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QUE LÍNGUA
FALAVA ADÃO?
Apostila do curso de História do Islam e de Língua árabe, preparada pelo Dr. Kemel
Ayoubi, para a Sociedade Beneficente Muçulmana do Rio de Janeiro - 2º semestre de 1999.
Capítulo 1
Recentemente, uma aluna em final do curso universitário de História, procurou a
Sociedade Beneficente Muçulmana do Rio de Janeiro, a fim de obter dados para um trabalho
de pesquisa do seu curso sobre o Islam. Trazia com ela uma bibliografia sugerida pelo
professor. Fiquei abismado com o conteúdo dos textos tidos como base para a pesqpuisa. No
tocante ao Islam, primavam pela desinformação. Em um deles, o autor recorreu a uma
bibliografia com listagem de três páginas, nas quais um só autor é realmente
muçulmano. Talvez alegue para isso, uma inserção que consta em seu texto que: ---
"tal fato se deve, entre outros motivos, à debilidade da vida acadêmica nos países
muçulmanos ..." Donde se faz necessário recorrer a toda sorte de doutor para
sustentar seus relatos, afirmações e conclusões. Tal sorte de doutor certamente é como
um estudante de medicina, por exemplo, que estudou em livros de engenharia para conseguir
o seu diploma, ou vice-versa, e, no final, exibir um título de curso superior. Por certo
que não estudei história mas, se o mestre ou doutor em história, antropologia e
ciências ditas humanas alegar que só ele detém os meandros do fluxo sináptico cerebral
para a correta análise do Islam, ela é inapto para a emissão de qualquer juízo sobre o
Islam, uma vez que autonomeou-se sacerdote de uma religião, cujas palavras de
adentramento consistem em negar qualquer intermediarismo. E eu, se informado e
conscienteizado quando estudei o b+a=ba, que o conhecimento necessitasse de um ISO
qualquer ou de um Dr. ISO para validar as fontes, o método e a interpretação
intermediarista do novo sacerdote de uma religião templática científica, teria, por
puro juízo, deixado de apreender.
O texto em questão menciona alguns tópicos sobre o Islam que passarei a expor como
referencial islâmico, assim como outros que achei por bem desenvolver, para benefício de
quem busca saber e saber corretamente.
Alcorão:
É a palavra de Allóh, revelada no idioma árabe, por intermédio do Arcanjo Gabriel,
àquele que sela a sequência dos Profetas e Mensageiros, Mohammad, e que está escrito em
um tomo e transmitido até nós ininterruptamente - tauétur, tomo esse que se inicia com
a surata "Al-Fétihat" e termina com a surata "An-Nés".
As-Sunnat:
Linguisticamente, significa at tariquat, ou seja, "a maneira de". A Sunna do
Profeta e Mensageiro de Allóh, Mohammad é, portanto, tudo o que veio com e do Profeta e
Mensageiro de Allóh, Mohammad, os ditos, os atos e os relatos.
Din:
Diz Allóh no Alcorão (5:3)
"...Hoje aperfeiçoei para vós o din e completei sobre vós Meu favor e
consenti para vós o Islam como din ..."
E diz Allóh em outro trecho do Alcorão (3:19):
"O din junto a Allóh é o Islam e não divergiram os que receberam o
Livro senão após lhes chegar o conhecimento, com o cometimento da injustiça entre eles,
e quem encobre as provas de Allóh (saiba que) Allóh é rápico na cobrança."
E diz Allóh em outro trecho do Alcorão (3:85):
"E quem visa outro que não o Islam como din, não será dele aceito e
ele, no fim, é dentre os perdedores."
Do exposto acima, Allóh diz ser o Islam um din. Portanto, torna-se necessário conceituar
o que é din para, à luz deste, e em seguida, conceituar-se o Islam.
Din:
A palavra din é usada na língua árabe com os seguintes significados:
a) A subjugação, o domínio, o governo, a imposição da obediência, o uso da força
subjugante. Isto pode ser verificado no hadice (dito) do Profeta e Mensageiro de Allóh,
Mohammad:
"O sagaz é quem se subjuga a si mesmo e trabalha para o que há depois da morte
..."
E quando se diz dintu fulan - quer-se dizer "conduzi fulano e o
possuí", e quando se diz dai-antaru al kaum, quer-se dizer
"nomeio-o para a condução política do povo". E quando se diz ibn al
madináh, não é necessariamente filho da cidade e sim filho da escrava.
b) A obediência, a servidão, a aceitação do servilismo. E este sentido pode ser
verificado quando se diz dintu ar-rajula, ou seja, servi o o homem, ou
como disse o Profeta e Mensageiro de Allóh:
"Quero do Coraix uma palavra que submeta os árabes."
c) Xar-a, caminho, lei, procedimento, hábito, imitação, religião. E assim dizem os
árabes: "ainda permanece aquilo o procedimento e o meu hábito". E quando é
dito déna, entende-se que alguém habituou-se bem ou mal. E no hadice (dito) do Profeta e
Mensageiro de Allóh:
"Coraix e quem for do procedimento e hábito deles."
d) A recompensa, a punição, o julgar, o cálculo, o ajuste. É exemplo árabe bastante
conhecido: "tal como fazes será feito contigo". E é lido no Alcorão (37:53)
"Se morrermos e tornarmo-nos terra e ossos há ajuste de contas (seremos
cobrados)?"
E disse o Profeta e Mensageiro de Allóh:
"Não xinguem os sultões e senão tiver como não o fazer, então digam ó Allóh,
faça com eles tal como fazem conosco."
É daqui que deriva a palavra ad-dai-ién, com o significado de juiz.
O uso da palavra din no Alcorão:
Do exposto acima, verifica-se que o significado da palavra din representa, na mente de
quem fala o idioma árabe, as quatro concepções principais citadas acima. Os árabes
faziam uso desta palavra antes da revelação a Mohammad, ora com um sentido ora com
outro, até que veio o Alcorão e a utilizou para as suas finalidades e fez dela um termo
convencionado. A palavra no Alcorão implica em:
a) governança e autoridade superior; b) obediência e submissão às ordens; c) sistema,
regime, organização mental e de trabalho, formado sob tal autoridade governante; e d) a
recompensa que é dada por tal autoridade superior aos seguidores daquele sistema,
conforme a sinceridade ou a rebeldia.
