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Alcorão


Às Sombras do Alcorão - Sayyed Qutb

 

AS CONSTELAÇÕES

Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso.

Pelo céu, possuidor das constelações,
E pelo dia prometido;
E pela testemunha e por aquilo de que presta testemunho,
Destruíram-se a si mesmos os donos do fosso (do fogo),
Do fogo, com abundante combustível.
Estando eles sentados ao seu redor,
Presenciando o que fizeram com os fiéis,
Os quais deles se vingaram, porque acreditavam em Deus, o Poderoso, o Laudabilíssimo,
Ao Qual pertence o reino dos céus e da terra; e Deus é, de tudo, Testemunha.
Sabei que aqueles que perseguem os fiéis e as fiéis e não se arrependem, sofrerão a pena do inferno, assim como o castigo do fogo.,
Por outra, os fiéis que praticam o bem, obterão jardins, abaixo dos quais correm rios; tal será o grande benefício!
Em verdade, a punição do teu Senhor será severíssima,
Porque Ele origina (a criação) e logo a reproduz.
é o Remissório, o Amabilíssimo,
O Senhor do Trono Glorioso.
Executante de tudo quanto Lhe apraz.
Reparaste, acaso, na história dos exércitos
Do Faraó e do povo de Samud?
Sem dúvida, os incrédulos persistem em desmentir-te;
Porém, Deus abrange-os, por trás.
Sim, este é um Alcorão Glorioso,
Inscrito em uma Tábua Preservada.

Às Sombras do Alcorão

Esta pequena surata delineia os fundamentos da fé e as bases da crença como matérias de grande importância. Lança uma luz poderosa e perscrutante sobre esses fundamentos, a fim de revelar o que está além dos fatos expressos no texto. Cada versículo, e algumas vezes cada palavra, neste capítulo, abre, virtualmente, uma janela para contemplar um mundo ilimitado de verdade.

O tema imediato do capítulo é o incidente do fosso, quando uma comunidade de crentes que vivia antes do advento do Islam (diz-se que era uma comunidade de cristãos) enfrentou inimigos cruéis e tirânicos que buscavam forçá-los a abandonar sua fé. Os crentes se recusaram. Os tiranos então acenderam um grande fogo em um fosso cavado pelos crentes e os jogaram lá dentro. Os crentes foram queimados até a morte, em frente a uma enorme multidão que estava reunida para testemunhar este terrível ato de extermínio. Os tiranos sentados ao redor, divertindo-se com o sofrimento dos crentes: "Deles se vingaram, porque acreditavam em Allah, o Poderoso, o Laudabilíssimo."

O capítulo começa por um juramento: "Pelo céu, possuidor das constelações; e pelo dia prometido; e pela testemunha e por aquilo de que presta testemunho; mortos sejam os donos do fosso ..." Desta forma, o capítulo liga os céus e suas constelações magníficas, o dia prometido e os grandes acontecimentos, as multidões que testemunham aquele dia e os acontencimentos testemunhados, com o incidente do fosso e a cólera de Allah para com os agressores responsáveis por aquele ato. Prossegue mostrando a cena trágica em poucas e rápidas pinceladas, que conferem um sentimento do seu horror, sem, no entanto, se deter em detalhes.

Ele inclui uma referência à grandeza da fé que se exalta a si mesma, muito além da crueldade atroz dos homens, e triunfa sobre o fogo, alcançando um nível de sublimidade, que é uma honra para todas as gerações da humanidade. Também se refere à hediondez do crime e o mal e a injustiça que ele envolve, em comparação com a sublimidade, inocência e pureza dos crentes. Segue-se, então, uma série de pequenos comentários, estabelecendo inúmeros princípios que são importantíssimos para o chamado , a fé e a perspectiva islâmicos.

Primeiramente, temos uma referência ao fato de que todos os céus e terra são parte do reino de Allah e Ele testemunha tudo o que aí acontece. Ele é "o Sobreano dos céus e da terra e Aquele que testemunha todas as coisas".

