles podem pensar como uma espécie inteligente de macaco: no final das contas, somente um macaco, um animal (Curioso que muitos deles, ao aceitarem a teoria da evolução de Darwin, se acham membros de uma espécie mais evoluída de macaco). O HOMEM SENSATO E OS FATOS QUE ENCOBREM A SABEDORIA O fato de que a sabedoria tem sua sede no coração, indica que ela é totalmente metafísica. A sabedoria é dada por Deus e Ele a retira quando Lhe apraz. (A inteligência também é dada por Deus, mas o nível de inteligência não muda através do tempo). O progresso da sabedoria depende do progresso do coração que seria um coração repleto da "recordação de Deus". O coração de uma pessoa que se submete completamente a Deus, ganha em sabedoria. Assim diz o Alcorão:
Em alguns outros versículos é dito que pensar e recordar a mensagem, e compreendê-la, é uma característica das "pessoas que são sábias".
Portanto, o que quer dizer "homens sensatos"? Por que uma pessoa é sensata e o seu coração é puro? A resposta é facilmente encontrada no Alcorão. Os fatos que encobrem a compreensão de uma pessoa são seus desejos e paixões. Uma pessoa invejosa, por exemplo, tem sua capacidade de compreensão prejudicada em grande parte. A sua inveja a impede de compreender; ela pensa o dia inteiro na pessoa objeto de sua inveja, ela sente raiva e ódio. Tal pessoa não tem calma e tranquilidade para analisar os fatos, perdendo, assim, sua capacidade de entender as coisas. Da mesma forma, outras paixões também encobrem essa compreensão. A paixão pelo dinheiro faz com que a pessoa pense apenas em como ganhar mais dinheiro. Todavia, na maior parte dos casos, essa pessoa não pode sequer administrar seus bens, porque sua paixão a impede de agir com sabedoria e tomar as decisões corretas. Uma característica importante dos incrédulos é o medo contínuo que eles têm a respeito do futuro. Estão sempre com medo da pobreza, ou de perder o que possuem, ou de ficarem doentes, etc. Perdem horas pensando na espécie de vida que os aguarda no futuro. Este medo e ansiedade os perturba e é um obstáculo para a capacidade de discernimento. Este medo também se aplica ao "medo da morte"; muitos incrédulos temem e se afligem sempre que pensam na morte. A morte é um evento de um simples segundo, no entanto os incrédulos se preocupam com ele por 40 ou 50 anos. (A morte para os crentes não é motivo de preocupação). Esses medos e paixões impedem a compreensão. A todo instante, a pessoa age totalmente sob a influência desses sentimentos e não consegue perceber o que de fato ela necessita pensar. A coisa mais importante que ela precisa pensar é sobre a excelência da criação de Deus e que Ele é o mais Exaltado em Poder e Sabedoria. O homem tem a obrigação de glorificar a Deus e adorá-Lo. No entanto, isto só é possível se tiver um coração puro, que não esteja fechado para o entendimento. Somente o homem sensato, que se libertou de seus medos e desejos egoístas pode conceber Deus e obedecê-Lo. O Alcorão diz que as evidências de Deus só podem ser entendidas por aqueles que são sensatos:
Os sensatos são aqueles que se recordam da mensagem de Deus e aceitam o que é verdadeiro naquilo que aprenderam de outras pessoas. Não há arrogância em seus corações e por isso eles podem abandonar facilmente o comportamento errado. Quando conversam com os outros, seu objetivo é descobrir o que é certo e não forçar a que aceitem suas opiniões. Deus se refere a essas pessoas como os "Que escutam as palavras e seguem o melhor (significado) delas! São aqueles que Deus encaminha, e são os sensatos.". (Alcorão 39:18) Os incrédulos não possuem sabedoria e compreensão, por isso não percebem os sinais à sua volta. Embora os céus e a terra estejam repletos de provas da existência de Deus, os incrédulos não conseguem ver nada, porque não têm a mente aberta: suas mentes estão embotadas. São como avestruzes, que escondem a cabeça na areia. Os incrédulos pensam apenas em seus próprios benefícios e não alcançam as evidências de Deus. E é por isso que Deus chama os "sensatos" para acreditarem Nele e temê-Lo.
Há muitas passagens no Alcorão que mostram a forma como os incrédulos são informados; Deus e Seus mensageiros os chamam para a sabedoria no primeiro momento.
As únicas pessoas que podem alcançar e compreender as evidências da criação de Deus e a Sua existência são os sensatos:
É por intermédio da sabedoria e compreensão que o homem se torna mais nobre e mais próximo de Deus. Quanto àqueles destituídos de compreensão, inclusive os incrédulos, não conhecem e não compreendem Deus. Existem níveis de compreensão. Quanto mais a pessoa se libertar de suas paixões e egoísmo, mais ela crescerá em sabedoria. Ou o homem obedece a Deus ou se submete aos seus caprichos. Se ele odedecer a Deus, será salvo da tirania de suas paixões e se tornará um sensato. No entanto, se preferir seus desejos e paixões, tomando-os como seu deus, ficará totalmente destituído de entendimento. Toda a sua vida, seu comportamento, seus pensamentos, tudo será em função dos desejos e paixóes ilimitados de sua alma. Se os desejos governarem a vida da pessoa, seu coração será sigilado, perdendo, assim, as propriedades de "compreensão" (9:87), e "conhecimento" (9:93), tornando-se embotado e perdendo a sua sensibilidade. O coração, então, perde a sua luz e se fecha. Nessas condições, não funciona adequadamente e se torna destituído de sabedoria. Além disso, tal pessoa não percebe o que perdeu porque também perdeu os critérios de julgamento do certo e do errado. Embora aquele que se torna sensato tenha clara percepção desse estado, o mesmo não se dá com aquele que perdeu esta capacidade. É como um alienado que não sabe que é alienado. Somente através do processo de consciência é que ela pode perceber o quanto era alienada. A pessoa destituída de sabedoria é como um animal inteligente. Assim diz o Alcorão:
Esta não é aquela espécie de insanidade típica, comumente conhecida. As pessoas destituídas de sabedoria não são, na verdade, loucas, mas, apenas não pensam com a sabedoria de seus corações. "Pensar com a sabedoria do coração" traz liberdade de ver tudo com o "conhecimento, a concepção e a luz do coração". Quando a sabedoria está sob a influência dos desejos e paixões, temos um estado simples e limitado de inteligência e ela agirá apenas como intermediadora entre os objetos e os acontencimentos. Esta "sabedoria" nunca será independente, não obstante a pessoa achar que é. Ela se proclamará independente e agirá como tal, mas, este é o seu grande equívoco, porque, na verdade, estará sob o domínio de suas paixões e agirá de acordo com as suas regras. As paixões também são ídolos, conforme Abraão perguntou a seu pai, "Ó meu pai, por que adoras quem não ouve, nem vê, ou que em nada pode valer-te?" (19:42). Os desejos comandam a pessoa. Só há uma coisa que torna o homem livre: adorar e obedecer a seu verdadeiro Deus Alá. Um dos fatos mais importantes que encobrem a sabedoria, é o sentimentalismo, ou seja, o romantismo. Ele é um estado perigoso e daninho da personalidade, que impede a pessoa de compreender. O sentimentalismo pode ser definido como as emoções que escapam do controle da sabedoria, deixando a pessoa totalmente ao sabor de suas emoções. A pessoa sentimental e comporta de forma irracional porque está sob a influência de suas emoções. O crente, ao contrário, guia suas emoções com sabedoria e age de acordo. O amor, por exemplo, pode ser tanto emocional como racional. A pessoa sentimental ama as pessoas e objetos que, na verdade, não mercem ser amados. As pessoas amam coisas que lhes causam sofrimento ou que não as respeitam. O amor dos crentes é totalmente sensato. Os crentes amam as pessoas por suas caracterísitcas de correção, que também são os sinais de sua fé, conforme mencionado no Alcorão. Os crentes não amam as pessoas que não merecem ser amadas. Frequentemente, o Alcorão adverte os crentes para evitarem o amor emocional:
Nos versículos "Ó fiéis, não tomeis por confidentes os Meus e os vossos inimigos, demonstrando-lhes afeto, posto que renegam tudo quanto vos chegou da verdade, e expulçam de (Makka) tanto o Mensageiro, como vós mesmos, porque credes em Deus, vosso Senhor!", Deus diz que amar pessoas que, na verdade, são nossas inimigas é totalmente irracional. Devotar o nosso amor a tais pessoas depende única e exclusivamente da emoção. Há, também, outras passagens no Alcorão que chamam nossa atenção para os mesmo riscos. Noé, por exemplo, pediu perdão a Deus para seu filho por não ter pedido para ser salvo da enchente. E Deus disse a Noé que seu filho estave entre os incrédulos e que ele (Noé) não deveria oferecer-lhe o seu amor.
A ordem de Deus, nestes versículos, é de uma clareza cristalina. Os crentes não podem amar os incrédulos, ainda que sejam membros de sua família. A sabedoria mostra que devemos amar aqueles que merecem. Portanto, não há a menor chance de os crentes amarem pessoas que não obedecem aos mandamentos de Deus e esse tipo de amor é um amor emocional, e que é típico das comunidades de ignorantes. As esposas de Noé e de Lot também eram infiéis e foram punidas por Deus. A comunidade de Lot havia se desviado e, por isso, foi destruída. No dia anterior à destruição, os anjos vieram até Lot e disseram-lhe para abandonar a cidade, mas que deixasse sua esposa lá. Sem hesitação, Lot obedeceu, porque o seu amor por ela não era emocional.
Da mesma forma que Lot, não há um sequer, entre os crentes, que ofereça o seu amor a pessoas que desobedecem a Deus:
A razão para este comportamento racional dos crentes é a "compreensão do amor". Diz o Alcorão, no que se refere à diferença na compreensão do amor:
Conforme mencionado nos versículos acima, os crentes, na verdade, amam Deus. O amor que devotam aos homens, nada mais é do que o reflexo do seu amor por Deus, e é por isso que eles amam aqueles que são fiéis também. Quanto aos incrédulos, estes só obedecem a seus desejos e paixões, razão por que se afastaram de Deus. O seu comportamento e modos lembram os de Satanás. Por isso, é impossível para o crente amá-los. Os incrédulos consideram cada criatura apartada de Deus e por isso, os ama separadamente. Esta espécie de amor "é atribuir parceiro a Deus" ou seja, isto é idolatria. O comportamento oposto à emoção, a que se refere o Alcorão, não consiste apenas no amor. Há muitos exemplos de comportamentos racionais no Alcorão: na relação de Moisés com um dos servos de Deus, a quem Ele agraciou com a Sua Misericórdia e a quem deu o conhecimento de Sua própria Presença, os prejuízos menores são considerados benefícios maiores (18:65-82); com relação ao papel do sacrifício, Ismael disse a seu pai "Ó meu pai, faze o que te foi ordenado! Encontrar-me-ás, se Deus quiser, entre os perseverantes!" (37:102); e a mãe de Moisés, assim que recebe a inspiração de Deus, coloca o filho no rio sem hesitação (28:7); e os crentes sufocam sua raiva e perdoam os homens (3:134); e não se desesperam com relação a coisas que estão além de sua compreensão (57:23); e gastam daquilo que eles mais apreciam (3:92). No entanto, há um ponto importante que não deve ser compreendido erradamente. Não ser possuído pela emoção não quer dizer que a pessoa seja insensível ou indelicado. O Alcorão diz que "Sabei que Abraão era sentimental, tolerante." (9:114) O que está errado com a emoção é que ela se origina de uma convicção ignorante. As emoções são fruto da alma e não no espírito. Uma vez que a sabedoria está relacionada com a metafísica, alcançar a sabedoria está também relacionada a essa ciência. Encontramos, no Alcorão, os caminhos para se alcançar a sabedoria; a sabedoria começa com o temor a Deus.
O temor a Deus faz com que o homem compreenda os atributos de Deus e entenda o dia do julgamento, e, numa etapa posterior, ele terá a capacidade de julgar o certo do errado. Esta espécie de entendimento é o resultado do fato de que o temor a Deus suaviza o coração da pessoa.
O homem deve tentar aumentar o seu temor a Deus. Deve orar, e tentar compreender os atributos de Deus melhor e que Ele é Poderoso e Exalatado.
O homem de discernimento tem uma profunda concepção dos atributos de Deus e da religião, ao passo que os homens destituídos de entendimento são citados no Alcorão como tendo "cobertas sobre os corações (e mentes) a fim de que não possam entender o Alcorão".
O Alcorão, em muitas passagens, se refere aos incrédulos que não entendem e nem concebem as verdades. Percebem as realidades ditas a eles através dos sentidos físicos; ouvem e vêm, mas não compreendem o significado. É uma espécie de estado de embriaguês e perda da consciência e isto á alguma coisa metafísica. Deus diz que Ele coloca véus sobre seus corações:
Os incrédulos algumas vezes, até, confessam que não compreendem a verdadeira religião que lhes foi comunicada. Da mesma forma que o povo de Madian ao dizer a Xuaib, "Ó Xuaib, não compreendemos muito do que dizes e, para nós, és incapaz; se não fosse por tua família, ter-te-íamos apedrejado, porque não ocupas grande posição entre nós." (Alcorão 11:91) Quando o coração do homem é encoberto por um véu e Deus tira toda a sua compreensão, não há a menor possibilidade de ele seguir o caminho verdadeiro, a menos que Deus assim o queira.
Portanto, somente as pessoas que possuem a fé e agem corretamente são capazes de compreender. Além disso, os crentes também estão obrigados a transmitir a verdadeira religião:
Uma vez que os incrédulos são destituídos de compreensão, eles pensam que lhes é benéfico se desviarem. Escolheram o inferno e estão satisfeitos com a escolha.