A seguir, trechos do Alcorão, que atestam os significados assinalados acima para o termo
convencionado din:
"Allóh que fez para vós a terra um lugar firme, e o que há acima
(céu) construção, e vos figurou e fez vossas figuras a melhor e vos concedeu de bens.
É Allóh o vosso Senhor, glorificado seja Allóh, Senhor dos mundos. Ele é o Vivo, não
há divindade senão Ele. Portanto, conclamem-nO sinceros a Ele no din. Louvado seja
Allóh, Senhor dos mundos." (Alcorão 40:64-65)
"Diga: Foi-me ordenado adorar Allóh, sendo sincero a Ele no din."
(Alcorão 39:11)
"Outro que não o din de Allóh visam e a Ele submeteu-se (aslam=tornou-se
muçulmano) o que há no que há acima (céu) e o que há na terra queira ou não, e a Ele
retornarão." (Alcorão 12:40)
"A governança é só de Allóh, ordenou náo adorarem senão a Ele. Isto
é o din correto." (Alcorão 30:30)
"Portanto, dreciona a sua face para o din monoteísta, conforme a fitrát
(o estado natural) no qual Allóh fez as gentes. Isto é o din
correto. No entanto, a maioria das gentes não conhece." (Alcorão
3030)
"O que vos é prometido é verdade. E o
din acontece(rá)."
(Alcorão 51:5-6)
Do exposto acima, vê-se que o Alcorão utilizou-se do termo din conforme usado pelas
árabes. No entanto, percebe-se que Ele introduz esta palavra como um termo convencionado,
com o sentido de: um sistema para a vida, uma norma para a vida, onde o indivíduo se
submete a um poder maior e aceita a obediência a ele, em que se compromete ater-se a isto
por toda a sua vida, esperando, com isso, o êxito e a boa compensação. O texto abaixo,
expressa todos os significados citados:
"E disse o faraó: deixem-me matar Moisés e que ele (Moisés) conclame o
seu Senhor. Eu temo que ele modifique vosso din ou que faça surgir a corrupção na
terra. E disse Moisés: eu me apoiei em meu Senhor e vosso Senhor, de todo prepotente que
não acredita no dia do din." (Alcorão 40:27)
Analisando o uso da palavra din no Alcorão, vê-se que esta não expressa apenas o
sentido de religião, mas também o de estado, sistema, etc. O que o faraó temia e o
declarava é que se Moisés tivesse sucesso em sua conclamação, uma nova ordem surgiria
no lugar daquela sustentada na governança do faraó e que os costumes e hábitos vigentes
seriam arrancados pela raiz. Seguir-se-ia o estabelecimento de uma nova ordem, alicerçada
sobre bases totalmente diferentes, aliás, o reino seria tomado pela arruaça.
"Ele é aquele que enviou Seu Mensageiro, com a orientação e o din
al hak (din justo-verídico) para sobrepujar a todo din, mesmo que desagrade os
encobridores." (Alcorão 9:33)
Allóh disse que enviou Seu Mensageiro com a ordem, o sistema, a norma, enfim, com o din
edificado sobre a obediência a Ele e a Sua adoração, e que qualquer outro é
inaceitável junto a Ele, e que este sistema, esta norma, esta ordem, etc., é o din al
hak (um novo termo convencionado), o correto para a vida humana, e que este sobrepujará
todas as outras ordens, normas, sistemas, etc.
Islam:
O Islam é o din de todos os Profetas e Mensageiros de Allóh, desde
Adão até o último, Mohammad.. O Alcorão afirma isso quando se refere a Noé:
"E foi-me ordenado ser um dentre os muçulmanos (submissos)."
(Alcorão 27:91)
E quando se refere a Abraão e a Ismael, quando estes dizem:
"Nosso Senhor e faça-nos a ambos muçulmanos (submissos) a Ti, e de nossa
descendência uma nação muçulmana (submissa) a Ti." (Alcorão 2:128)
E no testamento de Jacó a seus filhos:
"E com ela recomendou Abraão a seus filhos e também a Jacó: ó filhos meus, Allóh
escolheu para vós o din, portanto não morram senão e vós sois muçulmanos."
(Alcorão 2:132)
E nas palavras de Moisés:
"E disse Moisés: ó povo, se credes em Allóh, a Ele entreguai os vossos
assuntos, se sois muçulmanos (submissos)." (Alcorão 10:84)
E nas palavras dos discípulos de Jesus:
"E de quando inspirei aos discípulos para crerem em Mim e no Meu Mensageiro,
disseram:
acreditamos e que Ele testemunhe que somos muçulmanos (submissos)." (Alcorão
5:111)
O Islam significa entrega e submissão a Allóh, à Sua ordem e à Sua proibição,
transmitidas pela revelação, e muçulmano é aquele que se entrega de coração a
Allóh. Como os Profetas e os Mensageiros foram os mais submissos a Allóh, portanto foram
todos muçulmanos. E Mohammad é o último que sela e que encerra a cadeia de mensageiros.
Sabendo-se que o Alcorão e a tradição de Mohammad são os únicos com sequência
ininterrupta, concluímos que se a humanidade desejar o Seu Criador, não tem outro
caminho senão seguir a última mensagem.
Árabe
A palavra árabe, na língua árabe, significa habitante do deserto, do inóspito, do
vazio. O termo não se refere a qualquer povo em particular e os povos da península
arábic, que por sinal foi um depósito de povos, jamais se identificaram como árabes, do
ponto de vista étnico. Denominavam-se árabes, ou seja, habitantes do vazio, da tribo
tal, e citavam-na. E para provar esta afirmação, cito o Alcorão, que não contém, do
início ao fim, qualquer citação onde a palavra árabe seja designada como povo ou etnia
e, sim, por expressar-se em uma língua chamada árabe, conforme abaixo:
"E antes dele, o livro de Moisés guia e misericórdia. E este livro
corroborante em língua árabe, para admoestar aqueles que foram injustos, e é boa nova
para os benfeitores." (Alcorão 46:12)
E a palavra "árabe", citada em outros trechos do Alcorão, refere-se a
beduínos, ou seja, os nômades.