Em segundo lugar, temos uma referência ao castigo do Inferno e ao fogo que aguarda os maus tiranos , e uma referência à felicidade perfeita no céu que aguarda os crentes que escolhem a fé ao invés da própria vida e se exaltam apesar da perseguição pelo fogo. A ação dos crentes é citada como sendo vitoriosa:

Sabei que aqueles que perseguem os fiéis e as fiéis e não se arrependem, sofrerão a pena do inferno, assim como o castigo do fogo. Por outra, os fiéis que praticam o bem, obterão jardins, abaixo dos quais correm rios; tal será o grande benefício!

Uma outra referência é feita ao poder pelo qual Allah castiga Seus inimigos e também ao fato de que Ele cria e recria depois da morte:

Em verdade, a punição do teu Senhor será severíssima, porque ele origina (a criação) e logo a reproduz.

O fato mencionado aqui está diretamente relacionado à vida, manchada pelo incidente do fosso. O capítulo, então, cita alguns atributos divinos, onde cada um tem uma relação específica com o caso de que trata a surata: "Ele é o Remissório, o Amabilíssimo". Ele perdoa àqueles que se arrependem, por pior que seja o pecado. Ele também ama os servos que O escolhem. Seu amor é o bálsamo suavizante que cicatriza qualquer que seja o ferimento que eles tenham sofrido. "Senhor do Trono Gorioso, Executante de tudo quanto Lhe apraz". Estes atributos mostram a vontade absoluta, o domínio e o poder de Allah, todos relevantes para o caso em discussão no capítulo. Seguindo-se a isso, temos uma referência aos exemplos de punição de Allah aos tiranos, ainda que estejam armados até os dentes.

Reparaste, acaso, na história dos exércitos do Faraó e do povo de Samud?

São dois exemplos bem diferentes da punição de Allah, com consequências bem diferentes. Juntamente com o caso do fosso, eles têm inúmeras implicações. Finalmente, o capítulo explica a situação dos descrentes e que Allah os envolve, embora eles não possam perceber.

Sem dúvida, os incrédulos persistem em desmentir-te; Porém, Deus abrange-os, por trás.

Termina com uma declaração sobre a verdade do Alcorão e sua origem divina:

Sim, este é um Alcorão Glorioso, inscrito em uma Tábua Preservada.

Este foi um resumo rápido do tema do capítulo, a luz que lança e seu horizonte ilimitado.

Passemos agora a uma discussão mais detalhada:

Pelo céu, possuidor das constelações, e pelo Dia Prometido, e pela testemunha e por aquilo que presta testemunho.

Antes de qualquer referência ao incidente do fosso, o capítulo se inicia com um juramento pelo céu repleto de constelações. O termo árabe usado para "constelações" pode ter o significado de uma enorme massa de planetas, que se assemelham a grandes torres ou palácios construídos no céu. Neste sentido, o versículo pode ser relacionado com dois outros versículos:

E construímos o firmamento com poder e perícia, e Nós o estamos expandindo (51:47) e, Que! Porventura a vossa criação é mais difícil ou é a do céu, que Ele erigiu! (79:27)

O termo árabe pode significar tanto as posições entre as quais os planetas se movem como o seu movimento nas órbitas, dentro das quais os planetas permanecem enquanto se movem. A citação às constelações dá, contudo, uma impressão de criação enorme. Esta é, na verdade, a conotação pretendida desde o início.

"Pelo Dia Prometido". Será o dia quando o julgamento se dará para todos os eventos desta vida e quando as contas deste mundo serão reunidas. é o dia que Allah prometeu que virá e é o grande dia esperado por toda a criação. "E pela testemunha e por aquilo de que presta testemunho". Neste dia, todas as ações e criaturas estarão expostas e prestarão testemunho. Tudo será conhecido porque nada poderá ser encoberto dos olhos que contemplam. As referências aos céus e às constelações, ao dia prometido, ao testemunho e ao que presta testemunho, tudo está combinado para inspirar uma aura de seriedade, preocupação, atenção e grandeza ao modo pelo qual o incidente do fosso é contado. Eles também mostram a estrutura na qual o incidente está colocado, julgado e fixado sobre as bases de sua verdadeira natureza. é uma estrutra elástica, muito além desta vida curta.

Uma vez fornecida a atmosfera desejada e aberto um tal horizonte, o capítulo então se refere ao incidente em alguns poucos toques.