Em muitas passagens, o Alcorão diz que os incrédulos destituídos de compreensão também reconhecem que estão em estado de displicência. ;Temos criado para o inferno numerosos gênios e humanos com corações com os quais não compreendem, olhos com os quais não vêem, e ouvidos com os quais não ouvem. São como as bestas, quiçá pior, porque são displicentes.(Alcorão 7:179) São aqueles aos quais Deus selou os corações, os ouvidos e os olhos; tais são os desatentos. (Alcorão 16:108) Além de não perceberem seus próprios comportamentos e critérios errados, as pessoas que são displicentes também esperam parecer inocentes e tentam diminuir o grau de suas iniquidades. Contudo, não é possível libertarem-se das faltas, através de desculpas posteriores, conforme mencionado no Alcorão: Mais, ainda, o homem será a evidência contra si mesmo, ainda que apresente quantas escusas puder. (Alcorão 75:14-15) Apresentar desculpas é apenas uma forma de encobrir o estado causado pelos desejos e paixões. O Alcorão se refere a essas escusas como: Porém, se quando se depararem com o comércio ou com a diversão, se dispersarem, correndo para eles e te deixarem a sós, dize-lhes: O que será relacionado com Deus é preferível à diversão e ao comércio, porque Deus é o melhor dos provedores. (Alcorão 62:11) E se aproximar a verdadeira promessa. E eis os olhares fixos dos incrédulos, que exclamarão: Ai de nós! Estivemos desatentos quanto a isto; qual, fomos uns iníquos!" (Alcorão 21:97) Sê paciente, juntamente com aqueles que pela manhã e à noite invocam seu Senhor, anelando contemplar Seu Rosto. Não negligencies os fiéis, desejando o encanto da vida terrena e não escutes aquele cujo coração permitimos negligenciar o ato de se lembrar de Nós, e que se entregou aos seus próprios desejos, excedendo-se em suas ações.(Alcorão 18:28) Ao invés de apresentar alguma forma de desculpa, seria mais sábio para ele tentar compreender sua iniquidade. Somente esta atitude salvá-lo-á do estado de desatenção e de extravio em que ele se encontra.Aproxima-se a prestação de contas dos homens que, apesar disso, estão desdenhosamente desatentos. (Alcorão 21:1) Enquanto o descrente está desatento, o crente está alerta, consciente e atento. Os crentes têm consciência de que Deus conhece tudo sobre os homens e de que Ele está em toda a parte. Sabe, também, que na outra vida, Ele chamará cada um de nós para a prestação de contas. O crente atento está sempre alerta sobre tudo o que o rodeia. Deus registra e anota de tudo, sem exceção de um único acontecimento. Na verdade, cada evento e cada objeto tem um grande propósito e está além da sabedoria. Os crentes, permanecendo alertas e atentos, entendem cada detalhe específico. Por outro lado, os incrédulos são negligentes. Como não imaginam que os eventos estão todos vinculados a um objetivo maior, eles estão num estado de desatenção e negligência. Só prestam atenção aos seus próprios interesses. Portanto, eles estão interessados somente em certos aspectos de certos acontecimentos e, por isso, não podem perceber as relidades que os rodeiam e optam por resultados falsos. Existem vários aspectos de atenção. Prestar atenção aos acontecimentos, ponderar e compreender, perceber as evidências à sua volta, pensar sobre algumas ações, são sinais de atenção. O Alcorão cita muitos exemplos de comportamentos atentos dos crentes. Moisés, por exemplo, reconhece o fogo perante todas as pessoas em volta dele, e na verdade ele descobre que não era um fogo comum. Então, perto do fogo, Deus comunica a Moisés: (Alcorão 20:10-16) Além do fato de que os crentes são cuidadosos individualmente, também é importante que a comunidade de crentes esteja vigilante e seja precavida. A regra do "ser perseverante", contida na Surata 3, versículo 200, é um exemplo disto. Desta forma, enquanto alguns crentes lidam com situações diferentes, outros devem esperar vigilantemente e em estado de alerta. Um estado de fadiga, indiferença, despreocupação e insensibilidade, de não cuidar as coisas, são traços característicos dos incrédulos. Portanto, os crentes devem sempre ser extremamente cuidadosos, vigilantes e alertas. Os crentes são animados, vivos, fortes, ávidos e entusiastas e além disso, eles também tornam os outros crentes entusiastas. Quando um homem vive em estado de desatenção ele não compreende e não pode perceber nada, ele não possui critérios para fazer julgamentos verdadeiros. Tal pessoa naturalmente se comporta de forma ilógica e desarrazoada. Toda a sua vida é baseada em conceitos ilógicos mas ele não percebe isto. O princípio essencial da sabedoria é não acreditar em uma presunção, até que ela seja provada definitivamente. Ninguém que seja inteligente e razoável baseia sua vida em alguma coisa que não esteja provada. Por exemplo, ninguém toma um medicamento que não seja totalmente conhecido, achando que talvez ele seja bom. Cada ação deve ser baseada em verdades certas. No entanto, os incrédulos baseiam suas vidas em meras suposições. Eles não acham que viverão uma vida após a morte. Não imaginam que pagarão pelo que tiverem feito ou acham que não serão inculpados, mesmo que exista um acerto final. Todo sistema e ideologia que eles admitem estão baseados em algumas espécies de conjecturas e, assim, sua visão de mundo não depende de uma base verdadeira e correta. Na Surata 18, temos o caso dos dois fazendeiros, um deles descrente e o outro um crente. Conforme mencionado acima, o descrente neste caso, baseou sua vida em algumas suposições e conjeturas falsas: Expõe-lhes o exemplo de dois homens: a um deles concedemos dois parreirais, que rodeamos de tamareiras e, entre ambos, dispusemos plantações. Ambos os parreirais frutificaram, sem em nada falharem, e no meio deles fizemos brotar um rio. E abundante era a sua produção. E disse ao seu vizinho: Sou mais rico do que tu e tenho mais poderio. Entrou em seu parreiral num estado (mental) injusto para com a sua alma. Disse: Não creio que (este parreiral) jamais pereça, como tampouco creio que a Hora chegue! Porém, se retornar ao meu Senhor, serei recompensado com outra dádiva melhor do que esta." (Acorão 18:32-36) As afirmações feitas nesses versículos são importantes. O descrente diz que não acredita que seu pomar se acabe e nem que a hora do julgamento virá. Esta é uma simples suposição e não há prova concreta em relação a isso. No entanto, o proprietário considera essa suposição falsa e inverídica como fundamento. A conclusão leva-o a total destruição, como o resto da história nos mostra: Seu vizinho lhe disse, argumentando: Porventura negas Quem te criou, primeiro do pó, depois, de esperma e logo te moldou como homem? Quanto a mim, Deus é meu Senhor e jamais associarei ninguém ao meu Senhor. Por que quando entrastes em teu parreiral não dissestes: Seja o que Deus quiser, não existe poder senão em Deus! Mesmo que eu seja inferior a ti em bens e filhos, é possível que meu Senhor me conceda algo melhor do que o teu parreiral e que, do céu, desencadeie sobre o teu uma centelha, que o converta em um terreno de areia movedça. Ou que a água seja totalmente absorvida e nunca possas recuperá-la. E foram arrasadas as suas propriedades; e (o incrédulo, arrependido) retorcia, então, as mãos, pelo que nelas havia investido, e, vendo-as revolvidas, dizia: Oxalá não tivesse associado ninguém a meu Senhor! E não houve ajuda que o defendesse de Deus, nem pôde salvar-se. Assim, a proteção só incumbe ao Verdadeiro Deus, porque Ele é o melhor Recompensador e o melhor Destino.(Alcorão 18:37:44) Assim, todos os incrédulos se submetem a conjeturas e não à verdadeira sabedoria. O conhecimento que é verdadeiro, com a certeza exata, é o conhecimento que vem de Deus, que é inspiração- Se o homem quiser basear sua vida no conhecimento que é verdadeiro e com certeza exata, ele deve ter o Alcorão como seu livro e padrão de julgamento. Quanto ao homem que julga com base na ideologia, na filosofia, no sistema, na metodologia ou na ciência, não chegará ao conhecimento preciso, porque todas essas correntes de pensamento não provêm da fonte divina, não passando de simples suposições. Conforme mencionado no Alcorão "Embora careçam de todo o conhecimento a esse respeito. Não fazem senão seguir conjeturas, sendo que a conjetura jamais prevaleceu, em nada, sobre a verdade.(Alcorão 53:28) O Alcorão define as pessoas que descartam o caminho de Deus como submissos a simples suposições: Que pereçam os inventores de mentiras! Que estão descuidados, submersos na confusão! Perguntam: Quando chegará o Dia do Juízo? (Será) o dia em que serão testados no fogo! (Ser-lhes-á dito): Provai o vosso teste! Eis aqui o que pretendestes apressar!(Alcorão 51:10-14) Aqueles que associam outros deuses a Deus são, na verdade, todos submissos a suposições. No Alcorão está dito: "Tais (divindades) não são mais do que nomes, com que as denominastes, vós e vossos antepassados, acerca do que Deus não vos conferiu autoridade alguma. Não seguem senão as suas próprias conjeturas e as luxúrias das suas almas, não obstante ter-lhes chegado a orientação do seu Senhor!" (Alcorão 53:23) Não é certo que é de Deus aquilo que está nos céus e na terra? Que pretendem, pois, aqueles que adoram os ídolos em vez de Deus? Não seguem mais do que a dúvida e não fazem mais do que inventar mentiras!" (Alcorão 10:66) Se obedeceres à maioria dos seres da terra, eles desviar-te-ão da senda de Deus, porque não professam mais do que a conjetura e não fazem mais do que inventar mentiras." (Alcorão 6:116) Sua maioria não faz mais do que conjeturar, e a conjetura jamais prevalecerá sobre a verdade; Deus bem sabe tudo quanto fazem!(Alcorão 10:36) Aqueles que se submetem às suposições acham que podem criar e oferecer algumas simples desculpas a Deus para salvaguardá-los. Na verdade, isto é mera conjetura e contradiz a realidade. Suas escusas não serão aceitas perante Deus. Os idólatras dirão: Se Deus quisesse, nem nós, nem nossos pais, jamais teríamos idolatrado, nem nada nos seria vedado! Assim, seus antepassados desmentiram os mensageiros, até que sofreram o Nosso castigo. Dize: Tereis, acaso, algum argumento a nos expor? Qual! Não seguis mais do que conjeturas e não fazeis mais do que inventar mentiras!" (Alcorão 6:148) Cada tipo humano é descrito detalhadamente no Alcorão, inclusive todas as caracterísitcas corruptas dos incrédulos. Além do caráter dos incrédulos, o Alcorão também nos fala sobre as propriedades características dos crentes. Os fiéis que crêem em Deus, que receberam o alento de Sua alma e que obedecem a Ele, têm suas características baseadas em elevados valores morais. Quando comparamos os dois lados, isto é, crentes e incrédulos, torna-se evidente que seus comportamentos são definitivamente opostos. Os crentes, por exemplo, são leais e sinceros, enquanto os incrédulos são hipócritas e desleais. Os crentes são generosos, bravos e modestos, enquanto que os incrédulos são arrogantes, amedrontados e egoístas. Uma outra diferença importante entre eles é o conceito de lealdade. Os incrédulos jamais são verdadeiramente leais. Tendo em vista que eles sempre preferem seus próprios interesses, podem facilmente enganar a seus amigos a quem juram amor e podem se comportar deslealmente. De igual modo, abandonam o caminho que aceitaram como verdadeiro e deixam de lutar por aquilo que, até há pouco tempo atrás, lutavam com intensidade. Os crentes, no entanto, são totalmente diferentes. Não almejam qualquer benefício egoísta senão a Vontade de Deus. Todo o seu comportamento está de acordo com a Vontade de Deus - assim, não há possibilidade de eles abandonarem àqueles a quem amam, os outros crentes, por qualquer razão e porque não podem deixar o verdadeiro caminho (lutar pela causa de Deus). São profundamente leais com os crentes e, em especial com o profeta ou líder. Deus assim se refere à lealdade no Alcorão: Entre os fiéis, há homens que cumpriram o que haviam prometido, quando da sua comunhão com Deus; há-os que o consumaram (ao extremo), e outros que esperam, ainda, sem violarem a sua comunhão, no mínimo que seja." (Alcorão 33:23) Com lealdade, os fiéis todos lutam pelo mesmo objetivo e isto, que é o principal sinal de estabilidade e determinação, impede dúvidas e estimas frívolas. Esta é uma das características vitais dos fiéis, uma vez que a menor instabilidade na lealdade e na autenticidade provocará a perda do auto-respeito. Portanto, a pessoa que perde o auto-respeito, evolui na fraude, perde a fé e, consequentemente, se comporta da mesma forma que um descrente ou um hipócrita. É por isso que a infidelidade conduz a um resultado importante. A pessoa infiel, tentando esconder este comportamento dos crentes, é levado a uma falsificação. A uma mentira segue-se outra, e, assumindo que ele ilude o crente, começa então uma nova maneira de viver. E é uma maneira distante dos crentes e com o objetivo de se beneficiar dos fiéis, sem qualquer sentimento de amor. Este homem não age pela causa da Vontade de Deus, mas pela vontade do homem e mente para manter seu crédito perante os crentes. Tentando encontrar desculpas para a sua infidelidade, ele se pretende inocente, mas isto não faz bem. Os fatos aqui mencionados comprovam que o comportamento infiel acaba por transformar a crença em descrença. Quanto aos crentes, esses são leais até a morte e se comportam assim porque a sua lealdade é, na verdade, a lealdade para com Deus. Dentro desse raciocínio, o comportamento desleal significa, na verdade, a deslealdade para com Deus. Lealdade e obediência são unicamente para com Deus Quem obedecer ao Mensageiro obedecerá a Deus; mas quem se rebelar, saiba que não te enviamos para lhes seres guardião. (Alcorão 4:80) A lealdade é um dos tópicos mais importantes, para o qual os fiéis devem estar bem atentos. O Alcorão fala sobre os hipócritas que esperam escapar da luta, embora jurem ser leais e que este é um acordo fundamental Tinham prometido a Deus que não fugiriam (do inimigo). Terão que responder pela promessa feita a Deus! (Alcorão 33:15) Não negocieis o pacto com Deus a vil preço, porque o que está ao lado de Deus é preferível para vós; se o soubésseis!" (Alcorão 16:95) Não há dúvida de que a obediência é o sinal mais importante da lealdade e ela é mencionada em muitos versículos do Alcorão. Conforme diz o Alcorão, a obediência é a chave para a Misericórdia e o Paraíso, e a vitória contra os incrédulos. Obedecei a Deus e ao Mensageiro, a fim de que sejais compadecidos.(Alcorão 3:132) Tais são os preceitos de Deus. Àqueles que obedecerem a Deus e ao Seu Mensageiro, Ele os introduzirá em jardins, abaixo dos quais correm os rios, onde morarão eternamente. Tal será o magnífico benefício." (Alcorão 4:13) Ó fiéis, obedecei a Deus, ao Mensageiro e às autoridades, dentre vós! Se disputardes sobre qualquer questão, recorrei a Deus e ao Mensageiro, se crerdes em Deus e no Dia do Juízo Final, porque isso vos será preferível e de melhor alvitre. (Alcorão 4:59) Jamais enviaríamos um mensageiro que não devesse ser obedecido, com a anuência de Deus. Se, quando se condenaram, tivessem recorrido a ti e houvessem implorado o perdão de Deus, e o Mensageiro tivesse pedido perdão por eles, encontrariam Deus, Remissório, Misericordiosíssimo. Qual! Por teu Senhor, não crerão até que te tomem por juiz de suas dissensões e não objetem ao que tu tenhas sentenciado. Então submeter-se-ão a ti espontaneamente." (Alcorão 4:64-65) Aqueles que obedecem a Deus e ao Mensageiro, contar-se-ão entre os agraciados por Deus: profetas, verazes, mártires e virtuosos. Que excelentes companheiros serão! (Alcorão: 4:69) A obediência é para ser aplicada em todas as ocasiões, independentemente de qualquer obstáculo ou complicação. A obediência sob dificuldades e problemas é peculiar aos crentes. Os hipócritas, no entanto, apenas obedecem quando não há muitas dificuldades a serem vencidas, e por isso o Alcorão diz que eles obedecerão se "houver ganhos imediatos e jornada fácil. Quer estejais leve ou fortemente (armados), marchai (para o combate) e sacrificai vossos bens e pessoas pela causa de Deus! Isso será preferível para vós, se quereis saber. Se o ganho fosse imediato e a viagem fácil, ter-te-iam seguido; porém a viagem pareceu-lhes penosa. E ainda jurariam por Deus: Se tivéssemos podido, teríamos partido convosco! Com isso se condenaram, porque Deus bem sabia que eram mentirosos. (Alcorão 9:41-42) Os crentes obedecem sob qualquer condição e se comprometem, ainda que tenham seus interesses contrariados. Esta é uma das principais diferenças entre os fiéis e os hipócritas. Dizem: Cremos em Deus e no Mensageiro, e obedecemos. Logo, depois disso, uma parte deles volta as costas, porque não é fiel. E quando são convocados ante Deus e Seu Mensageiro, para que julguem entre eles, eis que um grupo deles desdenha. Porém, se a razão está do lado deles, correm a ele, obedientes. Abrigam a morbidez em seus corações; duvidam eles, ou temem que Deus e Seu Mensageiro os defraudem? Qual!