O Profeta e Mensageiro de Allóh, Mohammad disse: "Ser árabe não é ter o pai e a
mãe árabes. O árabe é a língua e quem a falar é árabe." Em outra ocasião ele
disse: "Não há preferência de um árabe (que fala o idiona árabe) sobre um
a'ajamei (aquele que não fala corretamente). Tem-se esse significado mais explicitamente
numa sequência de frases em que ele, Mohammad, usou antônimos. E isto é tãocorreto que
o Profeta não volta no seu dito a estabelecer a mesma categoria de classificação, ao
dizer, a seguir, sobre também não haver distinção entre branco e preto. Lembro que
ahmar, apesar de significar vermelho, quando usado para a cor da pele, significava
branco. A prova disso é que os árabes da península chamavam os bizantinos de bani
al-asfar, os filhos dos amarelos (caras pálidas) e a si mesmos de bani al-ahmar,
os filhos dos vermelhos. O próprio Profeta Mohammad chamava carinhosamente sua esposa
Aisha de humairóa-a, ou seja, a vermelhinha.
Por outro lado, a palavra iarudi, judeu, provém do verbo réda,
que significa retornado. E eu, que sou muçulmano, posso dizer em árabe ana arudu
ila Allóh, sem com isso querer dizer que me tornei judeu e sim que eu retorno a
Allóh. Certamente, esta é uma denominação cunhada por Moisés para designar seus
seguidores (que não eram apenas dos filhos de Israel) e que deviam ser qualificados
englobando-se a todos. Isto é verdadeiro quando deparamos com a informação contida no
Alcorão de que os primeiros seguidores de Moisés foram justamente os magos do Faraó,
que não eram israelistas, e que o haviam desafiado e creram nele, justamente por
reconhecerem que as provas com as quais Moisés se fez acompanhar eram diferentes das
práticas por eles adotadas e que foram logo identicadas pelos próprios peritos no
assunto de magia.
"Então, os mágicos (do Faraó) se jogaram por terra em prostração. Disseram:
Acreditamos no Senhor dos mundos, Senhor de Moisés e Harún" (Alcorão
26:46-48)
A famosa afirmação de que árabe é "primo" de judeu é incorreta, pois o que
nunca existiu jamais pode ser primo do que nunca foi.
É nesse depósito de povos habitantes do vazio que surgiram vários aglomerados humanos,
que, no seu conjunto, são conhecidos como árabes (habitantes do vazio, do deserto, do
inóspito). Falavam línguas assemelhads, com algumas variações (vide mais adiante as
formações dialetais), batizadas por cientistas de semíticas, baseados em referências
bíblicas a Sem, um dos filhos de Noé, conforme consta do capítulo XX, versículos 20 a
30, do Gênesis. Tudo isto, a despeito dos próprios usuários das línguas denominadas
semíticas, outrora as chamarem de línguas ou dialetos árabes, ou seja, dos habitantes
do inóspito. Entre essas línguas, cita-se o babilônio, o assírio, o aramaico, o
cananeu, o fenício, o hebraico, o árabe propriamente dito, entre outros.
Essas línguas são variações umas das outras, mediante a troca de posição da letra
e/ou da própria letra, sabendo-se que todas elas são escritas, qualquer que seja a
letra, sem sonorização, a qual é obtida ao pronunciar-se a palavra. É interessante
saber que a palavra árabe já aparece em língua acadéia (uma das línguas do
inóspito), com pronúncia acadéia, a rí bí, referida em 745 a.C.
De fato, o sentimento nacionalista tão próprio da Europa (e decorrente de sua formação
tribal em um espaço superpovoado e disputado) no seu despertar científico e
colonial, e a despeito do alegado espírito científico, só conseguiu pressupor os seus
pontos de partida científicos e cunhá-los à sua imagem e semelhança, sempre supondo
uma multitude populacional, uma multitude de crenças, uma multitude de divindades, e, por
consequência, uma multitude linguística, exercendo o dito colonial de separar para
governar sob um enfoque científico, ou melhor cientificóide, que irremediavelmente
segrega os humanos, atuando num polo contrário aos ditames de Allóh:
"Ó gentes, Nós vos criamos de um macho e de uma fêmea e tornamo-vos povos e
tribos para vos conhecerdes uns aos outros. O mais conceituado dentre vós junto a Allóh
é o mais executante das normas d'Ele. Allóh é o mais Sábio, o mais bem
Inteirado." (Alcorão 49:13)
Capítulo 2
Vamos agora reunir os humanos ao redor da língua de Adão, depois de os termos reunidos
ao redor da submissão, especialmente depois de demonstrarmos a subversão do sentido da
palavra Islam (submissão) e a sua designação como "religião" dos
muçulmanos. É de se notar que o sentido não foi traduzido e sim o som da palavra, que
foi transcrito para um idioma outro que não o árabe = idiomas dos habitantes do deserto,
do vazio, do inóspito.
Porém, antes disso, abro um breve espaço para desautorizar, no que se segue, a etnia
árabe e o nacionalismo árabe - al-urubat - à luz do Islam, uma vez que
qualquer conclamação nesse sentido afronta o Islam, a despeito de o dito cujo dizer-se
muçulmano. Uma vez que seus pontos de partida (do nacionalismo e do arabismo) são
justamente a imagem e semelhança do modelo nacionalista segregacionista europeu e uma
contraposição ao nacionalismo turco e à implantação do estado judeu (com a
concepção de povo eleito, diferente do sentido linguístico arábico e islâmico
demonstrado acima):
a) diferencia os muçulmanos e toda a idéia que os diferencia vai contra o texto do
Alcorão, tal como por exemplo em:
"E apegai-vos ao vínculo com Allóh, todos, e não vos separais. E
lembrai-vos da graça de Allóh sobre vós de quando éreis inimigos e então Ele alinhou
entre os vossos corações e então tornastes com a Sua graça irmãos e estivestes à
beira do abismo do fogo e então vos socorreu dele. Assim esclarece Allóh para vós as
Suas provas. Quiçá vos orienteis." (Alcorão 3:103)
Vê-se que os objetivos da etnização e do nacionalismo são outros que não os do Islam,
principalmente porque esta idéia é alheia aos muçulmanos e aos árabes em qualquer
época anterior. Tal idéia foi propagada pelas representações eclesiásticas,
diplomáticas, culturais, "humanitárias", chegadas ao mundo de língua árabe
no final do século IXX, a fim de fragmentar a base árabe-turca sustentadora do califado
otomano. As providências tomadas pelo califado, através do seu então governante na
Grande Síria, Jamal Paxá, são hoje reinterpretadas para as novas gerações, com a
finalidade de acenturar um ódio racial inexistente por conclamação islâmica à
irmanização, conforme texto alcorânico acima.