Destruíram-se a si mesmos os donos do fosso (do fogo), do fogo, com (abundante) combustível. Estando eles sentados ao seu redor, presenciando o que fizeram com os fiéis, os quais deles se vingaram, porque acreditavam em Deus, o Poderoso, o Laudabilíssimo, ao Qual pertence o reino dos céus e da terra; e Deus é, de tudo, Testemunha.

A referência ao caso se inicia com uma declaração de cólera para com os homens do fosso: "Mortos sejam os homens do Fosso". Também se tem a impressão da enormidade do crime, que provoca o desagrado e a raiva do Misericordiosíssimo, e O faz ameaçar seus perpetrantes. A seguir, temos a descrição do fosso: "Do fogo, com (abundante) combustível". O significado literal de "fosso" é um buraco no chão, mas o capítulo o define como "o fogo", ao invés de usar o termo "vala" ou "buraco", a fim de dar a impressão de que todo o fosso está tomado pelas chamas do fogo.

Os homens do fosso despertaram a cólera de Allah pelo crime que cometeram.

"Estando eles sentados ao seu redor, presenciando o que eles fizeram com os fiéis". Eles estavam sentados perto do fogo, muito próximos deste processo horrível, observando os vários estágios da tortura, enlouquecidos de prazer pelas carnes queimando, a fim de perpetuarem em suas mentes esta cena terrível.

Os crentes não haviam cometido crime algum ou qualquer má ação contra aquelas pessoas:

Os quais deles se vingaram, porque acreditavam em Deus, o Poderoso, o Laudabilíssimo, ao Qual pertence o reino dos céus e da terra; e Deus é, de tudo, Testemunha.

Este havia sido o crime: eles acreditavam em Allah, o Todo Poderoso, Aquele que faz o que quer, o Senhor Laudabilíssimo, que merece todos os elogios para cada situação e Aquele que é louvado, ainda que o ignorante não o faça. Ele é o Senhor que merece ser acreditado e adorado, Ele é o único Soberano do Reino dos céus e da terra.

Ele testemunha todas as coisas e Ele é testemunha do que os homens do fosso fizeram aos crentes. Este versículo traz uma afirmação para os crentes e uma ameça poderosa para os tiranos presunçosos. Allah foi uma Testemunha e Ele é suficiente como testemunha.

A narração do caso é completada em poucos versículos, que oprimem o coração com um sentimento de repugnância pelo terrível crime e por seus executantes pérfidos. Eles também nos convidam a contemplar o que está por trás do acontecimento, sua importância aos olhos de Allah e o que despertou a Sua cólera. é um assunto que ainda não está completo: a sua conclusão cabe a Allah.

Quando termina o relato do acontecimento, sentimos nossos corações oprimidos pela magnificência da fé, assim como os crentes se exaltam e alcançam o seu triunfo sobre o sofrimento e sobre a própria vida. Sentimos a elevação dos crentes, porque eles se libertaram das cadeias dos desejos humanos e das tentações mundanas. Aqueles crentes poderiam facilmente ter salvado suas vidas, aceitando os termos dos tiranos. Mas, em que grande erro teriam incorrido! Que grande perda eles teriam tido se anulassem aquele sublime conceito da inutilidade da vida sem fé, sua fealdade sem liberdade, e os seus alicerces quando os tiranos os libertassem para exercer a tirania sobre suas almas, após a terem exercido sobre seus corpos. Mas, eles venceram um conceito verdadeiramente nobre e sublime, quando sentiram o calor do fogo queimando seus corpos. Mais tarde, serão recompensados por Allah e seus inimigos tirânicos terão sua punição. O capítulo prossegue, explicando ambos:

Sabei que aqueles que perseguem os fiéis e as fiéis e não se arrependem, sofrerão a pena do inferno, assim como o castigo do fogo. Por outra, os fiéis que praticam o bem obterão jardins, abaixo dos quais correm rios: tal será o grande benefício.

O que aconteceu na terra na primeira vida não é o fim da estória. Ainda fica uma parte que virá mais tarde. Ainda permanece toda uma distribuição de prêmios que restabelecerá a balança da justiça e fará o acordo final do que tiver acontecido entre os crentes e os tiranos.