É que eles são uns iníquos! A resposta dos fiéis, ao serem convocados ante Deus e Seu Mensageiro, para que julguem entre eles, será: Escutamos e obedecemos! E serão venturosos. Aqueles que obedecerem a Deus e ao Seu Mensageiro e temerem a Deus e a Ele se submeterem, serão os ganhadores! Juraram solenemente por Deus que se tu lhes ordenasses (marcharem para o combate) iriam. Dize-lhes: Não jureis! É preferível uma obediência sincera. Sabei que Deus está bem inteirado de tudo quanto fazeis. Dize-lhes (mais): Obedecei a Deus e obedecei ao Mensageiro. Porém, se vos recusardes, sabei que ele (o Mensageiro) é só responsável pelo que lhe está encomendado, assim como vós sereis responsáveis pelo que lhe está encomendado, assim como vós sereis encaminhar-vos-eis, porque não incumbe ao Mensageiro mais do que a proclamação da lúcida Mensagem. (Alcorão 24:47-54) A obediência ao mensageiro deve ser do fundo do coração e com compromisso pleno. Os fiéis sabem que a decisão do mensageiro é certa e, por isso, não abrigam a suspeita em seus corações. Isto é extremamente importante porque obedecer com relutância e de má vontade é considerado com um sinal de descrença, conforme descreve o Alcorão: Qual! Por teu Senhor, não crerão até que te tomem por juiz de suas dissenções e não objetem ao que tu tenhas sentenciado. Então, submeter-se-ão a ti espontaneamente. (Alcorão 4:65) A obediência é o indício cristalino que afirma que ele crê em Deus e obedece para servi-Lo. Que, o que levará o homem à salvação eterna e verdadeira é a simples obediência. Conforme afirma a Surata 24: Ó fiéis, atendei a Deus e ao Mensageiro, quando ele vos convocar à salvação. o mensageiro convoca os homens para a salvação. Em um outro versículo, está dito que o Mensageiro chama os fiéis para a salvação, liberdade e alegria e para evitar o mal. São aqueles que seguem o Mensageiro, o Profeta iletrado, o qual encontram mencionado em sua Tora e no Evangelho, o qual lhes recomenda o bem e lhes proíbe o ilícito, prescreve-lhes todo o bem e veda-lhes o imundo, alivia-os dos seus fardos e livra-os dos grilhões que os deprimem. Aqueles que nele creram, honraram-no, defenderam-no e seguiram a Luz que com ele foi enviada, são os bem-aventurados.(Alcorão 7:157) O que determina a vitória dos fiéis sobre os infiéis é o fato de eles serem completamente obedientes ao Mensageiro e àqueles que têm a autoridade para governar. Neste caso, eles obedecem. Deus os apóia e lhes dá a vitória. Na verdade, também há o caso oposto para ser meditado, ou seja: se eles não obedecerem ao mensageiro, eles perdem sua autoridade e força. Deus cumpriu a Sua promessa quando, com a Sua anuência, aniquilastes os incrédulos, por terem atribuído parceiros a Deus, sem que Ele lhes tivesse conferido autoridade alguma para isso. Sua morada será o fogo infernal. Quão funesta é a morada dos iníquos. (Alcorão 3:152) A salvação só é alcançada através da obediência. Aqueles que desobedecem e seguem um caminho diferente daquele indicado pelo Mensageiro não encontrará lugar algum exceto o inferno, confome mencionado no Alcorão: A quem combater o Mensageiro, depois de haver sido evidenciada a Orientação, seguindo outro caminho que não o dos fiéis, abandoná-lo-emos em seu erro e o introduziremos no inferno. Que péssimo destino!(Alcorão 4:115) Uma das características mais importantes dos fiéis é que eles são extremamente equilibrados. Jamais perdem o entusiasmo, o amor, a lealdadde e a devoção. Os fiéis se contêm apenas pela Vontade de Deus. Portanto, nenhuma dificuldade ou obstáculo pode desviá-los do verdadeiro caminho. Para eles não importa o que os outros pensam deles. Seu único objetivo é atender à Vontade de Deus. Assim, ele molda toda sua vida nesse sentido. Deus testa a firmeza dos fiéis de diversas maneiras. Deus pode permitir que sobrevenham a tristeza e algumas dificuldades por um certo período de tempo, apenas para treiná-los. No Alcorão, está dito o seguinte: Certamente que vos poremos à prova mediante o temor, a fome, a perda dos bens, das vidas e dos frutos. Mas tu (ó Mensageiro), anuncia (a bem-aventurança) aos perseverantes.(Alcorão 2:155) Os fiéis que são firmes enfrentarão essas dificuldades com total paciência: Quantos profetas e, com
eles, quantos grupos lutaram pela causa de Deus, sem desanimarem com o que lhes aconteceu;
não se acovardaram, nem se renderam! Deus aprecia os perseverantes. Eles nada disseram,
além de: Ó Senhor nosso, perdoa-nos por nossos pecados e por nossos excessos; firma os
nossos passos e concede-nos a vitória sobre os incrédulos! (Alcorão 3:146-147) Além das dificuldades e tristezas, a prosperidade e abundância também podem provocar nos homens a perda de suas convicções e resoluções, na medida em que seus corações possam ficar balançados. O consolo e a prosperidade reduzem a devoção e o entusiasmo de muita gente. Na verdade, esta é uma característica dos infiéis: ficam exultantes e arrogantes quando recebem as bênçãos depois de terem enfrentado a adversidade. Também isto é mencionado no Alcorão, conforme a seguir: E se o infortúnio
açoita o homem, ele Nos implora, quer esteja deitado, sentado ou em pé. Porém, quando o
libertamos de seu infortúnio, ei-lo que caminha, como se não Nos tivesse implorado
quando o infortúnio o açoitava. Assim foram abrilhantados os atos dos transgressores
(por Satanás). (Alcorão 9:12) Ter uma atitude séria,
evitar transgressão e jamais perder a serenidade, estes são sinais de equilíbrio e
determinação que identificam os fiéis. No Alcorão é-nos dito para
"esforçarmo-nos com todo o devido esforço" Quê! Porventura,
tramaram alguma artimanha? Sabei que a desbarataremos! (Alcorão 43:79) Não desanimeis, nem vos
aflijais, porque sempre saireis vitoriosos, se fordes fiéis. (Alcorão 3:139)
PERSEVERANÇA Portanto, perseverar e
suportar alguma coisa são conceitos totalmente diferentes. Suportar alguma coisa
significa resistir à tristeza ou à dificuldade que seenfrenta com um estado
desagradável de conduta. Contudo, em relação ao fiel, é completamente diferente porque
ele não sente nem desprazer ou desconforto frente às dificuldades, pelo contrário, ele
se aproxima mais de Allah e sua devoção e entusiasmo aumentam. Muitos versículos do
Alcorão nos ensinam sobre a perseverança: Ó fiéis, perseverai, sede pacientes, estai sempre vigilantes e temei a Deus, para que prospereis. (Alcorão 3:200) Sê paciente, que a tua paciência será levada em conta por Deus; não te condoas deles, nem te angusties por suas conspirações. (Alcorão 16:127) O Alcorão também diz que os fiéis serão inspecionados em relação à sua paciência: Sabei que vos
provaremos, para certificar-Nos de quem são os combatentes e perseverantes, dentre vós,
e para provarmos a vossa reputação. (Alcorão 47:31) ... e se entre vós houvesse cem perseverantes, venceriam duzentos; e se houvesse mil, venceriam dois mil, com o beneplácito de Deus, porque Ele está com os perseverantes. (Alcorão 8:66) E obedecei a Deus e ao
Seu Mensageiro e não disputeis entre vós, porque fracassaríeis e perderíeis o vosso
valor. E perseverai, porque Deus está com os perseverantes. (Alcorão 8:46) É ademais, contar-se entre os fiéis, que recomendam mutuamente a perseverança e se encomendam à misericórdia. (Alcorão 90:17) Os crentes pedem a Deus em suas orações por perseverança e constância: E quando se defrontaram
com Goliase com o seu exército,disseram: Ó Senhor nosso, infunde-nos constância, firma
os nossos passos e concede-nos a vitória sobre o povo incrédulo! (Alcorão 2:250) A salvação do homem não é alcançada só por intermédio da fé mas, também, pelas boas ações, que são sinais de Fé. Dizer simplesmente "Eu creio" não é suficiente para se conseguir a salvação. Com relação a isso, assim diz o Alcorão: Porventura, pensam os homens que serão deixados em paz, só porque dizem: Cremos!, sem serem postos à prova? Havíamos provado seus antecessores, a fim de que Deus distinguisse os leais dos impostores. (Alcorão 29:2-3) Este teste se dá através das boas ações, porque são as ações que indicam a perseverança, a firmeza, a determinação, a lealdade, isto é, a força da fé. São diversas as espécies
de ações a que o Alcorão se refere. Divulgar a religião às pessoas, esforçar-se pela
prosperidade e benefício dos muçulmanos, tentar a melhor compreensão do Alcorão,
resolver qualquer tipo de problema, seja pessoal ou social, dos muçulmanos, manter as
mesquitas de Deus, tudo isso são boas ações importantes. As adorações islâmicas como
a oração, o jejum, gastar pela causa de Deus, a peregrinação são todas ações
importantes. Os versículos abaixo demonstram por que os crentes estão tão distantes do conceito de "filantropia". Porque cumprem os seus votos e temem o dia em que o mal estará espalhado, e porque, por a Ele, alimentam o necessitado, o órfão e o cativo. (Dizendo): Certamente vos alimentamos por amor a Deus; não vos exigimos recompensa, nemgratidão. Em verdade, tememos, da parte do nosso Senhor, o dia da afilição calamitosa. (Alcorão 76:7-10) Se as "boas
ações" não são empreendidas pela causa de Deus, então elas não são boas
ações. Por conseguinte, isto quer dizer que essas pessoas buscam a vontade dos outros, o
que é paganismo, conforme informado pelo Alcorão, e um grande pecado. Ó fiéis, não
desmereçais as vossas caridades com exprobação ou agravo, como aquele que gasta os seus
bens, por ostentação, diante das pessoas e não crê emDeus, nem no Dia do Juízo Final.
O seu exemplo é semelhante ao de uma rocha coberta por terra que, ao ser atingida por um
aguaceiro, fica a descoberto.Emnada se beneficiará,de tudo quanto fizer, porque Deus não
ilumina os incrédulos. Por outra, exemplo de que gasta os seus bens
espontaneamente, aspirando à complacência de Deus para fortalecer a sua alma,é como um
pomar emuma colina que, ao cair a chuva, tem os seus frutos duplicados; quando a chuva
não o atinge, basta-lhe o orvalho. E Deus bem vê tudo quanto fazeis. (Alcorão
2:265-265) Considerais, acaso, os
que fornecem água aos peregrinos e os guardiães da Sagrada Mesquita iguais aos que
crêem em Deus e no Dia do Juízo Final, e lutam pela causa de Deus? Aqueles jamais se
equipararão a estes, ante Deus. Sabei que Deus não ilumina os iníquos. (Alcorão
9-19) É possível que repudieis algo que seja um bem para vós e, quiçá, gosteis de algo que vos seja prejudicial; todavia, Deus sabe e vós ignorais. (Alcorão 2:216) Conforme o grande comandante muçulmano, Salahudin Ayoubi, disse, "somos responsáveis pela expedição e não pela vitória", toda a tarefa deve ter a intenção de agradar a Deus, mas o seu resultado pertence a Deus, somente. Ele está acima de tudo e o homem é o pobre que precisa d'Ele. Sim, Deus está acima de tudo, não necessita do que quer que seja e é isento de qualquer defeito. Deus não necessita das boas ações e das orações dos crentes. Ó humanos, sois vós
que necessitais de Deus, porque Deus é, por Si, o Opulento, o Laudabilíssimo. Se
quisesse, poderia fazer-vos desaparecer e apresentaria uma nova criação, porque isso
não é difícil a Deus. (Alcorão 35:17-17) Consequentemente, cumprir as
decisões de Deus e praticar boas ações são, na verdade, para o benefício da própria
pessoa e para garantir-lhe o Paraíso. Conforme citado no Alcorão, quanto
àquele que lutar pela causa de Deus, o fará em benefício próprio; porém, sabei que
Deus pode prescindir de toda a humanidade. (Alcorão 29:6) Nem suas carnes, nem seu sangue chegam até Deus; outrossim, alcança-O a vossa piedade. Assim vo-los sujeitou, para que O glorifiqueis, por haver-vos encaminhado. Anuncia, pois, a bem-aventurança aos benfeitores. (Alcorão 22:37) Uma vez que a intenção é
fundamental, o crente deve louvar a Deus e pedir Sua aprovação enquanto estiver
praticando as boas ações. A oração de Abraão e Ismael é um bom exemplo para todos os
crentes: Quando uma pessoa diz "Eu creio", esta é uma bela declaração, que o fortalecerá, juntamente com as boas ações, perante Deus: Até Ele ascendem as puras palavras e as nobres ações. (Alcorão 35:10) O crente que tem fé em Deus e pratica boas ações por toda a sua vida, entrará nos jardins dos céus e alcançará a suprema conquista, conforme mencionado no versículo abaixo: Quanto aos
fiéis que praticam o bem - jamais impomos a alguém uma carga superior às suas forças -
saibam que serão os diletos do Paraíso, onde morarão eternamente. Extinguiremos todo o
rancor de seus corações.A seus pés correrão os rios e dirão: Louvado seja Deus, que
nos encaminhou até aqui; jamais teríamos podido encaminhar-nos, se Ele não nos tivesse
encaminhado. Os mensageiros de nosso Senhor nos apresentaram a verdade. Então,
ser-lhes-á dito: Eis o Paraíso que herdastes emrecompensa pelo que fizestes. (Alcorão
7:42-43) Allah é o único Senhor de todas as espécies de bênçãos e dar graças a Ele significa, sabiamente, expressar satisfação e gratidão, seja de corpo ou de alma. O oposto de dar graças a Deus é a ingratidão, que é descrita como a rejeição da Fé. Isto mostra a importância de sermos gratos, porque representa adoração a Deus e a sua falta representa riscos. Ser grato a Deus é um dos aspectos que o Alcorão mais enfatiza. Aproximadamente, setenta versículos citam a importância de sermos gratos a Deus e nos adverte para essa prática. Estes versículos mencionam também exemplos daqueles que são gratos e dos que não são e as respectivas conseqüências. Uma das razões de tal ênfase é porque se trata de um dos maiores sinais de se tomar Deus como o Único. O Alcorão diz que dar graças a Deus mostra que só servimos a Ele. Ó fiéis, desfrutai de
todo o bem com que vos agraciamos e agradecei a Deus,se só a Ele adorais. (Alcorão
2:172) Já te foi
revelado,assim como aos teus antepassados: Se idolatrares, certamente tornar-se-á sem
efeito a tua obra, e te contarás entre os desventurados. (Alcorão 39:65-66) Disse: Juro que, por me teres extraviado, desviá-los-ei da Tua senda reta. E, então, atacá-los-ei pela frente e por trás, pela direita e pela esquerda e não acharás, entre eles, muitos agradecidos! (Alcorão 7:16-17) Conforme citado no versículo acima, Satanás, que se dedicou a desviar os homens por causa de sua inveja, luta, com todo o seu poder e energia, para fazer com que os homens se esqueçam de agradecer a Deus. A hereditariedade de uma pessoa assim, é melhor compreendida quando sabe que o objetivo maior de Satanás é impedir os homens de agradecerem a Deus, Ser grato é parte do teste de Deus. Ele nos concede inúmeros favores e nos informa a maneira de agir. Assim Ele testa nossas atitudes. Por conseguinte, somos gratos ou ingratos. Este fato é mencionado no Alcorão como se segue: Em verdade, criamos o
homem, de esperma misturado, para prová-lo, e o dotamos de ouvidos e vistas.Em verdade,
assinalamos-lhe uma senda, quer fosse agradecido, quer fosse ingrato. (Alcorão
76:2-3) Que interesse terá Deus em castigar-vos, se sois agradecidos e fiéis? Ele é Retribuidor, Sapientíssimo. (Alcorão 4:147) Existem muitos outros versículos como os acima, onde Deus afirma que premiará o agradecido e suas bênçãos sobre ele aumentarão. A seguir, alguns exemplos: E de quando o vosso Senhor vos proclamou: Se Me agradecerdes, multiplicar-vos-ei; se me desagradecerdes, sem dúvida que o Meu castigo será severíssimo. (Alcorão 14:7) Isso é o que Deus
anuncia aos Seus servos fiéis, que praticam o bem.Dize-lhes:Não vos exijo recompensa
alguma por isto, senão o amor aos vossos parentes. E a quem quer que seja que conseguir
uma boa ação, multiplicar-lha-emos; sabei que Deus é Compensador, Indulgentíssimo.(Alcorão
42:23) Algumas pessoas acham que deveriam receber bênçãos especiais ou terem seus problemas importantes resolvidos e só assim dar graças a Deus. No entanto, cada momento de nossa vida é, na verdade, repletodas bênçãos e favores de Deus. A própria vida, a saúde, a sabedoria, a inteligência, a consciência, os sentidos, etc., são bênçãos consistentes de Deus e devemos agradecer por cada uma delas. As pessoas que louvam a Deus e que não consideram isso, não sabem o valor e o mérito dessas bênçãos, não dão graças a Deus, e somente alcançam o seu valor quando são privadas dessas mercês. O Alcorão fala dos muitos favores que foram concedidos por Deus, e pelos quais devemos agradecer. Alguns deles são os seguintes: ter sido criado saudável; os sentidos da audição e da visão; como Deus purifica os crentes de seus pecados e do mal, o perdão de Deus; a facilidade para a prática das orações;a vitória sobre os incrédulos; todas as coisas que nos foram concedidas para a satisfação da vida; a água para beber, a safra agrícola, os animais que estão a nosso serviço, o mar, os navios, o dia e a noite ... Não pode haver desculpas do tipo "Eu não agradeço a Deus, mas pratico boas ações e me comporto corretamente". E isto porque um ingrato, na verdade, não louva a Deus e, além do mais, é negligente com Ele. Diante de Deus, de nada valem as ações que são praticadas displicentemente. Não é possível que uma pessoa, que não aprecia de alguma maneira as bênçãos de Deus mas que se beneficia com elas, sem pensar ou sequer se lembrar da Misericórdia de Deus, em suma, um ingrato, anseie e espere pela satisfação de Deus e por uma vida agradável depois da morte, a menos que essa pessoa mude seu comportamento. Portanto, o crente não deve jamais deixar de graças a Deus. Existem muitos versículos no Alcorão que declaram que somente as pessoas agradecidas serão capazes de compreender as evidências de Deus, seja no Alcorão, seja na terra. Eis alguns desses versículos: Da terra fértil brota a