b) O Islam proibiu qualquer conclamação a al-jarilíat (estado de ignorância) e
advertiu contra ela. A conclamação ao etnocentrismo e ao nacionalismo são, sem dúvida,
conclamações a jarilíat, por se tratar de uma conclamação a algo que não ao Islam.
As consequências são as guerras, com o dilaceramento da fraternindade entre os humanos.
O exemplo é o do Profeta e Mensageiro de Allóh, Mohammad, quando divergiram dois
muçulmanos e um disse "ó Muhéjirin" (qualificativo de migrante para a cidade
de Medina) e ou outro disse "ó Ansar" (qualificativo de residente em Medina),
cada um visando a aumentar o seu time e a sua torcida em um conflito que ocorreu entre os
dois. Disse, então, o Profeta de imeditato: "É com a conclamação a jarilíat (ao
estado de ignorância) e eu estou entre vós." E disse também: "Não é de nós
quem conclama para assábiát (espírito de clã, chauvinismo,
sectarismo, tribalismo, fanatismo, etnocentrismo, nacionalismo) e não é de nós quem
luta por assábiát e não é de nós quem morre na assábiát."
E disse também: "Allóh fez ir de vós a assábiát da jarilíat
e o vangloriar-se pelos pais. Trata-se apenas de um crente temente ou um crápula
desagregador. As gentes são filhos de Adão e Adão foi criado da terra e não há
preferência de um árabe sobre um aajami (quem carece de correção linguística árabe)
senão pela temência.
E quem diz que o Profeta disse "se humilhados forem os árabes, humilhados serão os
muçulmanos", saiba que este dito foi inventado e jamais foi pronunciado pelo Profeta
e Mensageiro de Allóh, Mohammad.
c) A conclamação ao etnocentrismo e ao nacionalismo árabes afronta o Islam, uma vez que
viabiliza a aproximação com os que conclamam a esta assábiát e a conjugação de
forças com eles contra os que divergem dela dentre os muçulmanos. E os textos
alcorânicos obrigam o apoio aos submissos crentes e justos e a advertência contra os
encobridores. E estes são muitos.
Voltemos à língua de Adão. No entanto, antes de a abordarmos, cumpre mencionar que
Allóh cita no Alcorão que Suas criaturas, cada qual, além do ser humano, possuem
línguas de comunicação entre os seus membros. Uma língua natural (fit-ríat)
com a qual Allóh as criou. Diz Allóh no Alcorão:
"E herdou Salomão a Davi, e disse: ó gentes, foi-nos ensinado a dicção
dos pássaros e foi-nos proporcionado algo de cada coisa. Isto é a graça manifesta (de
Allóh)." (Alcorão 27:16)
Aiás, tudo na criação possui uma linguagem e o Alcorão diz:
"... E não há nada que não O louve, e, no entanto, não compreendeis
profundamente as suas
louvações. Ele é Tolerante, Perdoador." (Alcorão 17:44)
Havemos de concordar que a origem do homem é uma só e que este falava desde o início,
uma vez que o Alcorão disse:
"Disse: ó Adão, informe-lhes dos seus nomes." (Alcorão
2:33)
E, nisso há prova de que Adão falava desde o início. Assim sendo, indaga-se: Qual a
língua que ele falou?
A língua que Adão falou foi a língua do estado natural (fitra), cujas
qualidades devem ser:
a) ser bem antiga, tal qual a idade humana.
b) ser ininterrupta, uma vez que para ser natural tem que acompanhá-la.
c) que esta língua seja anterior às línguas que usavam a imagem como forma de
representação.
d) que as palavras estejam disseminadas pelas demais línguas.
e) que os atributos e as denominações dos primeiros humanos derivem desta língua.
f) que haja nela provas que denotem a sua anterioridade e antiguidade.
O ser humano é a única criatura que tem uma linguagem pronunciada, visualizada, escrita
e lida. Dádiva concedida por Allóh desde o início. Estamos falando do ser humano
kalifát (que sucede a alguém) e não de pré-humanos. Os anjos comentaram a criação de
Adão. E no texto alcorânico abaixo, vê-se que eles o fizeram mediante uma comparação
com uma sorte de criatura humanoide, que se assemelharia ao pré-humano Adão - digo
pré-humano por não ter sido concebido sexualmente, assim como sua porção complementar
(o Alcorão não cita o nome da mulher de Adão), como o são os demais seres humanos.
"E de quando disse o teu Senhor aos anjos: farei na terra um califa
(entre os seus significados o de sucessor de). Disseram: "Como farás nela quem nela
corrompe e derrama os sangues e nós louvamos a Tua Clemência e santificamos a Ti".
Disse: "Eu sei o que vós não sabeis." (Alcorão 2:30)
A pronúncia é a base de uma língua e a escrita é o instrumento visual para a sua
repetição. Uma língua pode variar a escrita de uma etapa a outra de sua existência,
sem variar necessariamente a pronúncia. Dou um exemplo de nossos tempos. A língua turca,
até recentemente, foi escrita com letras árabes. A sua grafia passou a ser feita com o
alfabeto latino, sem que isso implicasse em alteração de sua pronúncia. Assim, a
forma de escrever não tem valor até que o escrito seja pronunciado. Portanto, quando
alguém desenha algo e depois escreve com letras se referindo a esse mesmo algo e depois
pronuncia cada um dos dois com uma só pronúncia, tem-se aí uma só língua, escrita de
duas maneiras diferentes. O que quero dizer é que as línguas dialetais dos habitantes do
vazio, do inóspito, do deserto, os tais árabes, contêm as mesmas pronúncias, embora
às
vezes fossem escritas com recursos figurativos ou gráficos diferentes.
