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Atualidades


A RESPOSTA ISLÂMICA PARA O SISTEMA EDUCACIONAL SECULAR

Por Br. Khalid El-Gharib

"Ó fiéis, se escutásseis alguns daqueles que receberam o Livro (judeus e cristãos), converter-vos-íeis em incrédulos, depois de terdes acreditado! (3:100)

Durante séculos, o ocidente alegou que seu progresso científico e tecnológico foi resultado direto do isolamento da religião dos assuntos práticos das sociedades, pela ideologia secular de separar  Igreja e estado. A ascensão do secularismo representou a substituição dos ensinamentos religosos nos sistemas social e político pela legislação humana. Esta percepção, que vê a religião como inexequível e cheia de contradições, foi devida à brutalidade histórica da Igreja contra cientistas e filósofos.

Este artigo trata das razões que deram origem ao sistema educacional secular no ocidente e rebate as generalizações feitas para incluir o Islam como uma religião de rituais e espiritualidade, que não se manifesta em questões temporais. Este artigo é dedicado aos estudantes universitários muçulmanos, para esclarecer sua visão islâmica sobre os sistemas educacionais seculares.

I. A Evolução do Secularismo

1. Caráter especial da revelação cristã ortodoxa e suas consequências.

O caráter especial da revelação cristã transformou a adoração exclusiva a Um e Único Senhor do Universo (Deus) na idéia da Trindade, transferiu a ênfase da mensagem de Deus, revelada através da pessoa de Jesus, para a Encarnação de Deus, na pessoa de Jesus, resultou apenas em confusão dos domínios do sobrenatural e do natural, do divino e do humano, o infinto e do finito. Ficou exposto, portanto, a inúmeros ataques intelectuais, dos quais ainda não conseguiu se libertar. (1)

Descartes (2), um dos pioneiros da moderna filosofia, pretendeu alcançar o conhecimento, inclusive o de Deus, através da razão apenas, contrariando sua fé cristã de que se deve acreditar e aceitar independente da razão.

2. Razão versus Teologia cristã durante a Idade Média

O dogma cristão, definindo-se na forma da Trindade e da Encarnação, na doutrina do Pecado Original e da Expiação Substitutiva (Salvação) foi constantemente desafiado por intelectuais e defendido pela Igreja, através de execuções e perseguições. A escolástica da Idade Média foi confrontada com o problema da reconciliação entre religião e fé, razão e revelação. Mas, uma vez que a teologia cristã não respondia às indagações intelectuais, São Pedro Damião "censurou a aplicação da razão à teologia". (4) Portanto, a preocupação de unir fé e razão acabou ficando apartada dos domínios da filosofia e da religião, da fé e da razão.

É esta mudança de foco no horizonte intelectual da Europa que é de importância fundamental. Se a Idade Média se caracterizou por uma preocupação com o Sobrenatural e o Divino, a Renascença se ocupou com a Natureza e o Humanismo. Se a Idade Média foi identificada com a autoridade da Igreja, a Renascença se projeta por sua preocupação com o secular, que afirmava o valor do experimento.

Assim, o trabalho dos cientistas e a contribuição dos filósofos, produziram o clima intelectual que, aos poucos, levou ao naturalismo, ateísmo e secularismo.

3. Exploração Científica e Crescimento do Materialismo

Com o passar do tempo, surgiram as descobertas científicas que contrariavam os ensinamentos da Igreja. Para preservar sua autoridade, ela adotou alguns passos duros contra o surgimento de novas idéias. Muitos cientistas foram declarados infiéis, heréticos e satânicos. O famoso astrônomo italiano, Galileu (1564-1642), observou e estudou os diferentes aspectos do universo. Suas conclusões amparavam o sistema de Copérnico (que mostrou que a terra gira em torno do sol) (5). Galileu foi julgado pela Inquisação e preso por ousar defender crenças científicas que contrariavam a visão da Igreja.