vegetação, com o beneplácito do seu Senhor; da terra estéril, porém, nada brota,
senão escassamente. Assim elucidamos os versículos para os agradecidos. (Alcorão
7:58) Disse-lhe: Ó Moisés, tenho-te preferido aos (outros) homens, revelando-te as Minhas mensagens e as Minhas palavras! Recebe, pois, o que te tenho concedido e sê um dos agradecidos. (Alcorão 7:144) Na surata Al-Ahkaf,
é-nos dito que o crente com a idade de 40 anos, que é a idade da maturidade, pede para
ser uma pessoa que dá graças pelos favores recebidos de Deus, enfatizando, assim, a
importância de se agradecer a Deus. O critério importante que indica que a pessoa é sincera em sua fé e que só procura a satisfação de Deus é o de não buscar qualquer tipo de conquista ou vantagens para si nesta vida terrena, e sim empenhar-se pela Vontade de Deus. O crente que verdadeiramente sabe que todas as espécies de bênçãos têm origem divina e além disso é temente e pede a Ele, jamais pensará em seus próprios interesses. Portanto, a busca da auto-satisfação ou não na verdade depende da fé. O homem que verdadeiramente concebe Deus e a vida depois da morte, é claro que não pensa na satisfação pessoal e se empenhará para que as paixões egoístas não o dominem, conforme citado no Alcorão. Ao passo que, para o homem que não concebe verdadeiramente Deus e a vida depois da morte, é fácil não compreender os sinais de Deus e buscar vantagens menores. O Alcorão recomenda aos crentes nunca esperarem qualquer benefício em razão de seus atos e de sua fé. E nos versículos alcorânicos é narrado que os mensageiros jamais esperam qualquer "recompensa" pelo fato de terem transmitido a religião e lutado pela causa de Deus. "E (enviamos) ao povo de Ad seu irmão Hud, o qual lhes disse: 'O povo meu, adorai a Deus, porque não tereis outra divindade além d'Ele. Sabei que não sois mais do que forjadores (quanto a outros deuses. 'O povo meu, não vos exijo, por isso, recompensa alguma, porque minha recompensa só procede de Quem me criou. Não raciocinais?" (Alcorão 11:50-51) "Dize-lhes: Não vos exijo, por isso, recompensa alguma, além de pedir, a quem quiser encaminhar-se até a senda do seu Senhor, que o faça."(Alcorão 25:57) "Quando o irmão deles, Noé, lhes disse: Não temeis (a Deus)? Em verdade sou para vós um fidedigno mensageiro. Temei, pois, a Deus, e obedecei-me! Não vos exijo, por isso, recompensa alguma, porque a minha recompensa virá do Senhor do Universo." (Alcorão 26:106-109) Conforme mencionado nos versículos acima, os crentes não anseiam por qualquer vantagem nesta vida terrena. A vantagem acima citada não é só a monetária, mas também o reconhecimento, as honrarias prestadas pelos outros. O único apreço que eles esperam é a satisfação de Deus. Se Deus quiser Ele também recompensará neste mundo com muitas bênçãos, vitória, conforto, etc. Portanto, o critério para os atos e para o serviço não é a aprovação dos outros e sim o prazer de Deus. Houve mensageiros que não foram estimados nem acatados. Além do mais, esses mensageiros encontraram muita oposição. No entanto, isto de maneira nenhuma significa que eles "fracassaram". Na verdade, eles não pensavam assim porque sua intenção não era granjear a estima ou o apreço dos outros e, sim, o prazer de Deus. Os crentes são obrigados a se conduzirem no caminho de Deus, a pedirem e a servirem a Ele. Deus é quem dá a vitória e o sucesso neste mundo, desde que Ele assim o deseje. Esperar por uma recompensa pelo serviço prestado é uma atitude dos infiéis, como no caso dos mágicos que ajudaram o Faraó, conforme relatado no Alcorão. "Quando os magos se apresentaram ao Faraó, disseram: É de se supor que teremos uma recompensa se sairmos vencedores." (Alcorão 7:113) O melhor meio de se alcançar a satisfação de Deus é a adoração. Uma vez que o brilho desta vida não é o objetivo do crente, qualquer coisa nesse sentido não o impressiona. Além do mais, está ordenado no Alcorão "que seus olhos não passem a deles" "Sê paciente, juntamente com aqueles que pela manhã e à noite invocam seu Senhor, anelando contemplar Seu Rosto. Não negligencies os fiéis, desejando o encanto da vida terra e não escutes aquele cujo coração permitimos negligenciar o ato de se lembrar de Nós, e que se entregou aos seus próprios desejos, excedendo-se em suas ações." (Alcorão 18:28) Aqui, temos uma questão muito importante: quando estiver meditando sobre a religião, a pessoa não deve pensar em seus interesses particulares e sim imaginar como pode servir a Deus mais e melhor. A atitude contrária é a hipocrisia. Essa espécie de gente é do tipo que tenta se mostrar sincera porque tem outros interesses que não agradar a Deus e os hipócritas serão aqueles que irão para o mais baixo estágio do inferno. O Alcorão se refere a essas pessoas assim: "Dizem: Cremos em Deus e no mensageiro, e obedecemos. Logo, depois disso, uma parte deles volta as costas, porque não é fiel. E quando são convocados ante Deus e Seu Mensageiro, para que julguem entre eles, eis que um grupo deles desdenha. Porém, se a razão está do lado deles, correm a ele, obedientes." (Alcorão 24:47-49) Conforme mencionado nos versículos acima, os hipócritas só aceitam o julgamento da religião naquilo que esteja de acordo com os seus próprios interesses, negando, por outro lado, tudo o que os contrarie. Essas pessoas podem parecer muito religiosas, mas apenas por um certo período de tempo. Na verdade, de acordo com o Alcorão, são como "os alicerces fincados à beira de um penhasco minado, pronto a se desmoronar em pedaços". "Quem é melhor: o que alicerçou o seu edifício, fundamentado no temor a Deus, esperançoso de Seu beneplácito, ou que o construiu à beira do abismo e, em seguida, se arrojou com ele no fogo do inferno? Sabei que Deus não ilumina os iníquos." (Alcorão 9:109) A seguir, alguns versículos alcorânicos que falam da importância da satisfação de Deus: "Equiparar-se-á quem tiver seguido o que apraz a Deus com quem tiver suscitado a Sua indigação, e cuja morada será o inferno? Que funesto destino!" (Alcorão 3:162) "Pela mercê e pela graça deDeus, retornaram ilesos.Seguiram o que apraz a Deus; sabei que Deus é Agreaciante por excelência." (Alcorão 3:174) "Não há utilidade alguma na maioria dos seus colóquios, salvo nos que recomendam a caridade, a benevolência e a concórdia entre os homens. A quem assim proceder, com intenção de agradar a Deus, agraciá-lo-emos com uma magnífica recompensa." (Alcorão 4:114) "Pelo qual Deus conduzirá aos caminhos da salvação aqueles que procurem a Sua complacência e, por Sua vontade, tirá-los-á das trevas e os levará para a luz, encaminhando-os para a senda reta." (Alcorão 5:16) "Deus prometeu aos fiéis e às fiéis jardins, abaixo dos quais correm os rios, onde morarão eternamente, bem como abrigos encantadores, nos jardins do Éden; e a complacência de Deus é ainda maior do que isso.Tal é o magnífico benefício." (Alcorão 9:72) "E que perseveram na busca do semblante de seu Senhor, observam a oração e fazem caridade, privativa ou manifestamente, daquilo com que os agraciamos, e retribuem o mal com o bem; estes obterão a última morada."(Alcorão 13:22) O objetivo dos fiéis é a busca do prazer de Deus, da Sua Misericórdia e do paraíso. Portanto, Deus, quando se dirige aos crentes, declara "escolhemo-los por um propósito: a proclamação da Mensagem da morada futura." (Alcorão 38:46) As bênçãos e graças verdadeiras são as que nos aguardam depois da morte. Esta vida é passageira e carece de muitas coisas. Ela foi criada apenas como um exemplo das verdadeiras bênçãos que encontraremos na vida futura, no paraíso. "Aos homens foi abrilhantado o amor à concupiscência relacionada às mulheres, aos filhos, ao entesouramento do ouro e da prata, aos cavalos de raça, ao gado e às sementeiras. Tal é o gozo da vida terrena: porém, a bem-aventurança está ao lado de Deus." (Alcorão 3:14) "Sabei que a vida terrena é tão-somente jogo e diversão, veleidades, mútua vanglória e rivalidade, com respeito à multiplicação de bens e filhos; é como a chuva, que compraz aos cultivadores, por vivificar a plantação; logo, completa-se o seu crescimento e a verás amarelada e transformada em feno. Na outra vida haverá castigos severos, indulgência e complacência de Deus. Que é a vida terrena, senão um prazer ilusório?" (Alcorão 57:20) O crente se utiliza de todas
as bênçãos e favores desta vida mas jamais ses esquece de Deus, da vida depois da morte
e de seu objetivo verdadeiro. Qualquer atitude contrária a isto é rigorosamente proibida
e, nesse sentido, somos advertidos por Deus muito severamente. "Porém, se quando se depararem com o comércio ou com a diversão, se dispersarem, correndo para eles e te deixarem a sós, dize-lhes: O que está relacionado com Deus é preferível à diversão e ao comércio, porque Deus é o melhor dos provedores." (Alcorão 62:11)
FRATERNIDADE "E apegai-vos, todos, ao vínculo com Deus e não vos dividais; recordai-vos das mercês de Deus para convosco, porquanto éreis adversários mútuos e Ele conciliou os vossos corações e , mercê de sua graça, vos convertestes em verdadeiros irmãos; e quando estivestes à beira do abismo infernal, (Deus) dele vos salvou. Assim, Deus vos elucida os Seus versículos, para que vos ilumineis." (Alcorão 3:103) Os crentes possuem valores morais elevados e se comportam de acordo com esses valores; eles são respeitosos e modestos. É dessa forma que uma fraternidade se forma. No entanto, também existem aspectos que os crentes devem observar, porque, algumas vezes, os erros provocados por eles podem prejudicar a irmandade. A explicação para isto é que a alma que orienta o comportamento dos crentes deixou de estar alerta. Embora os crentes sejam generosos e tolerantes, a alma de cada a pessoa tem um lado fraco e, por isso, deve acautelar-se para não perder o controle. No caso de uma alma egoísta, invejosa e apaixonada, é ela quem assume o controle e esses aspectos ruins afetarão o comportamento dos crentes. Por isso que o Alcorão adverte acerca da fraternidade. Uma vez que o lado ruim da alma pode desviar o homem, os crentes não devem jamais se comportar de uma forma que possa, de alguma forma, provocar os outros crentes. "E dize aos Meus servos que digam sempre o melhor, porque Satanás causa dissensões entre eles, pois Santanás é um inimigo declarado do homem." (Alcorão 17:53) No Alcorão, os crentes são informados de que devem se relacionar da melhor maneira possível. Oversículo acima também nos diz que Satanás tenta destruir a fraternidade entre os homens, principalmente entre os crentes. Quando em estado de descuido, o crente pode passar por cima de seus irmãos e, por consequência, sentir inveja dos irmãos que deveriam ser prioritários para eles. Este tipo de comportamento só acontece em estado de descuido e é, na verdade, um insurreição contra Deus. Conforme mencionado no Alcorão "ou invejam seus semelhantes por causa do que Deus lhes concedeu de Sua graça?..." (Alcorão 4:54), todos os favores concedidos aos homens vêm somente de Deus e a Ele pertencem. Ter inveja deles é questionar o plano de Deus e, além do mais, provoca nos crentes a perda do valor, uma vez que os crentes devem evitar, rigorosamente, a inveja. "E obedecei a Deus e a Seu mensageiro e não disputeis entre vós, porque fracassaríeis e perderíeis o vosso valor. E perseverai, porque Deus está com os perseverantes." (Alcorão 8:46) Por conseguinte, os crentes devem ser cautelosos, evitando não só a inveja como também qualquer situação que possa provocar esse estado. A sinceridade e a modéstia podem acabar com o perigo da competição. Um outro critério importante que o Alcorão menciona é a penitência, que deverá ser praticada com alegria. "Os que antes deles residiam (em Medina) e haviam adotado a fé, mostram afeição por aqueles que migraram para junto deles e não nutrem inveja alguma em seus corações, pelo que (tais migrantes) receberam (de despojos); por outra, preferem-nos, em detrimento de si mesmos. Sabei que aqueles que se preservarem da avareza serão os bem-aventurados." (Alcorão 59:9) A inveja, a competição e a disputa, são os três obstáculos mais importantes que impedem a fraternidade e a união entre os crentes. Toda a espécie de competição provocada pelas paixões diminue o amor e a devoção. Tal comportamento que contradiz o Alcorão, prejudica o espírito dos crentes. Existem muitas formas pelas quais os crentes podem ganhar a satisfação de Deus para com eles. Portanto, não faz qualquer sentido entrar numa competição injusta e despropositada, ou sentir inveja. Uma vez que o verdadeiro objetivo do crente deve ser o de agradar a Deus, não deveria haver qualquer tipo de competição porque todos podem ganhar o prazer de Deus sem que seja necessário confrontar-se com os outros. Assim, os crentes não devem se esquecer de que são aliados, protetores e socorredores uns dos outros, da mesma forma que os órgãos do corpo, e por isso devem olhar parsa o sucesso do irmão como se fosse o seu próprio. Existem muitos versículos no Alcorão que falam sobre a união e fraternidade entre os crentes. "E aqueles que os seguiram dizem: Ó Senhor nosso, perdoa-nos, assim como também aos nossos irmãos, que nos precederam na fé e não infundas em nossos corações rancor algum pelos fiéis.Ó Senhor nosso, certamente Tu és Compassivo, Misericordiosíssimo." (Alcorão 59:10) A discórdia e a controvérsia entre os crentes mostram a dissenção entre eles, destróem a força deles e fortalecem os infiéis. No Alcorão está dito que, quando os crentes não se apoiam uns nos outros, surge a tirania. "Os infiéis são, igualmente, protetores uns dos outros; e se vós não o fizerdes (protegerdes uns aos outros), haverá intriga e a opressão sobre a terra." (Alcorão 8:73) Em muitas passagens, o Alcorão faz considerações a respeito da fraternidade e união entre os crentes: "Não sejais como aqueles que se dividiram e discordaram, depois de lhes terem chegado as evidências, porque esses sofrerão um severo castigo." (Alcorão 3:105) "Perguntar-te-ão sobre os espólios. Dize: Os espólios pertencem a Deus e ao Mensageiro. Temei, pois, a Deus, e resolvei fraternalmente as vossas querelas; obedecei a Deus e ao Seu Mensageiro, se sois fiéis." (Alcorão 8:1) "Não és responsável por aqueles que dividem a sua religião e formam seitas, porque sua questão depende de só de Deus, o Qual logo os inteirará de tudo quanto houverem veito." (Alcorão 6:159) Os crentes são obrigados a ter misericórdia e clemência para com os outros crentes e a serem extremamente modestos. Qualquer outro comportamento diferente disso, decididamente não é característica do verdadeiro fiel. A arrogância, a inveja, a discórdia pertencem aos infiéis. Portanto, o crente que aje assim por causa do lado ruim de sua alma, deve pedir a proteção de Deus, arrepender-se e corrigir-se. Do contrário, conforme citado no versículo abaixo, Deus os substituirá por um grupo superior de pessoas . "Ó fiéis, aqueles
dentre vós que renegarem a sua religião, saibam que Deus os suplantará por outras
pessoas, às quais amará, as quais O amarão, serão compassivas para com os fiéis e
severas para com os incrédulos; combaterão pela causa de Deus e não temerão censura de
ninguém. Tal é a graça de Deus, que a concede a quem Lhe apraz, porque Deus é