A cruz é a letra té-i em fenício. E esta letra advém da palavra fenícia
tébut, que significa ath thabét, a firmeza, em fenício e em
árabe, propriamente dito. (ta e tha, além de muito parecidas, em árabe são
constantemente trocadas uma pela outra, na pronúncia das palavras que as contém). E o
círculo - dé-irát - contendo a cruz, significa o círculo, a roda.
Portanto, o círculo do téebut, ou a roda do tébut é simplesmente o
círculo, ou a roda da morte.
Já a cruz suástica, dá a sensação de movimento e quando escrita com quatro cobras,
tal como em árabe hai-át, que é muito semelhante à palavra vida hai-iét,
que em árabe significa vida, teremos escrito o círculo, a roda da vida. Todo e qualquer
indivíduo que via as cobras dizia hai-iát (plural de cobra) e corrigia
para si dizendo hai-iét (vida). Este símbolo gráfico é válido em
fenício e só compreendido por ele. Porém, se pronunciado pelo fenício, é, também,
compreendido por outros que, como os fenícios, vieram da península arábica (os tais
árabes do inóspito, do vazio, do ...), e também pelos falantes do idioma árabe
propriamente dito. Porém, em português é inteligível, e no máximo interpretado, como
manifestação de um artista primitivo.
Estes símbolos dos povos do insólito, ou seja, dos povos árabes, estão presentes em
todas as culturas, grega, romana, nos ameríndios, assim como nos hieroglifos e no tomazi
(língua bérbere).
Definitivamente, o desenho de uma cobra junto a outro significa muitas cobras. E muitas
cobras são a maneira figurativa de dizer-se vida, apenas e tão somente vida, sem
qualquer alusão a nenhuma divindade de cobras.
Há algum tempo atrás, em um programa humorístico, um certo comediante no papel de um
antropólogo, pegava gravetos de uma vassoura, palitava os dentes e dizia: "Este é
um paliteiro que pertenceu a uma raça de gigantes, vejam o tamanho do palito que eles
usavam." E o antropólogo palitava os dentes com as cerdas da vassoura (da
escavação direto para a escovação), como forma de fornecer o referencial necessário e
a convicção para quem duvidasse de seu postulado. Assim são os muitos adeptos do
método científico, que arbitrariamente estabeleceram um marco zero para os seus
referenciais analíticos, esquecendo-se de que o eixo das ordenadas de um gráfico é
matematicamente, e portanto cienticamente, realocado. Os adeptos dos sacerdotes da
ciência, que do alto de seus diplomas desautorizam qualquer contestação, concluíram,
sem deixar para eles mesmos nenhuma dúvida, que o ser humano é originariamente
politeísta.
Mas, não é bem assim, pois os doutores antropólogos (ciência que estuda o homem, e
como estuda!!!) desconheciam, ao que parece, duas letrinhas fenícias (uns dentre os tais
habitantes do deserto que, na concepção dos doutores, não podiam ser mais inteligentes
do que eles). Afinal, souberam escrever um b+a= ba bem simples, porém complicado para os
que padecem de "doutorite", e eram muito mais inteligentes pelo fato de, longe
de terem muitas divindades como assim o querem os cientistas, eram monoteístas (uma
opção de gente inteligente e que muito se aproxima do estado natural (fitra).
Como prova disso, cito o Alcorão onde Allóh diz:
"E de quando tomou teu Senhor dos dorsos dos filhos de Adão as suas
descendências e as fez testemunharem sobre si mesmas. Não é verdade que sou vosso
Senhor? Disseram: sim. E testemunhamo-lo (Allóh) para não alegarem no Dia da
Ressurreição que nós, quanto a isto, não estávamos." (Alcorão
7:172)
Também no Alcorão está dito:
"E disseram (entre si e em resposta a Noé): Não abandoneis os vossos
deuses, nem abandoneis Uaddan, nem Suéan, nem Iaghuça, nem Iáúca e nem Nasró."
(Alcorão 71:23)
Bukhari, na sua compilação dos relatos do Profeta Mohammad, cita que estes são nomes de
pessoas tementes do povo de Noé. Os mesmos foram postumamente homenageados com estátuas,
em reconhecimento de seus méritos. No entanto, com o desaparecimento do saber, acabaram
por ser endeusados pelas gerações posteriores.
Digo que os endeusados, por serem tementes, não pediram para ser homenageados, muito
menos adorados, no lugar de Allóh. As gerações subsequentes é que gradativamente
caminharam para a homenagem, aparentemente inócua, construindo estátuas para a
adoração dos tementes citados no trecho do Alcorão acima. Eis uma pesquisa histórica e
antropológica que merece ser feita, ao invés de se correr atrás de totem recém
endeusado, historicamente falando, para corroborar conclusões preconcebidas. O fato
ocorreu, a despeito dos sábios herdeiros, o que denota que o conhecimento desaparece com
os verdadeiros conhecedores, a despeito do registro do próprio conhecimento (internete e
outros templos do culto da divulgação da informação que não substituem a presença de
um humano interpretador desta informação para quem vai recebê-la). Afinal, o homem
fenício passou muito bem o significado do desenho analisado acima para os seus, e os
doutores de hoje, mesmo à frente do registro, não o interpretaram corretamente. Donde
sem interpretador e passador competentes, não há garantia de uma correta decodificação
do registro (internet, cd, dvd, - facilidade sem profundidade e posterior ritualização e
endeusamento do papável como na simbologia acima).
O muçulmano, consciente de seu din, sabe que o Profeta Mohammad disse que o conhecimento
não desaparece com o desaparecimento do conhecimento propriamente dito e sim com o
desaparecimento dos verdadeiros conhecedores. A população, que não pode prescindir de
alguém que a oriente, escolhe pseudos sábios que a orientam incorretamente, com os
consequentes desvios. É o caso acima e de muitos outros. Acrescenta-se a isso que tal
desvio da informação é uma consequência natural que ocorre em todo e qualquer grupo
que deixe de se reger pela diretriz islâmica de ordenar o lícito e coibir o ilícito.