Este acerto é certo e confirmado por Allah: "Sabei que aqueles que perseguem os fiéis e as fiéis e não se arrependem, sofrerão a pena do inferno, assim como o castigo do fogo". Embora esteja dito "fogo", isto também significa o castigo do Inferno. Tem uma menção específica a fim de servir de contrapartida ao fogo do fosso. Embora sejam usadas as mesmas palavras para significar a ação, os dois fogos são diferentes em intensidade e duração. O fogo aqui citado é aquele que foi aceso pelos seres humanos, enquanto que o fogo do além é o fogo que foi aceso pelo Criador. O fogo daqui se extingue em alguns minutos, enquanto que o do além continuará por um tempo que somente Allah sabe. O fogo daqui é acompanhando da satisfação de Allah pelos seus crentes e pelo triunfo daquele nobre conceito humano citado anteriormente, enquanto que no além o fogo está a serviço da cólera de Allah e da degradação abjeta do homem.

O Paraíso simboliza o prazer de Allah com os crentes justos e Sua recompensa para com eles.

Por outra, os fiéis que praticam o bem, obterão jardins, abaixo dos quais correm rios. Esta é a verdadeira saída: "Tal será o grande benefício." O termo árabe aqui usado significa saída, sucesso e triunfo. Escapar da punição do além é alcançar o sucesso. Como descrever, então, o prêmio de jardins onde os rios correm! Com esta conclusão, a justiça se restabelece e toda a questão é finalmente resolvida. O que aconteceu na terra nada mais é do que parte; o assunto permanece inacabado. É este o fato enfatizado pelo comentário inicial sobre o incidente do fosso. Assim, ele pôde ser completamente compreendido pelos poucos crentes que tinham aceitado a fé em Macca e por cada grupo de crentes submetidos à tirania em cada período da história.

Mais comentários se seguem: "Em verdade, a punição de teu Senhor será severíssima". Este é o comentário mais adequado que confronta a punição de Allah com a vingança mínima e insignificante exigida pelos tiranos e que eles (e as pessoas em geral) achavam ser verdadeiramente poderosa. O verdadeiro golpe poderoso é aquele desferido pelo Todo Poderoso, a quem pertence o reino dos céus e da terra e não aquele desferido por pessoas insignificantes que impõem o seu governo sobre um limitado pedaço de terra por um período limitado de tempo. A afirmação também enfatiza a relação entre o destinatário, isto é, o Mensageiro (que a paz de Deus esteja com ele) e o orador, isto é, Allah, o Todo Porderoso. Ele diz: "Em verdade, a punição do teu Senhor será severíssima". Ele é o teu Senhor, em Cuja bondade tu acreditas, e em cuja assistência tu confias. Esta relação é muito importante numa situação em que os crentes sofrem o castigo imposto pelos tiramos.

"Porque Ele origina (a criação) e logo a reproduz". Em seus conceitos mais amplos, origem e recriação se referem à primeira e à segunda criações. Os dois termos, contudo, significam os dois eventos que estão acontecendo constantemente. A cada momento, há uma origem assim como uma recriação daquilo que morreu e se deteriorou. O universo inteiro está em estado de contante renovação e constante deterioração. Dentro do contexto deste ciclo sempre repetido de origem e de recriação, o caso do fosso e seus resultados aparentes parecem ser, na relidade, não mais do um começo daquilo que poderia ser criado de novo, ou um recriação daquilo que já foi criado. Esta é uma parte de um processo contínuo.

"É o Remissório, o Amabilíssimo". O perdão se refere à afirmação anterior: "e não se arrependem". O perdão é parte da misericórdia e graça de Allah, que não tem limites ou restrições. é uma porta aberta que nunca se fecha para quem quer que se arrependa, não importando a gravidade de seus pecados. A compaixão, contudo, se refere àqueles crentes que escolhem seu Senhor acima de todas as coisas. É um toque delicado da Divina benevolência. Allah eleva Seus servos que O amam e O escolhem a um grau que a caneta hesitaria em descrever. é o grau de amizade entre o Senhor e o servo. é um laço de amor que existe entre Allah e Seus servos favorecidos. Quão insignificante é a transitoriedade da vida que eles sacrificaram e as aflições momentâneas que sofreram, quando comparadas com apenas uma pequena parte deste amor esplêndido ou com um toque desta delicadeza amorosa. Alguns escravos deste mundo, que vivem na servidão de um ser humano, dariam a vida para receberem um sinal de prazer de seus mestres. Eles assim agem ainda que tanto o mestre como os servos sejam escravos.