4. A Renascença e a Reforma, Reações contra o domínio do Cristianismo Ortodoxo.

A resposta por parte das pessoas contra a opressão da Igreja, principalmente de cientistas, pensadores e filósofos como Voltaire e Rousseau, foi igualmente forte. Eles começaram a realçar as contradições e a exigir nada menos do que a separação da Igreja do Estado. Medidas desesperadas foram tomadas por ela para desviar a crítica, a frustração e a raiva que se manifestavam entre as pessoas. Essas medidas tentaram deter os ventos das mudanças que tinham galvanizado as massas. A Igreja percebeu que não mais dominaria o estado sem se reformar a si mesma. Assim, começou um período de reformas. No entanto, a Reforma não assegurou qualquer futuro brilhante para a Igreja, porque a luta se intensificou entre os séculos XVI e XVII.

A saída final da luta de poder entre a Igreja e pensadores e filósofos foi a separação entre a Igreja e o Estado. Esta solução limitou a autoridade da Igreja, preservando a moral da sociedade e deixando as questões da administração dos assuntos materiais por conta do Estado. A separação se completou no século XVIII e foi a base do capitalismo, marcando o início do período de esclarecimento que foi a centelha para a revolução industrial na Europa.

A saída inevitável da separação entre a Igreja e o Estado foi a aplicação, pelas escolas seculares, do pensamento político, econômico, sociológico e cultural. Mas, a vítima mais séria do secularismo foram os sistemas educacionais, uma vez que eles são responsáveis diretos pela qualidade intelectual dos seres humanos. Enquanto as pessoas nas sociedades seculares estão sendo instruídas, elas também estão se degenerando do ponto de vista moral e ético. A educação de um ser humano imoral fornece a ele, ser humano, os instrumentos para se tornar mais perverso e destrutivo neste mundo.

II. Visão do Mundo Islâmico

1. Islam como uma Ideologia.

O papel dos muçulmanos no progresso nos campos das ciências e humanidades está diretamente relacionado com a força motriz do Islam. É esta ideologia islâmica que merece o crédito e não os muçulmanos individualmente. Diferente do cristianismo, do judaísmo e de outras religiões, o Islam não é apenas uma religião e sim uma ideologia singular e abrangente, que orienta a vida do ser humano. A ideologia islâmica, do ponto de vista de sua definição, consiste da idéia e do método para implementar a própria idéia como uma manifestação prática da relidade.

A idéia em si, é composta de dois ingredientes essenciais: o credo, ou doutrina (aqidah) e um sistema de normas e regulamentos, fundados nesta doutrina (shari'ah). O aqidah islâmico fornece as respostas corretas e completas para as questões fundamentais, no que se  refere à existência da humanidade e à do universo. Trata da questão do objetivo de vida do ser humano e faz a conexão com esta vida e com o que virá depois, fornecendo, assim, a base para o sistema islâmico organizar adequadamente os assuntos humanas. (6)

A shari'ah islâmica fornece uma legislação abrangente para governar as questões dos seres humanos. Ela corretamente establece: as relações entre o ser humano e o Criador, as questões pessoais dos indivíduos e as várias relações (sociais, políticas, econômicas e internacionais) que existem na sociedade.

A metodologia islâmica propicia os meios de se aplicar a idéia (o credo e os sistemas) para ser praticada.

Diferentemente do secularismo, do capitalismo e do comunismo, o Islam foi construído com uma visão correta de mundo, compatível com o ser humano. O Islam não ignora os instintos e desejos dos seres humanos, mas os organiza no contexto adequado, inclusive o desejo de adquirir o conhecimento. A implementação do sistema islâmico não está confinado no tempo e no espaço, e muito menos depende da ciência e teconologia e deve se ocupar de nossos instintos, necessidades e desejos naturais.