Esta característica é ímpar no din do Islam, uma vez que os demais "dins"
não têm essa iniciativa. Vide o sistema jurídico por inteiro montado sobre a jarilát
de Roma, que aguarda a chegada da denúncia para arbitrar. Consequentemente, quanto mais
um din se afasta do Islam e se aproxima da jeriliát, mais rapidamente se desagrega e cai
como surgimento de novos pensadores.
Recomendo aos pesquisadores que muito amam aqueles números enormes para às vezes
impressionar seus ouvintes (milhares, milhões de anos), que recuem no tempo os seus
referenciais de análises (não custa imitar às claras o Alcorão), a fim de não
deixarem oculto muita coisa que pode ser vista.
Em egípcio, tem-se o olho de Hórus, que é o guardião que está vendo. Agora pronuncie
em árabe as palavras: o olho que guarda ou o olho do guardião: al ain al héris
(at), o olho que guarda. Disto concluímos que estas línguas simbólicas
advêm do árabe, uma vez que só tem significado se pronunciadas nesta língua. Aí
passamos a ter noção da antiguidade desta língua ou linguagens dos habitantes do
insólito (árabe) no contexto da história. A águia, símbolo da vitória, é
pronunciada em árabe como nasr, tal qual nasr, vitória. Agora faz sentido o uso da
figura da águia pelos faraós, como denotativo de vitória.
Não há dúvida quanto a língua egípcia antiga ser originária do inóspito. Alertando
que a letra (O) é, na verdade, a letra (ein), posso agora informar que o conselho formado
pelos anciãos e chamado de saro é pronunciado como xari-a, com ein no final. Reparar que
é a mesma palavra para legislador, em árabe. Assim, conselho seria o conselho de
legisladores, o que faz sentido.
Observe agora a letra ein em raa, que deve ser pronunciada como a letra hé do árabe,
cuja pronúncia seria R H, e com os movimentos ficaria ruh. Agora uma
"historinha". Amon (Amn) desceu sobre Ahmc, mãe de Htxbst em um halo de luz e
aromas. Esta o recebeu bem e quando saiu declarou que Ahmc ia gerar uma filha que iria
iluminar a terra. Se imaginarmos que os antigos egípcios acreditavam em anjos da maneira
correta, cabe-nos dizer que Amn Rh nada mais é do que Ar-Ruh Al-Amin, nome do Arcanjo
Gabriel citado no Alcorão.
"Desceu com ele (o Alcorão) o Ar-Ruh Al-Amin (Arcanjo Gabriel)."
(Alcorão 26:193)
Do exposto, torna-se imprescindível rever o que foi escrito a respeito do politeísmo dos
povos antigos. Reportando os símbolos à pronúncia dos habitantes do inóspito, fica
fácil decifrá-los, tal como a águia nasr ser o símbolo de vitória nasr
e a cobra haiát ser o símbolo da vida haiét.
Capítulo 3
Dissemos que a língua da fitra (estado natural) tem que ter relação
com as línguas figurativa e escrita, uma vez que as letras eram figuras denotativas de
coisas usadas pelas pessoas e devidamente pronunciadas. Isto se deve ao fato de a língua
não ser o resultado do acaso. Ela surge da necessidade de contato entre os indivíduos,
objetivo este manifesto por Allóh no Alcorão:
"Ó gentes, Nós vos criamos de um macho e uma fêmea e vos tornamos povos e
tribos para que se conhecessem uns aos outros. O mais digno dentre vós junto a Allóh é
o mais executante das normas d'Ele. Allóh é o mais Sábio, o mais bem Inteirado." (Alcorão
49:13)
Demonstrando-se o alegado acima, temos um quadro ilustrativo do provável processo pelos
quais surgiram alguns fonemas e grafemas:
O alfabeto fenício, tomado como exemplo no quadro acima, deriva do alfabeto árabe
"siné-i" dos árabes do sul da península arábica (não confundir com Sinai),
ou seja, a região do Iêmen. As letras derivam de grafemas que fazem sentido em língua
árabe, não tendo qualquer significado quando pronunciados em outra língua. Os registros
deixados neste alfabeto fazem sentido, muitas vezes, transmitindo uma concepção
inclusive monoteísta. Este mesmo grafema é, no entanto, tomado posteriormente como
simbologia politeísta, devido à interpretação impópria dos posteriores usuários e/ou
intérpretes do mesmo. Tudo isto devido à falta de percepção e/ou interrupção de
transmissão do sentido original do mesmo.
Assim, o sol - xams, que era sol mesmo, passou a ser um deus-sol, uma vez
que os que se afastaram da língua original acreditavam que o artigo al significava iléh,
deus. E que baal significava o senhor. Assim El Baal Xams
foi interpretado como sendo "o senhor deus sol". Tudo isso, ao invés do
significado mais provável àqueles que a escreveram (sol é feminino nas línguas
arábicas), se dissermos que El é o artigo e baal uma
palavra que significa o elevado, o que mora nas alturas. Assim, a frase seria "o sol
que está nas alturas" (as línguas dos habitantes do vazio só consideram verbo o
equivalente à ação, isto é, o predicado verbal, não incluindo na oração o predicado
nominal, isto é, o que liga o sujeito ao predicativo do sujeito).
A palavra adan, eden, que significa jardim, a plantação verde, passou a ser Adônis, o
deus, e assim a plantação passou a significar um deus.
Sáfuát é excelência, que passou a ser Sofia, a deusa da sabedoria, da
excelência.
Anunaqui, o deus da água potável dos sumérios não é senão al mé-u an naqui, a água
pura em árabe.
O ser humano passou do conhecido e entendido para o desconhecido, sem significado algum
(vide parte 2, que contém a descrição do processo de endeusamento dos símbolos).