Qual, então, deveria ser a atitude dos servos de Allah que recebem aquele amor compassivo e benevolente do "Senhor do Trono Glorioso"? A vida se torna insignificante, todos os sofrimentos se tornam desprezíveis e cada objeto entesourado se torna um ninharia, quando o prazer do amor do Senhor do Trono está em jogo.

"Executante de tudo quanto Lhe apraz." Este é o atributo que nunca falha, que está em constante realização. Sua vontade é absoluta. Ele pode escolher, em certos momentos, que os crentes, por Sua graça, devam obter a vitória em um determinado objetivo que Ele quer que seja alcançado. Em outros momentos, Ele pode escolher que a fé deva triunfar sobre a perseguição e o sofrimento. Isto pode se manifestar através da eliminação da vida transitória dos crentes, a fim de que uma determinada proposta seja alcançada. Ele pode decidir castigar os tiranos nesta vida, ou adiar esta punição para o dia prometido. Por trás de cada ação, está a Divina sabedoria. Cada ação que Ele desenvolve é parte de Seu esquema bem definido e de Sua habilidade de fazer o que quer.

Tudo isto se encaixa muito bem no relato do incidente do fosso, e com o que se segue depois, com relação aos destinos do Faraó e de Samud.. Além de todos estes acontecimentos, e além da vida e do universo, existe a livre vontade e o poder absoluto de Allah. Exemplos são dados: "Reparaste, acaso, na história dos exércitos do Faraó e do povo de Samud?". São uma referência a duas longas estórias bem conhecidas dos destinatários, porque elas são citadas muitas vezes no Alcorão.

As duas nações são descritas aqui com o qualificativo de "as guerreiras", numa referência ao seu poder e equipamento. Reparastes em suas estórias e em como Allah agiu com elas como Lhe aprouve? São duas estórias diferentes na natureza e nas consequências. O Faraó foi eliminado com o seu exército quando os Filhos de Israel foram salvos por Allah. Ele lhes deu poder para governar durante um certo período, a fim de que um certo esquema Seu fosse cumprido. Quanto a Samud, Allah exterminou-os, salvando Seu profeta, Salih, com seus poucos seguidores. Os crentes, neste instante, não estabeleceram um estado por sua própria conta; eles, simplesmente, foram salvos de seus inimigos corruptos. Ambas estórias são manifestações da vontade Divina e de seu desempenho. São dois exemplos do que pode acontecer aos advogados do chamado islâmico. São mencionados juntamente com a terceira possibilidade que distingue o incidente do fosso. O Alcorão explica todas as três eventualidades aos crentes em Macca e a todas as gerações de crentes.

O capítulo conclui com duas afirmações caracterizadas pelo seu ritmo agudo e decisivo. Cada uma é uma afirmação do fato e um veredito final. "Sem dúvida, os incrédulos persistem em desmentir-te; porém, Allah abrange-os, por trás". A verdade sobre os incrédulos é que eles estão em um constante estado de descrença, gritando "mentiras" de manhã até à noite "Porém, Allah abrange-os, por trás". Eles não têm consciência do que Allah pode e de que Seu conhecimento os envolve tornando-os menos poderosos do que ratos em debandada numa enchente. "Sim, este é um Alcorão Glorioso, inscrito em uma Tábua Preservada.". O termo "glorioso" significa nobreza e majestade. Na verdade, não há nada mais nobre, ou mais sublime, ou mais glorioso do que a palavra de Allah, o Todo Poderoso. Está inscrito em uma tábua preservada, cuja natureza não podemos compreender porque é parte do conhecimento que Allah reservou para Si. Contudo, nos beneficiamos da implicação de sua afirmação e a impressão que deixa é a de que o Alcorão está bem preservado e bem guardado. é a palavra final sobre cada assunto de que ele trata.

O Alcorão declara o seu julgamento no caso do fosso e do que está por trás dele. Este julgamento é o último.

 


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