2. O Islam convida e encaminha os seres humanos a estudar a realidade

O Islam tornou obrigatória para todos os crentes, a aquisição de conhecimento. No primeiro versículo do Alcorão revelado ao Profeta (SAW), ele foi instruído a ler: "Lê, em nome do teu Senhor Que criou; criou o homem de algo que se agarra. Lê, que o teu Senhor é Generosíssimo, Que ensinou através do cálamo, ensinou ao homem o que este não sabia." (96:1-5) A importância de ler, escrever e adquirir conhecimento foi explicada neste versículo de uma forma direta e vigorosa. Uma vez que é obrigatório para cada crente obedecer aos mandamentos de Deus, o Profeta (SAW) anunciou que aprender e buscar o conhecimento é uma obrigação sagrada para todo muçulmano.

Constantemente o Alcorão apela para a razão e a prática, que são bênçãos indispensáveis para se chegar ao julgamento adequado. "Poderão, acaso, equiparar-se os sábios com os insipientes? Só os sensatos o acham (por exemplo, uma lição dos Sinais e Versículos de Deus)" (39:9) O Alcorão também encaminha o homem para o estudo do mundo físico, a fim de compreender a realidade e melhor apreciar a grandeza do Criador. Embora o Islam indique o mundo físico para que o homem raciocine, ele estimula as pessoas a descobrirem mais leis. O Alcorão é fundamentalmente um livro de orientação e um código de vida para a humanidade, que a habilita distinguir entre o certo e o errado.

3. A Perspectivba Islâmica da Metodologia Científica

"Deus vos extraiu das entranhas de vossas mães, desprovidos de entendimento, proporcionou-vos os ouvidos, as vistas e os corações, para que Lhe agradecêsseis." (16:78) Deus lembra ao ser humano que ele nasceu neste mundo sem qualquer conhecimento da existência, mas que está equipado com as ferramentas - os cinco sentidos - que ele precisa de explorar o poder da criação, a fim de que possa agradecer ao Criador. O Criador, Deus, ensinou o homem desde que surgiu na terra, "E Ele ensinou a Adão todos os nomes (de tudo)" (2:31), por intermédio da wahi (revelação). A última revelação, que se compõe do Alcorão e da Sunnah, não se impõe aos seus seguidores pela fé cega ou imitação, e sim por um convite ao ser humano para raciocinar profundamente sobre sua existência e tudo que está ao seu redor.

A metodologia islâmica conclama os seres humanos a meditarem sobre a natureza profunda deste universo e a observar seus muitos fenômenos, que são a prova definitiva da existência de Um Criador. Frequentemente estamos descobrindo mais e mais leis que completam esta ordem. Os motivos e objetivos de todas as civilizações (e o crescimento urbano resultante) é, primeiro, descobrir e pesquisar os recursos do universo e os aspectos da matéria e energia que são úteis ao homem. Isto está dito no Alcorão, "Não reparam no reino dos céus e da terra e em tudo quanto Deus criou?" (7:185) O segundo passo está, então, em utilizar essas descobertas racionalmente para benefício do homem. Mais uma vez, esta é uma ordem direta de Deus: "Porventura, não reparais em que Deus vos submeteu tudo quanto há nos céus e na terra?" (31:20) Para o muçulmano, estes processos são atos de adoração que têm que ser guiados pela revelação, a fim de que compreenda a realidade da natureza e as limitações do ser humano. Por outro lado, os não muçulmanos buscam sua orientação em leis criadas pelo homem, que, absurda e mecanicamente, vêm a criação como um sistem auto-operável.

III. Diretrizes para um Sistema Educacional Islâmico

1. Ao observar o mundo físico e as leis da natureza, o pensamento islâmico, que se origina do Alcorão e da Sunnah, apresenta a filosofia que explica o Poder e a Sabedoria de Deus. Essas observações não devem permanecer nos limites do mundo material e sim concluir que este universo incompreensível não pode ter surgido por si, ou por acaso, ou por acidente, e, por consequência, deve fornecer reflexões sobre os atributos do Criador. Tais atributos definem o Criador como uma Divindade acima de Sua criação, nem  matéria ou energia podem mostrar Sua identidade e tempo e espaço estão aquém de Sua existência eterna, confirmando o versículo alcorânico: "Nada se assemelha a Ele, e é o Oniouvinte, o Onividente." (42:11)

2. O sistema educacional islâmico não tira seus conceitos sobre vida, morte e universo do mundo secular e materialista. Por isto, deve retirar seu programa qualquer idéia materialista que contrarie os fatos básicos do Islam. No entanto, o sistema educacional islâmico deve utilizar a experiência dos sistemas materiais nos campos das ciências aplicadas e indústria, e reconstruir seus dados com base no Iman (fé).