Justamente foi o que aconteceu com este ser humano, que é, em princípio, monoteísta,
conforme atesta o t exto alcorânico. Disse o Altíssimo:
"E de quando levou o teu Senhor dos filhos de Adão, dos seus dorsos, seus
descendentes e os fez testemunharem sobre si mesmos: Não sou o vosso Senhor? Disseram:
sim, testemunhamo-lo. Fizemos isso para que não digam no Dia do Juízo Final que
estávamos desatentos quanto a isto." (Alcorão 7:172)
"Eram as gentes uma nação e então Allóh enviou os profetas dando
novas e admoestando, e fez descer o Livro com o justo-verídico para julgar entre as
gentes quanto ao que nele divergiram. E não divergiram nele senão os que o tiveram após
de lhes chegarem as evidências pela opressão entre eles. Então Allóh orientou os que
creram quanto ao que nele divergiram do justo-verídico com o seu consentimento e Allóh
orienta quem quer para uma estrada reta." (Alcorão 2:213)
A seguir, são enumeradas algumas das formas pelas quais surgem as pronúncias dialetais
dos árabes (os habitantes do inóspito, do deserto, segundo Ahmad Timor Bacha).
1) al cat-át (o corte de parte da palavra), como dizer ié abé
al haqué em lugar de ié abé al hakam
2) al áj-ájat (a colocação da letra jim em lugar da letra ié) tal
como dizer róíij ao invés de róíi.
3) al án-á-nat (troca da letra ain por uma hamzá), como dizer an ao
invés de aan.
4) al caxcaxát (pôr a letra xin em lugar da letra quéf), como dizer aainéx
em lugar de aainéc.
5) al cascasat (pôr a letra cin em lugar da letra quéf, ou acrescentar
o cin no fim da palavra), como dizer sa-altu ancas ao invés de sa-altu
aica.
6) at-taltalat (dar o movimento de casra à primeira letra do verbo no
presente ao invés de fatha) como dizer tif-aalun ao invés de taf-aalun.
7) at-tam-tamat (consiste na troca da letra lem pela letra mim) como
dizer laiça mina am bir ao invés de laiça mina albir.
8) al uacm (dar movimento de casra para a letra quéf antecedida da letra
ié), como dizer assalému alaiquim em lugar de assalému alaicum.
9) al uaham (dar movimento de casra para a letra hé na palavra) como em
minhim ao invés de minhum e anhim ao invés de anhum.
10) al-istin-tó (consiste em fazer a letra ain sustenida com a letra
nun), como em anttí ao invés de a-aattí.
11) al-uatam (consiste em transformar a letra cin na letra ié) como
dizer an-nét ao invés de an-nés.
12) ax-xanxanát (consiste em tornar a letra quéf em um xin), como em labbaix
ao invés de labbaic.
13) al-lar-la-ró-níat (consiste em não conseguir pronunciar
separadamente uma sequência de palavras), como em maxéllah ao invés de
mé-sé-a Allóh.
14) al ajrafí-at (consiste em ser seco ao pronunciar as palavras).
15) at-tadajju-a (consiste na tendência em dar o movimento de casra a
todas as palavras).
16) al-faxfaxát
17) al gamgamat (as letras não bem individualizadas na pronúncia)
18) al-furótiat (consiste no dialeto das tribos da área de Al-Cufat, no
Iraque).
19) al farfarat (consiste em transformar a letra aain em ré)
20) a língua da tribo Tai-iê-a, que consiste em trocar o alef por um ié, como ao dizer
tauri-iát ao invés de taurót.
A gama dos processos de derivação acima, dá uma idéia da origem da formação dos
dialetos, não só entre os habitantes do inóspito, do vazio, do deserto, mas também em
todo o resto do mundo. E com isso,consegue-se apreciar as origens arábicas presentes nas
línguas faladas em todo o planeta.
Como exemplo, citamos:
Da palavra nét advém a palavra an-naciône (nação),
que é uma forma de uatm (11).
A palavra jamm-a, assim como a nossa sociedade beneficente muçulmana jam-íat,
que seguindo o modo (10), fica jamn (comum) - vide tabela anterior, e
posterior troca deste pela letra jim.
Os árabes dizem também, como exemplo de troca de letras, at tarannuthe ao invés de
at-tannuf (praticar o monoteísmo), conforme é descrito na biografia do Profeta e
Mensageiro de Allóh, Mohammad, quando ia à gruta de Riró-a.
De 5000a.C até 4000a.C, os sumérios habitaram o país entre os rios Tigre e Eufrates, em
substituição a outra população anterior que habitava a área. Lá estabeleceram uma
socieade que era essencialmente agrícola.
Todos conhecem pelo menos a estória de damu zi absu, contada pelos historiadores sob o
nome de tammuz - damuzi. Os historiadores interpretam para nós que o tal
Damuzi é o filho legítimo de Absu, que é o deus das águas e da frutificação, e que
era filho da deusa da terra irrigada com as águas límpidas. Os sumérios, segundo os
historiadores, destinavam a este deus um mês inteiro a cada ano. Segundo os
historiadores, é o sétimo mês do ano denominado tammuz e que tammuz é o prórpio
Damuzi. Este era esposo da deusa Inana, em árabe naa naa, ou Vênus, que foi
responsabilizada pela sua morte quando dele tomou a água da vida. É dito que este deus
foi adorado como Damuzi, o pastor, o touro selvagem, o movimentador dos fetos nos úteros
e produtor de leite nas mamas.
Esta interpretação de uma lenda, que é sem vida e sem sentido, é a que os
historiadores dão e querem que acreditemos que os indivíduos, por serem de 5000 a.C,
fossem pessoas que não sabiam o que diziam e porque o diziam. Vamos reler este relato,
agora aplicando as duas normas que pautaram as nossas afirmações até agora, isto é, a
de que o ser humano é um ser criado no estado de fitra (estado natural),
e que o Islam, ou seja, a submissão a Allóh, o único merecedor de ser adorado (o deus
único) criou a sua criação para adorá-lo monoteisticamente. Daí ser o homem
monoteísta em princípio. E, pautado também na existência de uma linguagem natural do
ser humano, é que surgiu o próprio Adão, linguagem esta bem antiga e utilizada pelos
árabes (os habitantes do inóspito, do vazio, do deserto), sejam eles os árabes
propriamente dito, ou as demais populações da mesma área, quaisquer que sejam os nomes
de seus grupos comunitários.
