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Atualidades |
O PORQUÊ
O mundo islâmico (ummah) é divisível em duas partes: numa os muçulmanos são maioria e noutra são minoria. Não há dúvida de que, em grande parte, o destino dos muçulmanos no mundo depende do que é escolhido pelos primeiros como sistema regente de suas vidas. Pois, se acaso este sistema é vencido em sua origem, os crentes em todos os recantos do mundo, fatalmente desaparecerão. É portanto indispensável expor as causas por trás das condições ora vigentes no mundo islâmico, para que o jovem muçulmano disponha de elementos à luz dos quais possa compreender o atual estado de coisas. Todos sabem que o mundo islâmico foi vítima do colonialismo. Etapa sucessora de um período de recrudescência intelectiva e de longa imobilidade do pensamento, assim como de uma deterioração moral e instabilidade política. Os colonizadores não sugaram somente as riquezas e violentaram as populações. Violência maior que estas foi a injeção venenosa de sua "civilização" e cultura materialista no seio da comunidade islâmica. Parte integrante da política colonial, era a eliminação das bases dos sistemas educacional e cultural vigentes, tão logo o seu domínio se fazia exercer num determinado território. E, quando possíve,l destinavam à sarjeta os formandos do sistema educacional islâmico. Em conformidade com o seu plano de ação, eliminaram a língua árabe e as demais línguas faladas pelos islâmicos vencidos do programa educacional e as baniram do uso oficial. Numa segunda etapa, os colonizadores, sem exceção, constituiram no seio das populações islâmicas das novas gerações, uma vasta casta que ignorava o Islam em todos os seus ensinamentos e assim trocando a sua mentalidade por outra em moldes alienígenas. Assim sendo, seguiram-se as gerações com a formação de derrotistas que consideravam o falar em sua língua nacional e viver de acordo com os ensinamentos islâmicos, pura vergonha, em detrimento do orgulho palpável quando falavam ou se faziam comportar tal qual os colonizadores. Os colonizadores não aceitaram adotar nenhum dos hábitos dos muçulmanos, apesar de sua permanência nos países muçulmanos durante toda a vida de muitos deles. Por outro lado, os "ocidentalizados" não pouparam esforços em imitar os colonizadores em todos os seus mínimos modismos e vícios, não obstante estarem em seu próprio ambiente. Sedimentou-se nas mentes vazias e alienadas que tudo que procede do ocidente é incontestavelmente certo e que crer, agir de acordo, assim como defender este estigma, é evoluir e o contrário é permanecer na Idade Média. Aliás concepção esta literalmente copiadas da realidade dos colonizadores, pois sabe-se que esta Idade Média (Idade das Trevas) foi justamente a idade de ouro do Islam. E por que não voltar à aplicação dos fundamentos responsáveis pelo esplendor? Como complemento, a cada um que primava pela assimilação dos novos costumes, era-lhe conferida posição de destaque na sociedade, nos meios políticos e militares, e foram justamente estes "abençoados" que lideraram os movimentos políticos, e coincidentemente foram os "escolhidos" para as representações parlamentares de então. Quando os países islâmicos iniciaram os movimentos para a sua libertação, era natural que estes ascendessem ao poder e assim sucedessem os colonizadores na terra. Os colonizadores não conseguiram afastar a grande massa de muçulmanos da senda do Islam durante todo o período de ocupação, apesar de seu empenho "santo" nisto. É possível que o muçulmano cometa, hoje, transgressões a todo tipo de ensinamento islâmico, no entanto, longe de encontrarmos quem os negue, exceto uns poucos cegos adeptos das idéias embaladas e importadas. É por isso que ainda, e mesmo se submetendo no seu próprio ambiente a leis dos tempos coloniais, os muçulmanos reinvidicam a aplicação terra das leis islâmicas em sua própria terra. É indispensável tornar bastante claro que todos os movimentos de liberação liderados pela casta ocidentalizada só conseguiram a adesão das populações mediante o falso uso do nome do Islam. Esta casta, uma vez no poder, empenhou-se em combater este mesmo Islam, em nome do qual se insurgiu, com todos os recursos disponíveis. "A independência de muitos países islâmicos sob tais lideranças foi unicamente política." Os muçulmanos querem voltar ao abrigo de sua legislação e governo, enquanto que os apegados ao ocidente, e mais recentemente ao oriente, obrigam-nos à filiação. A consequência óbvia deste atrito permanente é a situação de conflito e desastres frequentes, que teimam em ter por palco os países islâmicos. Aos corações dos muçulmanos não falta empenho pelo Islam. Os fatos mostram que, quando um grupo maduro, que encerra os atributos da competência e da fé inabalável no Islam, Allah, o Altíssimo, lhe prescreverá a vitória decisiva, tal qual a prescreveu para os Sahabat. Para tal, cabe a cada jovem muçulmano o conhecimento minucioso da verdade do Islam para ser um muçulmano em pensamento e conhecimento aplicável, tal como o é em sentimento. Então, estará apto à condução dos assuntos sociais de nossos tempos, de acordo com o Islam e de acordo com o agrado de Allah, o Altíssimo, e, aí, iniciar o reparo dos danos infligidos a sua própria formação moral e ambiental, para testemunhar, através dos atos, o que foi testemunhado através das palavras.
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