3. As conquistas e contribuições dos primeiros sábios muçulmanos, que foram inteiramente esquecidas e substituídas nos livros ocidentais sobre a história das ciências, devem ser redescobertas e incorporadas ao currículo do sistema educacional islâmico. Uma vez que a civilização islâmica foi a mais longa da história da humanidade, os ramos científico e humanista do conhecimento floresceram sob seu domínio, e os sábios muçulmanos lideraram o mundo nos campos da astronomia, matemática, medicina, agricultura e sociologia, só para citar alguns. A redescoberta desta herança, que abriu o caminho para o surgimento das modernas ciências, dignificará o sentimento de originalidade e patrimônio na juventude muçulmana.

4. As noções do milagre científico do Alcorão precisam também ser reveladas para mostrar às pessoas que o Alcorão contém fatos científicos básicos e leis do universo que eram desconhecidos na época da revelação e mesmo muito séculos depois. Essas noções científicas são a prova material para as pessoas de todas as crenças e línguas de que o Alcorão é a Palavra de Deus e que Mohammad (SAW) é Seu último profeta.

5. Os sistemas educacionais islâmicos devem salientar a importância de se obter um conhecimento completo do árabe, a língua do Alcorão. O árabe não só é necessário para a compreensão do Islam, como também é uma exigência para perceber-se a visão alcorânica de mundo. É importante, ainda, para estimular a proficiência na língua da comunidade, a fim de que a mensagem do Islam possa ser transmitida  efetivamente.

IV. Conselho específico para os estudantes universitários

1. O estudante muçulmano quando busca conhecimento e instrução, precisa consolidar sua fé, purificando sua intenção, uma vez que a sinceridade é o fundamento sobre o qual o trabalho se estabelece. O Profeta (SAW) disse: "As ações nada mais são do que intenção e todo homem só deve ter aquilo que ele tenciona." (Bukhari e Muslim) Portanto, o muçulmano deve buscar a instrução pelo prazer de Deus e não em razão de ganhos sociais ou materiais.

2. Não há dúvida de que buscar o conhecimento e a instrução nas universidades é necessário para que os muçulmanos possam enfrentar os enormes desafios da pobreza e analfabetismo que eles enfrentam. No entanto, aqueles muçulmanos que sofrem da carência de pertencer e conhecer o Islam, obterão seus diplomas com uma mentalidade secular que está centralizada neste mundo. Diz Deus: "A quem quiser as coisas transitórias (deste mundo) , atendê-lo-emos com o que desejar prontamente, a quem Nos aprouver; porém, destiná-lo-emos ao inferno, em que entrará vituperado, rejeitado." (17:18) Portanto, é fundamental que os estudantes nas universidades não comprometam sua educação islâmica com a desculpas de seus estudos. Eles devem ser precavidos contra os ensinamentos que desafiam o código de crença (aqidah) e a lei (shari'ah) do Islam e adotar o critério que os possibilite distinguir pensamentos e idéias seculares em seu campo de interesse. Procurar uma profissão que forneça as fontes de recursos halal também é prioridade para o muçulmano.