Munificente,Sapientíssimo. (Alcorão 5:54) A modéstia é um dos tópicos mais importantes e dos mais citados no Alcorão. Ser modesto e humilde é sinal de fé, enquanto que a arrogância é a característica peculiar da descrença. A razão para a modéstia estar em pé de igualdade com a fé, e a arrogância com a descrença, é porque a fé traz a compreensão e a sabedoria, enquanto que a descrença evita o entendimento. Ninguém pode ser fiel e arrogante ao mesmo tempo, porque o fiel compreende e concebe Deus através da razão e da sabedoria e sabe que Deus tem o controle de todas as coisas e que, ele próprio, também foi criado por Deus. Um homem de compreensão sabe que Deus é o mais Forte e Poderoso, e que ele é fraco e pobre. Ele é fraco porque fica doente, sofre, necessita do alimento para sobreviver e não pode impedir nada disso. Ele nada possui e sequer pode determinar o dia em que morrerá. Viverá sua vida por um período certo e determinado e, então, será enterrado e voltará para Deus. Nada existe nele que possa provocar uma tal arrogância, porque ele possui apenas o que lhe é concedido por Deus. E por isso, ele deve graças a Deus e não ser arrogante. Este fato, ou seja, de que ele deve ter consciência de sua fraqueza diante de Deus, moldará seu comportamento. Ele tem consciência de sua fraqueza diante de Deus, mas não age como um fraco diante dos outros e sim com dignidade e honradez. Diferentemente dos crentes, os infiéis estão sempre num estado de arrogância e altivez. Uma vez que eles não concebem Deus verdadeiramente, acham-se independentes e livres de Deus e não sabem que, na verdade, são uns pobres. Eles tentam se exaltar o máximo que podem. Por outro lado, alardear seus bens terrenos como inteligência, riqueza, beleza, reputação, etc., como se isso pertencesse a eles, é incorrer num grande erro, porque tudo o que possuem pertence a Deus e Ele pode tirar a qualquer momento que queira. Quando se vangloriam do que têm, também sentem falta do que não possuem. Não sabem submeter-se a Deus, confiar n'Ele, e, por isso, são arrogantes e complexados. O Alcorão mostra inúmeros exemplos de pessoas assim: "Aqueles que disputam sobre os versículos de Deus, sem autoridade concedida, não abrigam em seus peitos senão a soberbia, com a qual jamais lograrão o que quer que seja: ampara-te, pois, em Deus, porque é o Oniouvinte, o Onividente." (Alcorão 40:56) "Aqueles que
disputam acercados versículos de Deus, sem autoridade concedida, não abrigam em seus
peitos senão a soberbia, com a qual jamais lograrão o que quer que seja: ampara-te,
pois, em Deus, porque é o Oniouvinte, o Onividente." (Alcorão 40:56) "E os negaram, por iniquidade e arrogância, não obstante estarem deles convencidos. Repara, pois, qual foi o destino dos corruptores." (Alcorão 27-14) Os extremamente arrogantes são, na verdade, os verdadeiros responsáveis pela perversidade e corrupção na terra. "Entre os homens há aqueles que, falando da vida terrena, te encanta, invocando Deus por Testemunha de tudo quanto encerra o seu coração, embora seja o mais encarniçado dos inimigos d'Ele. E quando se retira, eis que a sua intenção é percorrer a terra para causar a corrupção, devastar as semeaduras e o gado, mesmo sabendo que a Deus desgosta a corrupção. Quando lhe é dito que tema a Deus, apossa-se dele a soberbia, induzindo-o ao pecado. Mas o inferno ser-lhe-á suficiente castigo. Que funesta morada." (Alcorão 2:204-206) Em um outro versículo, os arrogantes são assim reconhecidos: "Que escuta os versículos de Deus, quando lhe são recitados, e se obstina, ensoberbecido, como se não os tivesse ouvido! Anuncia-lhe um doloroso castigo." (Alcorão 45-8) Rejeitar a verdade, muito embora a alma esteja convencida dela, indica o significado que a arrogância assume no espaço que vai da crença à descrença. Nada, a não ser a arrogância, leva o homem a escolher o tipo de vida que o conduzirá ao fracasso e à dor, seja nesta vida como na outra. Portanto, o maior inimigo do homem é a arrogância. O desvio e a rebeldia de Satanás estão baseados em sua arrogância. Existe no Alcorão um exemplo muito importante, que enfatiza a importância da arrogância. Este exemplo é assim relatado: "Recorda-te de quando o teu Senhor disse aos anjos: De barro criarei um homem.Quando o tiver plasmado e alentado com Meu Espírito, prostrai-vos ante ele. E todos os anjos se prostraram, unanimemente, menos Lúcifer, que se ensoberbeceu e se contou entre os incrédulos. (Deus) perguntou: Ó Lúcifer, o que te impede de te prostrares ante o que criei com as Minhas Mãos? Acaso, estáis ensoberbecido ou é que te contas entre os altivos? Respondeu: Sou superior a ele; a mim me criaste de fogo, e a ele de barro. (Deus lhe) disse: Vai-te daqui, porque és maldito, e a Minha maldição pesará sobre ti, até ao Dia do Juízo! (Alcorão 38:71-78) As afirmações de Satanás, mencionadas no Alcorão são muito interessantes e mostram a sua maneira de ser, o seu complexo de inferioridade. O Alcorão nos diz que Satanás se declara especial e superior a Adão. Mas, o único que pode exaltar, dignificar ou degradar é Deus, somente. Ao ordenar que Satanás se prostrasse ante Adão, Deus enalteceu Adão. Quem quer que tenha discernimento pode resistir a uma ordem de Deus. Satanás ousou fazê-lo e, por isso, sofrerá a maldição de Deus até o dia do Juízo. O desvio de Santanás é um exemplo do desvio daqueles que o seguem. De acordo com os versículos de Deus, devemos avaliar o comportamento de Santanás para sabermos como somos levados ao extravio. Satanás se revoltou contra Deus e, não satisfeito, quis que os outros se rebelassem também. Este evento é relatado na surata Al-Hijr, conforme se segue: "Então, (Deus) disse: Ó Lúcifer, que foi que te impediu de seres um dos prostrados? Respondeu: É inadmissível que me prostre ante um ser que criaste de argila, de barro modelável. Disse-lhe Deus: Vai-te daqui (do Paraíso), porque és maldito! E a maldição pesará sobre ti até ao Dia do Juízo. Disse: Ó Senhor meu, tolera-me até ao dia em que forem ressuscitados! Disse-llhe: Serás, pois, dos tolerados, até ao dia do término prefixado. Disse: Ó Senhor meu, por me teres colocado no erro, juro que os alucinarei na terra e os colocarei, a todos, no erro." (Alcorão 15: 32-39) Mas, Satanás não quer ficar sozinho e fará de tudo para desviar as pessoas. Num certo sentido, trata-se de uma satisfação psicológica. Da mesma forma que Satanás, os homens também querem que os outros pratiquem os mesmos pecados e cometam os mesmos erros para que não sejam os únicos a incorrerem no erro, na falsa suposição de que a punição não será severa porque são erros praticados por muitos. A expectativa básica daqueles que rejeitam a fé e a religião, e desobedecem aos mandamentos de Deus, é a de que as pessoas ao seu redor também fazem o mesmo. Portanto, a afirmação de que "todos fazem assim", "se todas essas pessoas vão para o inferno, então eu também irei", revelam esse tipo de raciocínio. Satanás conhece Deus e aceita a existência e até o poder de Deus, mas, ainda tem a falsa presunção de que é superior e, por isso, espera usufruir de algumas prioridades. Esta é a razão pela qual ele se extravia quando ordenado a se prostrar diante de Adão. Esta é também a razão do extravio de muitas pessoas. A maior parte dos infiéis citados no Alcorão admitem a existência de Deus, mas, acham que têm algumas características superiores e, por isso, tornam-se arrogantes. Esta também é a razão pela qual as pessoas que se desviaram se dizem "as prediletas de Deus". O Alcorão frequentemente fala sobre isso e quando judeus e cristãos se dizem "Somos os filhos de Deus e seus preferidos" obtêm como resposta: "Por que,então, Elevos castiga por vossos pecados? Qual! Sois tão somente seres humanos,como os outros! Ele perdoa a quem Lhe apraz e castiga quem Ele quer. Só a Deus pertence o reino dos céus e da terra e tudo quanto há entre ambos, e para Ele será o retorno." (Alcorão 5:18) O sentimento de prioridade pode revelar-se de diversas formas. No entanto, o Islam ensina ao homem que ele é pobre e nada possui além do que Deus lhe concedeu. Muitas pessoas rejeitam esta verdade. Assim como Satanás que diz "eu fui criado do fogo", muitas pessoas acham que pertencer a uma família nobre, ser rico ou bonito, são características superiors e por isso, permanecem insistentemente arrogantes. Há no Alcorão exemplos significativos deste tipo. O caso de Qarun, um homem do povo de Moisés, é um exemplo notável. "Em verdade, Carun era do povo de Moisés e o envergonhou. Havíamos-lhe concedido tantos tesouros, que as suas chaves constituíam uma carga para um grupo de homens robustos. Recorda quando o seu povo lhe disse: Não exultes, porque Deus não aprecia os exultados. Mas procura, com aquilo com que Deus te tem agraciado, a morada do outro mundo; não te esqueças da tua porção neste mundo, e sê amável, como Deus tem sido para contigo, e não semeies a corrupção na terra, porque Deus não aprecia os corruptores. Respondeu: Isto me foi concedido, devido a certo conhecimento que possuo! Porém, ignorava que Deus já havia exterminado tantas geraões, mais vigorosas e mais opulentas do que ele. Em verdade, os pecadores não serão interrogados (imediantamente) sobre os seus pecados. Então apresentou-se seu povo com toda a sua pompa. Os que ambicionavam a vida terrena disseram: Oxalá tivéssemos o mesmo que foi concedida a Carun! Quão afortunado é! Porém, os sábios lhes disseram: Ai de vós! A recompensa de Deus é preferível para o fiel que pratica o bem. Porém, ninguém a obterá, a não ser os perseverantes. E fizemo-lo ser tragado, juntamente com sua casa, pela terra, e não teve partido algum que o defendesse de Deus, e não se contou entre os defendidos. E aqueles que, na véspera, cobiçavam a sua sorte, disseram: Ai de nós! Deus prodigaliza ou restringe as Suas mercês a quem Lhe apraz, dentre os Seus servos! Se Deus não nos tivesse agraciado, far-nos-ia sermos tragados pela terra. Em verdade, os incrédulos jamais prosperarão. Destinamos a morada, no outro mundo, àqueles que não se envaidecem nem fazem corrupção na terra; e a recompensa será dos tementes." (Alcorão 28:76-83) Conforme dito acima, Qarun e as pessoas semelhantes a ele, acham que a riqueza e todas as espécies de bênçãos concedidas a eles são o resultado de uma característica particular deles e se esquecem, e até negam, que tudo foi concedido por Deus. A declaração de Qarun "Isto me foi concedido, devido a certo conhecimento que possuo!" é esclarecedor desse raciocínio. Essas pessoas logo "exultarão", conforme citado nos versículos acima. Esta também é a razão pela qual as pessoas se mostram arrogantes, desrespeitosas e agressivas depois que alcançam o sucesso, a riqueza ou o poder. Elas têm a plena convicção de que são "as favoritas de Deus" e alegam que detêm a superioridade perante Deus. "O homem não se farta de implorar o bem; mas, quando o mal o açoita, ei-lo desesperado, desalentado. Todavia, se depois de tê-lo açoitado a adversidade, o agraciarmos com a Nossa misericórdia, dirá: Isto é (mérito) meu e não creio que a Hora chegue; e se retornar ao meu Senhor, certamente obterei a Sua bem-aventurança. Porém, interaremos os incrédulos de tudo quanto tiverem cometido e lhes infligiremos um severo castigo." (Alcorão 41:49-50) O Alcorão também se refere àqueles que tentam se purificar: "Não reparaste naqueles que se vangloriam de ser puros? Qual! Deus purifica quem Lhe apraz e não os frustra, no mínimo que seja." (Alcorão 4:49) Os crentes, por seu turno, jamais têm a certeza de que irão para o céu. Invocam Deus "com temor e esperança" (Alcorão 32:16). Pedem a Deus que os "defenda do tormento do Fogo!" (Alcorão 2:201); "Não permita que nossos corações se desviem depois de nos teres iluminado" (Alcorão 3:8); "faze com que morramos muçulmanos" (Alcorão 7:126). A única razão para que alguém tenha a certeza de que irá para o céu é a sua própria arrogância. No entanto, essa mesma arrogância, na verdade, impedirá a sua salvação porque "Deus não aprecia arrogante e jactancioso algum" (Alcorão 57:23). O Alcorão está sempre mostrando que a "arrogância" é um dos aspectos mais importantes na religião. "E não te conduzas com jactância na terra, porque jamaispoderás fendê-la, nem te igualar, emaltura às montanhas." (Alcorão 17:37) "E não vires o rosto às gentes, nem andes insolentemente pela terra, porque Deus não estima arrogante e jactancioso algum." (Alcorão 31:18) "Para que vos não
desespereis, pelos (prazeres) que vos foram omitidos, nem vos exulteis por aquilo com que
vos agraciou, porque Deus não aprecia arrogante e jactancioso algum." (Alcorão
57:23) O Alcorão ordena que os crentes sejam modestos e moderados e adverrte que os arrogantes não comparecerão perante Deus. Só isso é mais do que suficente para que os crentes se eximam do comportamento insolente. Além disso, o Alcorão ensina que a moderação é um dos aspectos básicos dos crentes. "Vosso Deus é Único; consagrai-vos, pois, a Ele. E tu (ó Mensageiro), anuncia a bem-aventurança aos que se humilham." (Alcorão 22:34) "E os servos do
Clemente são aqueles que andam pacificamente pela terra e, quando os insipientes lhes
falam, dizem: Paz!" (Alcorão 25:63) "Somente crêem em nossos versículos aqueles que, quando eles lhos são recitados, se prostram em adoração e celebram os louvores do seu Senhor, sem, contudo, se encoberbecerem." (Alcorão 32:15) Esta é uma consideração
muito importante porque ser crente ou não vai depender do fato de a pessoa ser insolente
ou moderada. No Alcorão, Deus nos diz que Ele não permitirá que os arrogantes percebam
Seus sinais e, por isso, serão os extraviados. Em um outro versículo alcorânico, Deus informa que a característica comum a todos os incrédulos que nos antecederam é que todos eram arrogantes. "(Deus lhe replicará): Qual! Já te haviam chegado os meus versículos. Porém, tu os desmentistes e te ensoberbeceste e fostes um dos incrédulos!" (Alcorão 39:59) "Quando lhe é dito que tema a Deus, apossa-se dele a soberbia, induzindo-o ao pecado. Mas o inferno ser-lhe-á suficiente castigo. Que funesta morada!" (Alcorão 2:206) "Concedemos o Livro
a Moisés, e depois dele enviamos muitos mensageiros, e concedemos a Jesus, filho de
Maria, as evidências, e o fortalecemos com o Espírito da Santidade. Cada vez que vos era
apresentado um mensageiro, contrário aos vossos interesses, vós vos ensoberbecíeis!
Desmentíeis uns e assassináveis outros." (Alcorão 2:87) "Aqueles que desmentirem os Nossos versículos e se ensoberbecerem, jamais lhes serão abertas as portas do céu, nem entrarão no Paraíso, até que um camelo passe pelo buraco de uma agulha. Assim castigamos os pecadores. Terão o inferno por leito, cobertos com mantos de fogo. Assim castigamos os iníquos." (Alcorão 7:40-41) "Aqueles que desmentirem os Nossos versículos e se ensoberbecerem serão condenados ao inferno, onde permanecerão eternamente." (Alcorão 7:36) Aqueles que se opõem e se
rebelam contra os mensageiros e lutam contra eles sempre foram arrogantes. As pessoas
definidas no Alcorão como os "chefes dos incrédulos", ou "o grupo
arrogante", não concordaram em obedecer ao mensageiro por causa de seu orgulho e
arrogância e, conseqüentemente, não aceitaram que um outro homem pudesse guiá-los para
o verdadeiro caminho. A descrença dos chefes das comunidades é frequentemente mencionada
no Alcorão. "Os chefes que se
ensoberbeceram, dentre o seu povo, disseram-lhe: Juramos que te expulsaremos da nossa
cidade, ó Xuaib, juntamente com aqueles que contigo crêem, a menos que retorneis ao