3. O estudante muçulmano deve desenvolver uma atitude profissional em relação a sua educação e proteger seu trabalho e perspectivas de carreira. O Profeta (SAW) disse: "Deus gosta quando aquele dentre vós aperfeiçoa seu trabalho" (relatado por Bayhaqi em Shoua'bul Iman). Esta orientação profética claramente orienta o crente a praticar tarefas da melhor forma que puder. Assim, a excelência no campo do estudo deve ser a meta de todo estudante muçulmano. Contudo, ele não deve ter ambições que o façam descuidar de suas obrigações para com a sociedade muçulmana e a Ummah. De fato, sua ambição primeira deve ser ganhar experiência necessária para participar da reconstrução do Estado Islâmico. É essencial que os estudantes muçulmanos desenvolvam este estado de espírito islâmico, pois, de outro modo, a esperança islâmica permanecerá um sonho.

4. As associações e sociedades de estudantes muçulmanos no campus da universidade preenchem todos os requisitos dos estudantes muçulmanos. O Profeta disse: "Um crente em relação a outro crente é como um edifício, onde as diferentes partes se sustentam entre si." O Profeta então apertou as mãos com os dedos entrelaçados. (Al-Bukhari) Portanto, é fortemente recomendado que o estudante muçulmano coopere e aproveite todas as facilidades e recursos acessíveis a ele. Ele também deve ser motivado a participar na organização das funções e atividades de sua associação, treinar para se tornar um trabalhador islâmico dinâmico e, também, amadurecer a atmosfera fraterna entre os colegas.

5. A adesão aos códigos morais e à ética correta é um componente fundamental do caráter do muçulmano. O estudante muçulmano precisa exibir um comportamento respeitável dentro e fora do campus, e  qualidades como beneficência, perdão, honestidade e palavra gentil, devem estar presentes em seus atos. O Profeta disse: "Eu fui enviado com o único propósito de aperfeiçoar a boa moralidade." (Al-Muwatta')

V. Conclusão

É historicamente comprovado que muitos sábios muçulmanos foram capazes de integrar as ciências da religião com outros ramos do conhecimento. E isto se deve ao fato de que as ciências deste mundo encontraram no califado islâmico o ambiente propício e a metodologia correta para cultivar e melhorar a qualidade de vida. Hoje, as ciências são exploradas para produzir seres humanos mecânicos e materialistas, sem o aspecto da humanidade, que não vê erro na transgressão de seus limites e na violação de seu meio ambiente.

Há muito tempo que esperamos uma geração jovem promissora, que possa se levantar acima da dunia. Grandes esperanças estão depositadas nos ombros dessa geração esperada, cuja missão neste mundo deve ser o estabelecimento dos requisitos de Deus para a vitória e o sucesso neste mundo e no outro. "Deus prometeu, àqueles dentre vós que crêem e praticam o bem, fazê-los herdeiros da terra, como fez com os seus antepassados; consolidar-lhes a religião que escolheu para eles, e trocar a sua apreensão por tranquilidade - Que Me adorem e não Me associem a ninguém! - Mas aqueles que, depois disto, renegarem, serão depravados." (24:55)

NOTAS

  1. Contemporary Atheistic Materialism - A Reaction To Orthodox Christianity, p15.
  2. René Descartes (1596-1650), matemático, cientista e filósofo francês, que foi chamado de pai da moderna filosofia. Para uma biografia completa, ver The New Encyclopedia Britannica, Macropaedia: Cartesianism, Descartes. >
  3. Teologia é o estudo de Deus, Seus atricutos e Suas relações com o homem e o universo.
  4. Columbia Encyclopedia, under Peter Damian, Saint, p1527.
  5. Islam and Science, p4
  6. Islam and Science, p7-8

REFERÊNCIAS

  1. Contemporary Atheistic Materialism -A Reaction To Orthodox Christianity, Prof. Jaliluddin Ahmad Khan, II Publishers.
  2. Islam and Science, S. Ahmed, A.Abdul Muntaqim and A. Siddiq, Islamic Cultural Workshop.
  3. Muslim Contribution to Science, Dr. M. Mirza and M. I. Siddiqi, Kazi Publications.
  4. The New Encyclopedia Britannica, Macropaedia: Christianity.

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