nosso credo.(Xuaib) retrucou: Ainda que o deploremos?" (Alcorão 7:88) Os proeminentes da sociedade, durante a época de Mohammad, igualmente se opuseram a ele dizendo, "por que o Alcorão não foi revelado a um dos notáveis de uma das duas cidades?" (Alcorão 43:31). A razão deste falso raciocínio é porque os incrédulos dão mais valor às pessoas de reputação. Nesse caso específico, se o mensageiro fosse "um notável de uma das duas cidades", eles, então, não hesitariam em obedecê-lo. Foi por este mesmo motivo que o povo de Tamud se opôs a Sáleh. "Dizendo: Quê! Acaso, haveremos de seguir um homem solitário, surgido dentre nós? Cairíamos, então, em extravio e na loucura! Acaso, foi a Mensagem revelada só a ele, dentre nós? Qual! É ummentiroso, insolente!" (Alcorão 54:24-25) Na surata Al-Mudáscir (74), encontramos versículos notáveis para que se compreenda como a arrogância desvia os homens. Um deles cita um homem que tinha recebido muitas bênçãos de Deus e que era arrogante quando o Alcorão era lido para ele. Ele ouve e compreende as palavras de Deus, mas sua arrogância o impede de aceitar. Em decorrência de sua arrogância, esta pessoa será punida como inferno. "Deixa por Minha conta aquele que criei solitário, que depois agraciei com infinitos bens, e filhos, ao seu lado, e que agraciei liberalmente, e que ainda pretende que lhe sejam acrescentados (os bens)! Qual! Por ter sido insubmisso quanto aos Nossos versículos, infligir-lhe-ei um acúmulo de vicissitudes, porque meditou e planejou. Que pereça, pois, por planejar, uma vez mais, que pereça por planejar! Então, refletiu; Depois, tornou-se austero e ameaçador; Depois, renegou e se ensoberbeceu; E disse: Este (Alcorão não é mais do que magia, oriunda do passado; esta não é mais do que a palavra de um mortal!Por isso, introduzi-lo-ei no tártaro! E o que te fará compreender o que é o tártaro? Nada deixa perdurar e nada deixa a sós! Carbonizador dos humanos." (Alcorão 74:11-29) Em um outro versículo alcorânico, a situação de uma pessoa arrogante no inferno é descrita como se segue: "(E será dito aos guardiães): Agarrai o pecador e arrastai-o até ao centro da fogueira! Então, atormentai-o, derramando sobre a sua cabeça água fervente. Prova o sofrimento, já que tu és o poderoso, o honorável!" (Alcorão 44:47-49) O homem não deve se esquecer que, diante de Deus, é desprovido e que é o Seu servo. Ao se lembrar disto, ele compreenderá que não é o verdadeiro possuidor das coisas e sim que Deus as concedeu e, portanto, deve agradecer a Ele sempre. No entanto, se ele se tornar arrogante por causa dos favores que lhe foram concedidos, logo não terá mais satisfação com essas bênçãos e, em seguida, as perderá também. O ponto crucial é saber que ele é o servo de Deus. Aquele que se comporta como servo de Deus terá as Suas bênçãos aumentadas. Mas, o comportamento contrário só pode terminar em tristeza. Aqueles que são arrogantes na adoração a Deus, serão reunidos diante d'Ele e punidos, conforme nos diz o Alcorão: "... aqueles que desdenham Sua adoração e são arrogantes, Ele os castigará dolorosamente e não acharão, além de Deus, protetor, nem defensor algum." (Alcorão 4:172) "Aqueles que desmentirem os Nossos versículos e se ensoberbecerem serão condenados ao inferno, onde permanecerão eternamente." (Alcorão 7:36) No entanto, aqueles que não são arrogantes e são moderados, são os verdadeiros servos de Deus e terão seu lugar garantido no céu. "Destinamos a morada, no noutro mundo, àqueles que não se envaidecem nem fazem corrupção na terra; e a recompensa será dos tementes." (Alcorão 28:83) Um dos poucos sinais de fé mais importantes é a confiança em Deus e a submissão a Ele, e que também é uma das diferenças mais relevantes entre os crentes e os incrédulos. Para um incrédulo, a vida é caótica porque ele acha que está neste mundo por acaso e que tudo que está à sua volta funciona assim. Ele jamais confia verdadeiramente em qualquer coisa porque a toda hora ele enfrenta um problema que lhe traz dor e sofrimento. Existem centenas, e até milhares, de fatos que interferem em sua felicidade, desde um, que pode ser "fortuito", que se transforma num acontecimento indesejado e provoca a ruína em sua vida. Por exemplo, ele perde seu emprego, um amigo próximo morre, etc. Como ele pensa que esses fatos são isolados, ele precisa se preocupar com cada um deles separadamente. Com isso, na verdade, o que ele faz é transformar cada evento num deus, porque, de acordo com o Alcorão, temer ou confiar em alguma coisa significa tomar aquela coisa como um ídolo, além de Deus. Quanto aos crentes, estes têm consciência do segredo desta vida: Este segredo é que tudo, cada criatura, cada ser animado ou inanimado está sob o controle de Deus e nada acontece que não seja com a Sua permissão e conhecimento. Este segredo é citado no Alcorão como "... sabei que não existe criatura que Ele não possa agarrar pelo topete. Meu Senhor está na senda reta." (Alcorão 11:56), e "A Ele pertence tudo que existe no céu e na terra: tudo se submete a Ele devotadamente." (Alcorão 30:26) e o Alcorão só pode ser compreendido por "aqueles que são perspicazes." (Alcorão 15:75) Os crentes sabem que tudo funciona de acordo com um destino determinado por Deus. Por isso, para eles nada é "ruim" ou "mau". Algumas vezes, algo pode ser visto como não sendo bom, mas é, na verdade, benéfico, e por isso bom, para os crentes. Portanto, os crentes são pacientes em relação às coisas que possam ser vistas como ruins e confiam em Deus. Certamente que Deus transforma as coisas más em boas e benéficas para os crentes. Quando lemos o Alcorão, vemos que todos os mensageiros, e os crentes que os seguiram, enfrentaram muitas dificuldades durante toda a vida. Foram ameaçados de morte, torturados, insultados e alguns até foram mortos. No entanto, apesar de todas as dificuldades, jamais perderam a calma e a confiança. E isto porque os crentes têm como certo que qualquer acontecimento provém de Deus somente, e que deve haver um bom motivo por trás de todos eles. Deus jamais deixa os crentes desamparados, jamais impõe um peso maior do que a capacidade de suportá-lo e a recompensa pelas dificuldades desta vida será obtida na outra. "Dize: Jamais nos ocorrerá o que Deus não nos tiver predestinado! Ele é nosso Protetor.Que os fiéis se encomendem a Deus!" (Alcorão 9:51) A palavra em árabe para "confiar em Deus" é "tevekkül", que significa "tomar como guardião e socorredor". No sentido mais comum, confiar em Deus significa "fazer o máximo possível e deixar o resultado por conta de Deus". No entanto, "tomar como guardião e socorredor", na verdade significa alguma coisa a ser feita diretamente a Deus e confiar totalmente nele. A esse respeito, temos aqui uma coisa importante que precisa ser esclarecido. Deixar algo única e exclusivamente por conta de Deus não quer dizer que devemos nos eximir da responsabilidade dos acontecimentos e dos aspectos inerentes a eles. Pelo contrário, o crente toma toda a responsabilidade para si. Este é o verdadeiro significado de "confiar em Deus" - "tevekkül", portanto. O crente sabe que o que ele faz é, na verdade, criado por Deus, e que sua própria existência é devida a Ele, que exerce o mais absoluto controle. Por isso, elefaz o que faz "tendo Deus por guardião e socorredor". Alguns dos casos relatados no Alcorão, nos levam a entender a importância deste tópico. Na surata Al-Naml (27), diz Salomão: "Ó Senhor meu, inspira-me, para eu Te agradecer a mercê com que me agraciaste, a mim e aos meus pais, e para que pratique o bem que Te compraz e admite-me na Tua misericórdia, juntamente com os Teus servos virtuosos." (Alcorão 27:19) Esta prece indica que Salomão sabia que todas as suas atitudes estavam sob o controle de Deus e ele pede para ser capaz de praticar o bem que satisfaz a Deus. O crente sabe que toda a criatura, inclusive ele próprio, está sob o controle de Deus e que Ele tem autoridade sobre todas as coisas. Então ele confia em Deus, observando o que acontece na terra e em sua alma, e toma Deus como seu guardião e protetor. Como resultado, surge a pessoa mais corajosa, mais confiante e mais forte da terra. O crente que confia em Deus é corajoso o suficiente para se opor ao mundo todo e saber que não há um perigo verdadeiro. São muitos os casos no Alcorão, que nos informam acerca da confiação dos mensageiros e Noé também está entre os mensageiros. "Narra-lhes a história de Noé, quando disse ao seu povo: Ó povo meu, se a minha permanência entre vós e minha exortação, referentes aos versículos de Deus, vos ofendem, a Deus me encomendo. Decidi-vos, vós e vossos ídolos, e não oculteis vossa decisão; então, hostilizai-me e não me poupeis." (Alcorão 10:71) Xuaib também teve a mesma atitude: "Respondeu: Ó povo meu, não vedes que possuo a evidência de meu Senhor e Ele me agraciou generosamente ...? Não pretendo contrariar-vos, a não ser no que Ele vos vedou; só desejo a vossa melhoria, de acordo com a minha capacidade; e meu êxito só depende de Deus, a Quem me encomendo e a Quem retornarei, contrito." (Alcorão 11:88) Em muitos outros versículos, o Alcorão enfatiza a confiança em Deus e a perseverança: "Mas, se te negam, dize-lhes: Deus me basta! Não há mais divindade além d'Ele! A Ele me encomendo, porque é o Soberano do Trono Supremo." (Alcorão 9:129) "Só são fiéis aqueles cujos corações, quando lhes é mencionado o nome de Deus estremecem e, quando lhes são recitados os Seus versículos, é-lhes acrescentada a fé, e se encomendam ao Seu Senhor." (Alcorão 8:2) "A Deus pertence o mistério dos céus e da terra, e a Ele retornarão todas as coisas. Adora-O, pois, e encomenda-te a Ele, porque teu Senhor não está desatento de tudo quanto fazeis!". Alcorão 11:123) "Assim te enviamos a um povo, ao qual precederam outros, para que lhes recites o que temos revelado, apesar de negarem o Clemente. Dize-lhes: Ele é o meu Senhor! Não há mais divindade além d'Ele! e a Ele retornarei." (Alcorão 13:30) "Seus mensageiros lhes asseveraram: Não somos mais do que mortais como vós; porém, Deus agracia quem Lhe apraz, dentre Seus servos, e ser-nos-á impossível apresentar-vos uma autoridade, a não ser com a anuência de Deus. Que os fiéis se encomendem a Deus! E que escusa teremos para não nos encomendarmos a Deus, sendo que Ele nos mostrou os caminhos? Nós suportaremos as vossas injúrias, e que a Deus se encomendemos que n'Ele confiam!" (Alcorão 14:11-12) "Dize-lhes (mais): Ele é o Clemente, no Qual cremos e ao Qual nos encomendamos. Logo sabereis quem está em erro evidente!" (Alcorão 67:29) A pessoa que confia em Deus e O toma por guardião e protetor deve saber que não existe ninguém em quem possa depositar a sua confiança e tomar como guardião. Não há porque preocupar-se, porque ele implora a Deus e confia n'Ele. Deus, certamente, saberá o que é melhor para o crente. O Alcorão nos diz "encomenda-te a Deus, porque basta Ele por Guardião." (Alcorão 33:3) Em um outro versículo, o Alcorão declara que: "... e para aqueles que temem a Deus, Ele lhe apontará uma saída, e o agraciará, de onde menos esperar. Quanto àquele que se encomendar a Deus, saiba que Ele lhe será Suficiente, porque Deus cumpre o que promete. Certamente, Deus predestinou uma proporção para cada coisa." (Alcorão 65:2-3) Ninguém pode prejudicar um crente, a menos que Deus o permita. Ninguém pode matar um crente, a menos que Deus o permita. Somente Deus põe um fim à vida, portanto, não teria qualquer sentido temermos a alguém ou a alguma coisa, e isto é frequentemente mencionado no Alcorão: "Sabei que a confabulação emana de Satanás, para atribular os fiéis. Porém, ele em nada poderá prejudicá-los sem o beneplácito de Deus. Que os fiéis se encomendem a Deus!" (Alcorão 58:10) "E não obedeças aos incrédulos, nem aos hipócritas, e não faças caso de suas injúrias; encomenda-te a Deus, porque Ele te basta por Guardião." (Alcorão 33:48) "E se lhes perguntares quem criou os céus e a terra, seguramente dirão: Deus! Dize-lhes: Tereis reparado nos que invocais, em vez de Deus? Se Deus quisesse prejudicar-me, poderiam, acaso,impedi-Lo? Ou, então, se Ele quisesse favorecer-me com alguma graça, poderiam eles privar-me dela? Dize-lhes (mais): Deus me basta! A Ele se encomendam aqueles que estão confiantes." (Alcorão 39:38) A pessoa que confia em Deus e se submete a Ele, e que toma Deus por seu verdadeiro guardião e protetor, será, então, salva das falsas acusações de Satanás. No Alcorão isto é dito da seguinte forma: "Porque ele não tem qualquer autoridade sobre os fiéis, que confiam em seu Senhor." (Alcorão 16:99). Também é-nos dito que estarão perante Deus aqueles que confiaram n'Ele e se submeteram a Ele. "Tudo quanto vos foi concedido (até agora) é o efêmero gozo da vida terrena; no entanto, o que está junto a Deus é preferéivel e mais perdurável, para os fiéis que se encomendam a seu Senhor." (Alcorão 42:36) Não existe mais ninguém em quem confiar e de quem esperar socorro, senão Deus. Como disse Jacó: "... Ninguém pode ordenar exceto Deus. A ele me encomendo, e que a Ele se encomendem os que (n'Ele) confiam."(Alcorão 12:67), somente a Deus devemos confiar-nos e tomá-Lo como guardião e protetor. Não existe outro deus senão Deus, portanto, Ele é o único guardião e protetor. "Deus, não há mais divindade além d'Ele! Que a Deus se encomendem, pois, os crentes!" (Alcorão 64:13) "E encomenda-te ao Vivente, Imortal, e celebra os Seus louvores; e basta Ele como Sabedor dos pecados dos Seus servos." (Alcorão 25:58) Existem pessoas que se pretendem destituídas de faltas ou erros. Elas tentam se mostrar como se nunca tivessem cometido um erro porque acham que isto os denigre e, portanto, os sujeita a alguns embaraços. De acordo com elas, a pessoa ideal seria a perfeita, que nunca comete faltas. No entanto, isto não possível. O homem comete erros durante toda a sua vida porque ele é destituído perante Deus. Portanto, a intenção de nunca errar é infundada e, na verdae, não pode realizar-se nunca. De acordo com o Alcorão, os crentes também cometem suas faltas. Existe um ponto importante a esse respeito: é verdade que eles devem prestar atenção e se esforçarem para não cometer erros ou pecados, mas também é certo que eles não são capazes de lidar com isto. O Alcorão nos diz que o homem tem suas faltas e comete seus pecados para com Deus, conforme nos versículos abaixo: "Se Deus tivesse castigado os homens pelo que cometeram, não teria deixado sobre a face da terra um só ser; porém, tolera-os até um término prefixado. E quando esse tempo expirar, certamente constatarão que Deus é Observador de Seus servos." (Alcorão 35:45) De acordo com essa sentença alcorânica, Deus espera pelo pedido de perdão e pelo arrependimento. Ele sabe que o ser humano não é destituído de falta ou de pecado. Este também é um dos aspectos mais importantes que diferenciam os crentes dos incrédulos. Estes tentam se mostrar aos outros como seres perfeitos, isentos de erros, no entanto, os crentes não têm tal pretensão. É claro que eles prestam uma grande atenção e se esforçam para evitar os erros e pecados contra Deus e contra Seus mandamentos. No entanto, o homem pode, algumas vezes, render-se aos desejos de sua alma e cometer pecados. Algumas vezes, não estando atento, ele pode fraquejar em obedecer a Deus. Mas, existe um ponto importante: se ele se arrepender de seus pecados diante de Deus, então seus pecados não terão mais importância. Quando lemos o Alcorão, percebemos que pedir perdão e arrepender-se diante de Deus, é um dado significante dos crentes, que dura por toda a suas vidas. No versículo transcrito abaixo, o arrependimento é um dos aspectos proeminentes dos crentes: "Os arrependidos, os adoradores, os agradecidos, os viajantes (pela causa de Deus), os genuflexos e os prostrados são aqueles que recomendam o bem, proíbem o ilícito e se conservam dentro dos limites da lei de Deus. Anuncia aos fiéis as boas novas!" (Alcorão 9:112) Com relação a isso, os conceitos de arrependimento e perdão devem ser considerados com muito cuidado. Pedir perdão a Deus é um ato de adoração importante para os crentes. O homem pede perdão a Deus durante todo o dia, por todos os pecados praticados, que tanto podem ser propositais como inconscientes. Além do mais, como ele pode pedir perdão para si, ele também pode pedir pelos ouros crentes, conforme mencionado no Alcorão. Em árabe, a palavra para "pedir perdão" é "istgfar", que significa "pedir Gafur em nome de Deus. (Gafur [G-F-R], em árabe quer dizer, cobrir, proteger, ocultar completamente, recobrir). Consequentemente, pedir o perdão de Deus significa que o crente pede a Deus para ser salvo de seus pecados e busca refúgio na Misericórdia e Clemência de Deus. No Alcorão, os crentes oram dizendo: "Ó Senhor nosso, ouvimos o pregoeiro que nos convoca à fé dizendo: Crede em vosso Senhor! e cremos.Ó Senhor nosso, perdoa as nossas falatas, redime-nos das nossas más ações e acolhe-nos entre os virtuosos." (Alcorão 3:193). E a sentença de Deus em relação a isso é a seguinte: "Estarei convosco se observardes a oração, pagardes o zakat, crerdes nos Meus mensageiros, socorrerde-los e emprestardes espontaneamente a Deus; absolverei as vossas faltas e vos introduzirei em jardins, abaixo dos quais correm os rios. Mas quem de vós pecar, dpois disto, desviar-se-á da verdadeira senda." (Alcorão 5:12) Conforme dito acima, pedir o perdão de Deus pode ser tanto pelos pecados conhecidos ou não, e, também, pelos pecados dos outros crentes. Esta também é a diferença mais importante entre o perdão e o arrependimento. Embora implorar pelo perdão seja um pedido comum entre os crentes, o arrependimento é a atitude concreta para o seu pecado particular. O arrependimento é a busca de refúgio em Deus para o seu pecado, jurando a Ele não repetir o mesmo pecado de novo e implorando pela ajuda de Deus a esse respeito. O significado exato dessas palavras é "retroceder". Portanto, o arrependimento indica a firme decisão de se afastar do pecado. "A intenção por trás do arrependimento não deve ser a repetiçãodo mesmo pecado. Na verdade, Deus ordena "ó fiéis,voltai, sinceramente arrependidos, a Deus; é possível que o vosso Senhor absolva as vossas faltas e vos introduza em jardins, abaixo dos quais correm os rios ..." (Alcorão 66:8) Além do mais, isto não quer dizer que a pessoa se arrependerá apenas uma vez. El pode arrepender-se pela primeira vez, e, então, esquecer-se e arrepender-se pelo mesmo pecado praticado num momento de desatenção. Contudo, ainda há a Misericórdia de Deus sobre ela. Por isso, ela pode arrepender-se mais uma vez e, mais uma vez, buscar refúgio n'Ele. A grande Misericórdia e Clemência de Deus sobre os homens é citada no Alcorão, como se segue: "Dize: Ó servos meus, que se excederam contra si próprios, não desespereis da misercórdia de Deus; certamente, Ele perdoa todos os pecados, porque Ele é o Indulgente, o Misericordiosíssimo. E voltai, contritos, ao vosso Senhor, e submetei-vos a Ele, antes que vos açoite o castigo, subitamente, sem o perceberdes." (Alcorão 39:53-54) Mas, existe uma coisa que
Deus não aceita, que é o arrependimento dos insinceros quando a morte se aproxima,
conforme mencionado nos versículos abaixo: O Alcorão nos dá um exemplo incisivo quanto ao "arrependimento de última hora". O Faraó seguiu Moisés e os crentes para matá-los, e termina arrependendo-se porque ele está sendo tragado pelo mar que havia sido afastado, como um milagre de Deus, para que Moisés e seu povo passasse. Conforme mencionado no Alcorão "... estando a ponto de afogar-se, o Faraó disse: Creio agora que não há mais divindade além do Deus em que crêm os israelistas, e sou um dos submissos". (Alcorão 10:90). No entanto, a resposta de Deus para ele foi "... Agora crês, ao passo que antes te havias rebelado e eras um dos corruptores.!" (Alcorão 10:91) Considerando que o arrependimento é um tremendo ato de adoração e que tem grande relevância para a salvação do homem, ele jamais deve descuidar-se de sua importância. Uma pessoa pode ter cometido grandes pecados, pode ter-se desviado, ter-se rebelado contra Deus e não cumprido os Seus mandamentos. Mas, não obstante, Deus possui grande Misericórdia e Clemência e, portanto, o arrependimento sincero pode salvá-lo na vida futura. A Misericórdia de Deus, que chega com o arrependimento, é mostrada no Alcorão, conforme se segue: "Quando te forem apresentados aqueles que crêem nos Nossos versículos, dize-lhes: Que a paz esteja convosco! Vosso Senhor impôs a Si mesmo a clemência, a fim de que aqueles dentre vós que, por ignorância, cometerem uma falta e logo se arrependerem e se encaminharem, venham a saber que Ele é Indulgente, Misericordiosíssimo." (Alcorão 6:54) Cabe ressaltar que Deus nos informa que até os incrédulos e hipócritas que lutaram contra Ele e Seu Mensageiro, serão perdoados, caso eles retornem a Deus arrependidos, sincera e verdadeiramente. "Os hipócritas ocuparão o ínfimo piso do inferno e jamais lhes encontrarás socorredor algum, salvo aqueles que se arrependerem, se emendarem, se apegarem a Deus e consagrarem a sua religião a Ele; estes contar-se-ão, assim, entre os fiéis, e Deus lhes concederá uma magnífica recompensa." (Alcorão 4:145-146) "Aqueles que ocultam as evidências e a Orientação que revelamos, depois de as havermos elucidado aos humanos, no Livro, serão malditos por Deus e pelos imprecadores, salvo os que se arrependeram, emendaram-se e delcararam (a verdade); a estes absolveremos, porque somos o Remissório, o Misericordiosíssimo." (Alcorão 2:159-160) Estes versículos de Deus indicam que o arrependimento é a chave para a salvação e que o homem deve retornar a Deus e nunca se desesperar por causa dos pecados cometidos. Mas, há uma questão importante a esse respeito: a interpretação e a prática erradas, com uma intenção que não corresponde à realidade, trará resultados desastrosos. A pessoa que, embora conhecendo os mandamentos de Deus, ainda assim permanece em pecado, não contará com o apreço de Deus, porque Ele não estima esta esta espécie de atitude pérfida. Essas pessoas são referidas como aquelas que "rejeitam a fé, depois de tê-la aceitado e, então, continuam o desafiando sua fé." Embora o arrependimento daqueles que, por ignorância ou por vontade, cometem pecados, seja aceito, o mesmo não se dará com aqueles que pecam deliberadamente e afirmam que são livres para praticar pecados. O seu arrependimento não será aceito. No Alcorão está dito que: "quanto àqueles que descrerem, após terem acreditado, imbuindo-se de incredulidade, jamais lhes será aceito o arrependimento e serão os desviados." (Alcorão 3:90) Aqui temos uma questão que deve ser cuidadosamente investigada: uma pessoa pode pecar por causa de sua ignorância ou porque se extraviou, mas arrepende-se e se comporta de acordo com os mandamentos de Deus. Esta pessoa é sincera e Deus pode perdoar seus pecados. No entanto, aquelas que pecam, mesmo conhecendo os mandamentos de Deus, pensando "serei perdoado de qualquer maneira", são, na verdade, enganadores. Por isso que o seu arrependimento não sincero e não pode ser aceito por Deus. Deve-se ressaltar que, tanto a prece pelo perdão como a do arrependimento exigem intenção sincera e honesta. E isto é mencionado no Alcorão: "Invocai vosso Senhor humílima e intimamente ... (Alcorão 7:55) e também se aplica ao perdão e ao arrependimento. Principalmente o remorso profundo e sincero é muito importante na hora do arrependimento. No Alcorão, o arrependimento de três muçulmanos que abandonaram o caminho de Deus, e, portanto, cometeram um grande pecado, é assim relatado: "Sem dúvida que Deus absolveu o Profeta, os migrantes e os socorredores, que o seguiram na hora angustiosa em que os corações de alguns estavam prestes a fraquejar. Ele os absolveu, porque é para com eles Compassivo, Misericordiosíssimo. Também absolveu os três que se omitiram (na expedição a Tabuk), quando a terra, com toda a sua amplitude, lhes parecia estreita, e suas almas se constrangeram, e se compenetraram de que não tinham mais o amparo senão em Deus. E Ele os absolveu, a fim de que se arrependessem, porque Deus é Remissório, o Misericordiosíssimo." (Alcorão 9:117-118) Pedir perdão a Deus e arrepender-se dos pecados são indicativos do serviço a Deus. O crente deve saber que ele não está isento de faltas e que deve evitar toda a espécie de erros e faltas.Além disso, não necessidade de se preocupar ou sentir pesar pelos pecados cometidos antes do arrependimento. O homem deve considerar que os mensageiros cometeram algumas faltas mas prosseguiram após o arrependimento sncero e a confiança no perdão de Deus. No Alcorão é dito que perdir perdão e arrepender-se são o melhor caminho para a salvação: "Se não fosse pela graça de Deus e pela Sua Misericórdia para convosco, e Deus é Remissório, Prudentíssimo. (Alcorão 24:10) A oração é um dos sinais de fé. O homem que reza sabe que ele nada mais é do que um pobre servo de Deus e que ele não consegue atender ao que Deus pretende dele a não ser que conte com a Sua ajuda. A oração é o gesto mais puro e sincero de servir a Deus. No Alcorão, está dito que um dos sinais básicos é "invocar Deus de manhã e de noite". "Sê paciente, juntamente com aqueles que pela manhã e à noite invocam seu Senhor, anelando contemplar Seu Rosto. Não negligencies os fiéis, desejando o encanto da vida terrena e não escutes aquele cujo coração permitimos negligenciar o ato de se lembrar de Nós, e que se entregou aos seus próprios desejos, excedendo-se em suas ações." (Alcorão 18-28) O verdadeiro significado da oração deve ser cuidadosamente examinado, uma vez que a sua compreensão, que foi ensinada por outras fontes que não o Alcorão, não alcançam o verdadeiro sentido da oração, conforme informado no Alcorão. Um dos aspectos da oração, mencionado no Alcorão, é o que se refere à "humildade. No Alcorão não existe esta descrição de que ela deve ser feita de qualquer jeito e em voz alta. E, além do mais, quando o crente se dirige a Deus, ele sabe que é ínfimo diante de d'Ele e, por isso, ele anseia e pede. Desta forma, a prece estará em concordância com a definição de "com humildade e na intimidade.": "Invocai vosso Senhor humílima e intimamente, porque Ele não aprecia os transgressores." (Alcorão 7:55) A prece dos crentes, conforme orienta o Alcorão, são na intimidade e extremamente sinceras. Zacarias também está entre eles. "Eis o relato da misericórdia de teu Senhor para com o Seu servo Zacarias. Ao invocar, intimamente, seu Senhor, dizendo: Ó Senhor meu, os meus ossos estão debilitados, o meu cabelo embranqueceu; mas nunca fui desventurado em minhas súplicas a Ti, ó Senhor meu! Em verdade, temo pelo que farão os meus parentes, depois da minha morte, visto que minha mulher é estéril. Agracia-me, de tua parte, com um sucessor!" (Alcorão 19:2-5) Em outro versículo alcorânico, é dito que a prece deve ser "com temor e esperança". "São aqueles, cujos corpos não relutam em se afastar dos leitos para invocarem seu Senhor com temor e esperança, e que fazem caridade daquilo com que os agraciamos." (Alcorão 32:16) Os crentes temem a Deus com respeito sincero e verdadeiro e também esperam a clemência e misericórdia d'Ele. "Quando Meus servos te perguntarem de Mim, dize-lhes que estou próximo e ouvirei o rogo do suplicante quando a Mim se dirigir. Que atendam o Meu apelo e que creiam em Mim, a fim de que se encaminhem." (Alcorão 2:186) "E o vosso Senhor disse: Invocai-me, que vos atenderei! Em verdade, aqueles que se ensoberbeceram, ao Me invocarem, entrarão, humilhados, no inferno." (Alcorão 40:60) Quando estiver orando, o homem deve ter a certeza de que Deus responderá à sua invocação. Ele deve ter consciência de que Deus é o dono de tudo, e que está em todos os lugares. A pessoa que tem essa certeza e que acredita nisso, pede a Deus, sabendo que Ele a tudo vê e ouve. Ele espera ansiosamente, nunca se desespera, porque sabe que Deus responderá ao seu chamado. Como ele acredita inteiramente na Justiça de Deus, ele evita entrar em desespero. O crente que toma o Alcorão como seu guia tem a mais absoluta certeze de que a resposta virá. O crente não pode duvidar que obterá uma resposta de Deus. Aquele que se dirige a Deus com desconfiança, contraria as verdades do Alcorão desde o começo. Por trás da essência da prece está uma aproximação sincera e uma fé profunda em Deus, como o profeta Sáleh disse "... meu Senhor está próximo, pronto a responder." (Alcorão 11:61) Contudo, esta aceitação de Deus não significa que receberemos o que quer que desejemos. E isto porque, algumas vezes, o homem pede por alguma coisa que não seria benéfica para ele. Neste caso, Deus não concede o que foi pedido e sim algo mais belo e mais benéfico. Apenas para exemplificar, lembramos um caso ilustrado pelo famoso exegeta muçulmano, Nursi: o médico se aproxima da criança doente. A criança pede a ele para lhe "dar um certo remédio". No entanto, aquele "certo remédio" não lhe fará bem e o médico receita um outro, completamente diferente. Ao final, o tratamento deu resultado. Da mesma forma, Deus sempre atende a uma invocação sincera, embora a Sua concordância nem sempre esteja de acordo com aquilo que desejamos. Porque, conforme mencionado no versículo "... É possível que repudieis algo que seja um bem para vós e, quiçá, gosteis de algo que vos seja prejudicial; todavia, Deus sabe e vós ignorais." (Alcorão 2:216). Da mesma forma, no caso da criança acima referida, ela não sabe o que é bom ou ruim para ela. E, por esta razão, pode estar pedindo algo que possa prejudicá-la, conforme o versículo "O homem impreca pelo mal, ao invés de suplicar pelo bem, porque ele é impaciente." (Alcorão 17:11) Portanto, em primeiro lugar, devemos pedir o que for da vontade de Deus. Devemos pedir a Ele que nos ensine a disciplina e a moldar-nos de acordo com o Alcorão. Deus sabe o melhor. Por isso, a prece dos profetas, como a de Salomão ... "Ó meu Senhor! Inspira-me, para eu Te agradecer a mercê com que me agraciaste, a mim e a meus pais, e para que pratique o bem que Te compraz e admite-me na Tua misericórdia, juntamente com os Teus servos virtuosos. " (Alcorão 27:19) Além do mais, os crentes devem pedir conforme estabelecido no Alcorão e mostrado como objetivo a ser seguido. Eles devem ser sinceros e honestos em suas preces e não devem deixar de pedir por algo que queiram verdadeiramente. Deus é Aquele que modifica aquele desejo,o pedido sincero do coração e o anseio por uma bênçao. Ele aceita as preces, responde às preces sinceras dos crentes. Deus pode, se quiser, destruir toda uma sociedade de incrédulos se for uma prece dos crentes. "Então (eles) imploraram a vitória e a decisão, e eis que fracassou o plano do poderoso opressor obstinado." (Alcorão 14:15) No Alcorão encontramos muitos exemplos como esses. Deus recompensou os mensageiros e os crentes com muitas graças: "E (recorda-te) de quando Jó invocou seu Senhor (dizendo): Em verdade, a adversidade tem-me açoitado; porém,Tu és o mais clemente dos misericordiosos! E o atendemos e o liberamos do mal que o afligia; restituímos-lhe a família, duplicando-a, como acréscimo, em virtude da Nossa misericórdia, e para que servisse de mensagem para os adoradores. E (recorda-te) de Ismael, de Idris (Enoc) e de Dulkifl, porque todos se contavam entre os perseverantes. Amparamo-los em Nossa misericórdia, porque se contavam entre os virtuosos. E (recorda-te) de Dun-Nun quando partiu, bravo, crendo que não poderíamos controlá-lo. Clamou nas trevas: Não há mais divindade do que Tu! Glorificado sejas! É certo que me contava entre os iníquos! E o atendemos e o libertamos da angústia. Assim salvamos os fiéis. E (recorda-te) de Zacarias, quando implorou ao Seu Senhor: Ó Senhor meu, não me deixes sem prole, não obstante seres Tu o melhor dos herdeiros! E o atendemos e o agraciamos com Yahia (João), e curamos sua mulher (da esterilidade); um procurava sobrepular o outro nas boas ações, recorrendo a Nós com afeição e temor, e sendo humildes a Nós." (Alcorão 21:83-90) Aquele que implora, sabendo que Deus a tudo vê e ouve, respeita-O e O teme; aceita que é o servo de Deus. Portanto, a prece é uma adoração importante e não apenas um meio para se conseguir alguma coisa; na verdade, é muito mais importante do que isso. Considerando que sempre necessitamos de algma coisa e estamos sempre pedindo algo, também a nossa prece deve ser consistente. Podemos fazer nossas orações nos horários mais adequados, como por exemplo, à noite, e depois da oração regular da manã, confome mencionado no Alcorão. No entanto, devemos nos dirigir a Deus consistentemente durante todo o dia. Podemos pedir tudo a Deus, desde que saibamos que tudo, cada evento, está na dependência de Sua autoridade. Os crentes podem pedir também enquanto estiverem em adoração, a fim de que tenham êxito e obtenham a satisfação de Deus. A prece de Abraão é um exemplo: "E quando Abraão e Ismael levantaram os alicerces da Casa, exclamaram: Ó Senhor nosso, aceita-a pois Tu és Oniouvinte, Sapientíssimo." (Alcorão 2:27). A Surata Al-Imram mostra todas as condições em que os crentes podem implorar a Deus, "que mencionam Deus, estando empé,sentados ou deitados ..."(Alcorão 3:191). Na verdade, o Alcorão elogia os crentes por este comportamento. "Sabei que Abraão era tolerante,sentimental, contrito." (Alcorão 11:75) "Abraão era Imam e monoteísta, consagrado a Deus, e jamais se contou entre os idólatras." (Alcorão 16:120) "Tolera o que dizem e recorda-te do Nosso servo,Davi, o vigoroso, que foi contrito!" (Alcorão 38:17) "E apanha um feixe de capim e golpeia com ele; e não perjures! Em verdade, encontramo-lo perseverante - que excelente servo! - Ele foi contrito." (Alcorão 38:44) Os versículos alcorânicos abaixo, bastam para uma compreensão melhor da importância da oração: "Dize (àqueles que rejeitam): Meu Senhor não Se importará convosco, se não O invocardes. Mas desmentistes (a verdade), e por isso haverá um (castigo) inevitável." (Alcorão 25:77) Há uma questão vital a esse respeito e que está mencionada no Alcorão: os pagãos também imploram a Deus de tempos em tempos. No entanto, há uma grande diferença entre a prece deles e a dos crentes. Os crentes se voltam para Deus sob qualquer condição e a toda hora. Seu comportamento não sofre alteração em razão de tristezas ou alegrias, ou conforto; eles sabem que nada podem contra Deus e por isso invocam-no consistentemente. Quanto aos pagãos, a maioria de esquece de Deus e se afasta d'Ele. Nesses períodos, eles associam seus deuses a Deus, o Único. Este tipo de pessoa só se lembra de Deus quando enfrentam alguma dificuldade e aí se voltam para Ele correndo. A prece feita sob as condições penosas dos tempos difíceis é sincera, embora sejam esquecidos assim que chega a bonança. Retornam à antiga condição, esquecendo-se de que eles imploraram pela clemência de Deus, e sendo ingratos. O Alcorão se refere frequentemente a este comportamento pagão, dando muitos exemplos: "E se o infortúnio açoita o homem, ele Nos implora, quer esteja deitado, sentado ou em pé. Porém, quando o livramos de seu infortúnio, ei-lo que caminha como se não Nos tivesse implorado quando o infortúnio o açoitava. Assim foram abrilhantados os atos dos transgressores (por Satanás)" (Alcorão 9:12) "Mas quando agraciamos o homem, ele desdenha e se envaidece; em troca, quando o mal o açoita, eis que não cessa de Nos suplicar!" (Alcorão 41:51) "E quando a adversidade açoita o homem, este suplica contrito ao seu Senhor; então, quando Ele o agracia com a Sua mercê, este esquece o qua antes suplicava e atribui rivais a Deus, para desviar outros da Sua senda. Dize-lhe: Desfruta, transitoriamente, da tua blasfêmia, porque te contarás entre os condenados ao inferno!" (Alcorão 39:8) "Quando a adversidade açoita o homem, eis que Nos implora; então, quando o agraciamos com as Nossas mercês, diz: Certamente que as logrei por meus próprios méritos! Qual! É uma prova! Porém, a maioria dos humanos o ignora." (Alcorão 39:49) "Quando a adversidade açoita os humanos, suplicam contritos ao seu Senhor; mas, quando os agracia com a Sua misericórdia, eis que alguns deles atribuem parceios ao seu Senhor." (Alcorão 30:33) Alguns versículos alcorânicos citam como exemplo o caso do navio: os homens imploram sinceramente num navio que está perto de se afundar, arrependem-se e pedem para serem salvos. Esta prece deles é sincera porque eles compreenderam que nenhuma outra criatura que eles adoravam (por exemplo, seus familiares, líderes, a sociedade em que vivem, etc.) pode salvá-los e aí se volta para Deus. No entanto, quando Deus os salva do naufrágio e os coloca em terra firma, de novo repetem o comportamento pagão e se esquecem de Deus. Este é um grande extravio: "Ele é Quem vos encaminha na terra e no mar. Quando se acham em naves e estas singram o oceano ao sabor de um vento favorável, regozijam-se. Mas, quando os açoita uma tormenta e as ondas os assaltam por todos os lados, e crêem naufragar, então imploram sinceramente a Deus: Se nos salvares deste perigo, contar-nos-emos entre os agradecidos! Mas,quando os salva, eis que causam, injustamente, iniquidade na terra. Ó humanos, sabei que a vossa iniquidade só recairá sobre vós; isso é somente um entretenimento na vida terrena. Logo retornareis a Nós e, então, vos inteiraremos de tudo quanto tiverdes feito." (Alcorão 10:22-23) "Dize: Quem vos liberta das trevas da terra e do mar, embora deprequeis ostensiva ou humildemente? dizendo: Se nos livrares disso, contar-nos-emos entre os agradecidos! Dize(ainda): Deus vos liberta disso e de toda angústia e, sem dúvida, Lhe atribuís parceiros!" (Alcorão 6:65-64) O que os crentes devem fazer é firmemente orar a Deus, confiar n'Ele, sabendo que não há outro guardião e socorredor. "Suplicai, pois, a Deus, com devoção, ainda que isso desgoste os incrédulos." (Alcorão 40:14) "Dize-lhes: Invoco tão-somente o meu Senhor, a Quem não atribuo parceiro algum." (Alcorão 72:20) A oração não pode ser para o crente um inconveniente ou um grande peso, pelo contrário, o crente deve sentir verdadeira satisfação e gratificação porque está implorando pelo socorro de Deus. Sabendo que sua própria capacidade não lhe é suficiente, e que Deus, o provedor de todas as coisas, olha por ele, o crente sente o máximo de felicidade e prazer. Por isto, a oração é um prazer e também algo que continua no céu. No Alcorão, os crentes são cientificados de que também existe oração no céu: "Quanto aos fiéis que praticam o bem, seu Senhor os encaminhará, por sua fé, aos jardins do prazer, abaixo dos quais correm os rios, onde sua prece será: Glorificado sejas, ó Deus! Aí sua mútua saudação será: Paz! E o fim de sua prece será: Louvado seja Deus, Senhor do Universo! (Alcorão 10:9-10) As orações citadas no Alcorão "Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso. Louvado seja Deus, Senhor do Universo, o Clemente, o Misericordios, Soberano do Dia do Juízo. Só a Ti adoramos e só de Ti imploramos ajuda! Guia-nos à senda reta, à senda dos que agraciastes, não à dos abominados, nem à dos extraviados." (Alcorão 1:1-7) "Lembrai-vos de quando Abraão implorou: Ó Senhor meu, faze com que esta cidade seja de paz, e agracia com frutos os seus habitantes que crêem em Deus e no Dia do Juízo Final! Deus respondeu: Quanto aos incrédulos dar-lhes-ei um desfrutar transitório e depois os condenarei ao tormento infernal. Que funesto destino!" (Alcorão 2:126) "E quando Abraão e Ismael levantaram os alicerces da Casa, exclamaram: Ó Senhor nosso, aceita-a de nós pois Tu és Oniouvinte, Sapientíssimo. Ó Senhor nosso, permite que nos submetamos a Ti e que surja, da nossa descendência, uma nação submissa à Tua vontade. Ensina-nos os nossos ritos e absolve-nos, pois Tu és o Remissório, o Misericordiosíssimo. Ó Senhor nosso, faze surgir, dentre eles, um Mensageiro, que lhes transmita as Tuas leis e lhes ensine o Livro, e a sabedoria, e os purifique, pois Tu és o Poderoso, o Prundentíssimo." (Alcorão 2:127-129) "Outros dizem: Ó Senhor nosso, concede-nos a graça deste mundo e do futuro, e preserva-nos do tormento infernal! Estes, sim, lograrão a porção que tiverem merecido, porque Deus é Destro em ajustar contas." (Alcorão 2:201-202) "E quando se defrontaram com Golias e seu exército, pediram: Senhor nosso! Infunde-nos a constância, firma os nossos passos e concede-nos a vitória sobre o povo incrédulo!" (Alcorão 2:250) "Deus não impõe a nenhuma alma uma carga superior às suas forças. Beneficiar-se-á com o bem quem o tiver feito e sofrerá o mal quem o tiver cometido. Ó Senhor nosso, não nos condenes, se nos esquecermos ou nos equivocarmos! Ó Senhor nosso, não nos imponhas carga, como a que impusestes a nossos antepassados! Ó Senhor nosso, não nos sobrecarregues com o que não podemos suportar! Tolera-nos! Perdoa-nos! Tem misericórdia de nós! Tu és nosso Protetor! Concede-nos a vitória sobre os incrédulos!" (Alcorão 2:286) "(Que dizem:) Ó Senhor nosso, não desvies os nossos corações, depois de nos teres iluminado, e agracia-nos com a Tua misericórdia, porque Tu és o Munificente por excelência. Ó Senhor nosso, Tu congregarás os humanos para um dia indubitável, e Deus não faltará com a promessa." (Alcorão 3:8-9) "Que dizem: Ó Senhor nosso, cremos! Perdoa os nossos pecados e preserva-nos do tormento infernal." (Alcorão 3:16) "Recorda-te de quando a mulher de Imran disse: Ó Senhor meu, é certo que consagrei a ti, integralmente, o fruto do meu ventre; aceita-o, porque és o Oniouvinte, o Sapientíssimo." (Alcorão 3:35) "Então, Zacarias rogou ao seu Senhor, dizendo: Ó Senhor meu, concede-me uma ditosa descendência, porque és Exorável, por excelência." (Alcorão 3:38) "Ó Senhor nosso, cremos no que tens revelado e seguimos o Mensageiro; inscreve-nos, pois, entre os testemunhadores." (Alcorão 3:53) "Eles nada disseram, além de: Ó Senhor nosso, perdoa-nos por nossos pecados e por nossos excessos; firma os nossos passos e concede-nos a vitória sobre os incrédulos!" (Alcorão 3:147) "Que mencionam Deus, estando em pé, sentados ou deitados, e meditam na criação dos céus e da terra, dizendo: Ó Senhor nosso, não criaste isto em vão. Glorificado sejas! Preserva-nos do tormento infernal! Ó Senhor nosso, quanto àquele a quem introduzirás no fogo, Tu o aviltarás! Os iníquos não terão socorredores! Ó Senhor nosso, ouvimos um pregoeiro que nos convoca à fé, dizendo: Crede em vosso Senhor! e cremos. Ó Senhor nosso, perdoa as nossas faltas, redime-nos das nossas más ações e acolhe-nos entre os virtuosos. Ó Senhor nosso, concede-nos o que prometeste, por intermédio dos Teus mensageiros, e não nos aviltes no Dia da Ressurreição. Tu jamais quebras a promessa." (Alcorão 3:191-194) "E, ao escutarem o que foi revelado ao Mensageiro, tu vês lágrimas a lhes brotarem nos olhos; reconhecem naquilo a vedade, dizendo: Ó Senhor nosso, cremos! Inscreve-nos entre os testemunhadores!" (Alcorão 5:83) "Disseram: Ó Senhor nosso, nós mesmos nos condenamos e, se não nos perdoares e Te apiedares de nós, seremos desventurados!" (Alcorão 7:23) "... Ó Senhor nosso, decide com eqüidade entre nós e o nosso povo, porque Tu és o mais equânime dos juízes." (Alcorão 7:89) "Então (Moisés) disse: Ó Senhor meu, perdoa-nos, a mim e ao meu irmão, e ampara-nos em Tua misericórdia, porque Tu és o mais clemente dos misericordiosos!" (Alcorão 7:151) "...Ó Senhor nosso, concede-nos paciência e faze com que morramos muçulmanos." (Alcorão 7:126) "... Tu és o nosso protetor. Perdoa-nos e apieda-Te de nós, porque Tu és o mais equânime dos indulgentes! Concede-nos uma graça, tanto neste mundo como no outro, porque a Ti nos voltamos contritos. Disse: Com Meu castigo açoito quem quero e Minha clemência abrange tudo, e a concederei aos tementes que pagam o zakat e crêem nos Nossos versículos." (Alcorão 7:155-156) "Disseram: A Deus nos encomendamos! Ó Senhor nosso, não permitas que fiquemos afeitos à fúria dos iníquos: e com a Tua misericórdia salva-nos do povo incrédulo." (Alcorão 10:85-86) "E Moisés disse: Ó Senhor nosso, tens concedido ao Faraó e aos seus chefes esplendores e riquezas na vida terrena e assim, ó Senhor nosso, puderam desviar os demais da Tua senda. Ó Senhor nosso, arrasa as suas riquezas e oprime os seus corações, porque não crerão até verem o doloroso castigo." (Alcorão 10:88) "Ó Senhor meu, já me agraciaste com a soberania e me ensinaste a interpretação dos sonhos e acontecimentos! Ó Criador dos céus e da terra, Tu és o meu Protetor neste mundo e no outro. Faze com que eu morra muçulmano, e junta-me aos virtuosos!" (Alcorão 12:101) "Ó Senhor nosso, estabeleci parte da minha descendência em um vale inculto perto da Tua Sagrada Casa para que, ó Senhor nosso, observem a oração; faze com que os corações de alguns humanos os apreciem, e agracia-os com os frutos, a fim de que Te agradeçam. Ó Senhor nosso,Tu sabes tudo quanto ocultamos e tudo quanto manifestamos, porque nada se oculta a Deus, tanto na terra como no céu." (Alcorão 14:37-38) "E estende sobre eles a asa da humildade, e dize: Ò Senhor meu, tem misericórdia de ambos, como elestiveram misericórida de mim, criando-me desde a infância." (Alcorão 17:24) "E dize: Ó Senhor meu, faze com que eu entre com honradez e saia com honradez; concede-me, de Tua parte, uma autoridade para socorrer(-me)." (Alcorão 17:80) "Recorda de quando um grupo de jovens se refugiou na caverna, dizendo: Ó Senhor nosso, concede-nos Tua misericórdia, e reserva-nos um bom êxito em nossa empresa!" (Alcorão 18:10) "Eis o relato da misericórdia de teu Senhor para com o Seu servo, Zacarias. Ao invocar, intimamente, seu Senhor, dizendo: Ó Senhor meu, os meus ossos estão debilitados, o meu cabelo embranqueceu; mas nunca fui desventurado em minhas súplicas a Ti, ó Senhor meu! Em verdade, temo pelo que farão os meus parentes, depois da minha morte, visto que minha mulher é estéril. Agracia-me, de tua parte, com um sucessor! Que represente a mim e à família de Jacó; e faze, ó meu Senhor, com que ele seja complacente! Ó Zacarias, alvissaramos-te o nascimento de uma criança, cujo nome será Yahia (João). Nunca denominamos, assim, ninguém antes dele. Disse (Zacarias): Ó Senhor meu, como poderei ter um filho, uma vez que minha mulher é estéril e eu cheguei à velhice?" (Alcorão 19:2-8) "Ó Senhor nosso, faze-me observante da oração, assim como à minha prole! Ó Senhor nosso, escuta minha súplica! Ó Senhor nosso, perdoa-me a mim, aos meus pais e aos fiéis, no Dia do Acerto de Contas!" (Alcorão 14:40-41) "Suplicou-lhe: Ó Senhor meu, dilata-me o peito; facilita-me a tarefa; e desata o nó de minha língua, para que compreendam a minha fala. E concede-me um vizir dentre os meus, meu irmão Aarão, que poderá me fortalecer. E associa-o à minha missão, para que Te glorifiquemos intensamente. E para mencionar-Te constantemente. Porque só Tu és o nosso Velador." (Alcorão 20-25-35) "E (recorda-te) deDun-Nun quando partiu, bravo, crendo que não poderíamos controlá-lo. Clamou nas trevas: Não há mais divindade do que Tu! Glorificado sejas! É certo que me contava entre os iníquos! E o atendemos e o libertamos da angústia. Assim salvamos os fiéis." (Alcorão 21:87-88) "E (recorda-te) de Zacarias, quando implorou a seu Senhor. Ó Senhor meu, não me deixes sem prole, não obstante seres Tu o melhor dos herdeiros!" (Alcorão 21:89) "Dize: Ó Senhor meu, se me fizeres ver (em vida) aquilo quanto ao que são admoestados ... Ó Senhr meu, não me contes entre os iníquos!" (Alcorão 23:93-94) "Disse (Noé): Ó Senhor meu, socorre-me, pois me acusam de falsidade!" (Alcorão 23:26) "E quando estiveres embarcado na arca,junto àqueles que estão contigo, dize: Louvado seja Deus, que nos livrou dos iníquos! E dize: Ó Senhor meu, permita que desembarque em lugar abençoado: porque Tu és o melhor para (nos) desembarcar."(Alcorão 23:28-29) "Disse (o profeta):Ó Senhor meu, socorre-me, pois que me desmentem!" (Alcorão 23:39) "E dize: ÓSenhor meu, em Ti me amparo contra as insinuações dos demônios. E em Ti me amparo, ó Senhor meu, para que não se aproximem (de mim). (Alcorão 23:97-98) "E dize (ó Mohammad): Ó Senhor meu, concede-me perdão e misericórdia, porque Tu és o melhor dos misericordiosos!" (Alcorão 23:118) "E aqueles que disserem: Ó Senhor nosso, faze com que as nossas esposas e nossa prole sejam o nosso consolo, e designa-nos imames dos devotos." (Alcorão 25:74) "Ó Senhor meu, concede-me prudência e junta-ne aos virtuosos! Concede-me a boa reputação na posteridade. Conta-me entre os herdeiros do Jardim do Prazer. Perdoa meu pai, porque foi um dos extraviados. E não me aviltes, no dia em que (os homens forem ressuscitados." (Alcorão 26:83-87) "Exclamou: Ó Senhor meu, certamente meu povo me desmente. Julga-nos eqüitativamente e salva-me, juntamente com os fiéis que estão comigo!" (Alcorão 26:117-118) "(Salomão) sorriu das palavras dela e disse: Ó Senhor meu, inspira-me para eu Te agradecer a mercê com que me agraciaste, a mim e aos meus pais, e para que pratique o bem que Te compraz, e admite-me na Tua misericórdia, juntamente com os Teus servos virtuosos." (Alcorão 27:19) "Disse (ainda): Ó Senhor meu, certamente me condenei! Perdoa-me, pois! E (Deus) o perdoou, porque é o Indulgente, o Misericordiosíssimo. Disse (mais): Ó Senhor meu, posto que me tens agraciado, juro que jamais ampararei os criminosos!" (Alcorão 28:16-17) "Saiu então de lá temeroso e receoso; disse: Ó Senhor meu, salva-me dos iníquos." (Alcorão 28-21) "Assim, ele deu de beber ao rebanho, e logo, retirando-se para uma sombra, disse: Ó Senhor meu, em verdade, estou necessitado de qualquer dádiva que me envies!" (Alcorão 28:24) "Disse: Ó Senhor meu, concede-me a vitória sobre o povo dos corruptores!" (Alcorão 29:30) Disse: Ó Senhor meu, perdoa-me e concede-me um império que ninguém, além de mim, possa possuir, porque Tu és o Agraciante por excelência!" (Alcorão 38:35) "Os (anjos) que carregam o Trono de Deus, e aqueles que o circundam, celebram os louvores do seu Senhor; crêem n'Ele e imploram-Lhe o perdão para os fiéis, (dizendo): Ó Senhor nosso, Tu, Que envolves tudo com a Tua misericórdia e a Tua ciência, perdoa os arrependidos que seguem Tua senda, e preserva-os do suplício da fogueira! Ó Senhor nosso, introduze-os nos jardins do Éden que lhes prometestes, assim como os virtuosos dentre os seus pais, as suas esposas e a sua prole, porque és o Poderoso, o Prudentíssimo! E preserva-os das maldades, porque àquele que preservares das maldades, nesse dia terás mostrado, certamente, misericórdia; isso será o magnífico benefício." (Alcorão 40:7-9) "E recomendamos ao homem benevolência para com os seus pais. Com dores, sua mãe o carrega duante a sua gestação e, posteirormente, sofre as dores do seu parto. E de sua concepção até a sua ablactação há um espaço de trinta meses, quando alcança a puberdade e, depois, ao atingir quarenta anos, diz: Ó Senhor meu, inspira-me, para agradecer-Te as mercês com que me agraciaste, a mim e aos meus pais, para praticar o bem que Te compraz, e faze com que minha prole seja virtuosa. Em verdade, converto-me a Ti, e me conto entre os muçulmanos. Tais são aqueles dos quais aceitamos o melhor do que têm feito, e lhes absolvemos as faltas, (contando-os) entre os diletos do Paraíso, porque é uma promessa verídica, que lhes foi anunciada." (Alcorão 46:15-16)(Alcorão 59:10) "... Ó Senhor nosso, a Ti nos encomendamos e a Ti nos voltamos contritos, porque para Ti será o retorno: Ó Senhor nosso, não faça de nós um escarmento para os incrédulos e perdoa-nos, ó Senhor nosso, porque és o Poderoso, o Prudentíssimo." (Alcorão 60:4-5) "E Deus dá como exemplo aos fiéis, o da mulher do Faraó, que disse: Ó Senhor meu, constrói-me, junto a Ti, uma morada no Paraíso, e livra-me do Faraó e das suas ações, e salva-me dos iníquos!" (Alcorão 66:11) "E Noé disse: Ó Senhor meu, não deixes sobre a terra nenhum dos incrédulos. Porque, se deixares, eles extraviarão os Teus servos, e não gerarão senão os libertinos, ingratos." Alcorão 71:26-27)
"Ó
Senhor meu, perdoa-me a mim, aos meus pais e a todo fiel que entrar em minha casa, assim
como também aos fiéis e às fiéis, e não aumentes em nada os iníquos, senão em
perdição." (Alcorão 71:28) |
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