Que ttami dzi hbs, que pronunciado em árabe dá ttami,
ou seja, o material carregado pela enchente, dzi, que em árabe é a
partícula linguística que denota pertencer ou propriedade, hbs, que siginifica prisão.
Donde a frase significa que o material carregado pela enchente da água represada ... é o
filho legítimo das águas presas, dzi hbs, material este que confere fertilidade à terra
e renova a vida. Que Anana, ou Vênus, se encarrega de transformá-lo em um corpo de
materiais sólidos sem vida, ao tirar dele a água e que todos se aproveitam, tal como o
touro selvagem e a comunidade que come dos frutos e como a máe que carrega em seu ventre
um feto ou amamenta sua criança. E assim, o Islam desmistifica mais uma lenda, a despeito
dos ditos donos do saber histórico, mostrando que os sumérios deixaram tais registros
para o benefício, e este sim científico, para quem a eles tivesse acesso. A comunidade
do século XX nomeou pseduo-sábios na ausência dos sábios de então e estes cometeram
desvios e desviaram, vide dito do Profeta e Mensageiro de Allóh, Mohammad, quanto a isto,
na aula anterior, para uma verdaddeira teoria científica. Diz Allóh:
"Assim elucidamos os versículos, a fim de que desistam. Repete-lhes (ó
Mensageiro) a história daquele ao qual agraciamos com os Nossos versículos e que os
desdenhou; assim, Satanás o seguiu e ele se contou entre os seduzidos. Mas, se
quiséssemos, tê-lo-íamos dignificado; porém, ele se inclinou para o mundo e se
entregou à sua luxúria. O seu exemplo é semelhante ao do cão que, se o acossas,
arqueja; se o deixas, assim mesmo arqueja. Tal é o exemplo daqueles que desementem os
Nossos versículos. Refere-lhes estes relatos, a fim de que meditem." (Alcorão
7:174-176)
Agora, interpretaremos outros relatos de alguns nomes sumérios, à luz do Islam e do
idioma árabe, o dos habitantes do insólito, do vazio, do deserto ...).
Ni nur té, que sem a vocalização própria aos idiomas dos habitantes
do vazio (os árabes) fica N N R T, dizem ser a esposa da lua (a lua em árabe é
masculina). Agora, se dissermos luz em árabe, diremos nur e, por acaso, a luz da lua não
é a companheira deste (já que a lua é masculino). Isto, além de ser do uso comum em
árabe a expressão an nuru carinu al quamar, ou seja, a luz é companheiro (o) d(o) (a)
lua.
Arisxqui jél, que, segundo os historiadores, significa o deus do inferno
dos sumérios. Agora leia em árabe, após escrever as letras isoladas e depois
vocalizando a palavra, arisxqui jal. Agora, remetemo-nos ao quadro sobre de como surgem as
derivações dialetais e, em dizendo ard quaar jal, ou seja, o nobre fundo da terra (os
sumérios eram uma comunidade de agricultores).
Anu naqui, ou seja, a água pura.
Julgamish, que pode ser lido como o que é o jal xams,
que é o magnífico sol.
Nan mékh, que pode ser lido em árabe como nan mukh. Em
árabe mukh significa cérebro e assim passa a ser a senhora chefa.
É dito que xulbi é o companheiro de nan mékh. Escrito
em árabe e depois vocalizado, fica xalbi. Tomando a regra de troca da letra xim pela
letra cóf, como ocorre inclusive hoje nos falantes da língua árabe, fica qalb,
coração, que é companheiro do cérebro.
La har, que é dito ser o deus do gado. Agora se eu, sem fugir do ambiente do gado disser,
lahu ghiuar, teremos "ele tem mugido". E é
claro que o gado muge hoje, como há 4.000 anos a.C.
Dizem que kur é o deus do mundo inferior. Agora, se o historiador, que
tem diculdade de pronunciar a letra cóf, o fez como kéf, então que seja escrito cur, e
substituindo a letra uau pela letra ain, como já assinalamos para o egípcio e dissermos
cur, estaremos dizendo "o fundo de algo". Vê-se que não é mundo inferior e
sim o fundo do terreno.
Martu é aquele que intercede pelos nômades, conforme os historiadores.
Olha-se escrito em letras árabes e depois vocalizadas, mart, ou seja, os que andam a pé.
Adaba, e se trocarmos o b pelo m, como é perceptível no uso comum das
palavras Bacca e Macca (localidade na Arábia), a palavra fica adm, ou quando vocalizda,
Adam, ou seja, Adão.
Agora extraio uma palavra usada pelos sumérios, os quais consideravam-na o antigo nome de
Ninorta, mencionado acima. É imédujud. Se ligo com a letra aain, fica ghmedujud,
ou seja, a essência da existência, ou se lido ghummat uujud, o
desaparecimento do que existe, que no caso se referia na dita lenda ao nanra, bem próximo
da palavra nahar, o dia, em árabe. Fica nítido que a noite faz desaparecer o sol e
advém a escuridão da noite, com o surgimento da lua. Agora, reportemo-nos ao Alcorão:
"E sombreamo-los com os ghamém (o que encobre = nuvens) e fizemos descer
o maná e o salué. Comam das benfeitorias que vos agraciamos e não Nos injustiçaram e
sim injustiçavam a si mesmos." (Alcorão 7:160)
E disse o Profeta e Mensageiro de Allóh, Mohammad, ao se referir à lua do mês de
Ramadan fa-in GHAMMA alaicum ..., ou seja, se a lua for
escondida de vós, GhAMMA alaicum, então completem o número do mês de
xaaban para trinta. O Alcorão denomina as nuvens de ghamam (tal como os
sumérios e dos anteriores aos sumérios que vieram também do deserto) e o Profeta usou o
verbo ghamma, específico para denotar o encobrir com as nuvens à lua, em árabe, que é
exatamente a pronúncia do tal deus cujo nome é ainda anterior aos sumérios de 5.000
anos a.C. O Profeta era analfabeto e não estudou, a exemplo dos historiadores de hoje,
porém, expressou-se com a precisão que escapou a estes na língua árabe de Adão. O
Alcorão é o livro de quem a tudo vê e que está bem inteirado de tudo em todos os
tempos. O ghamma e o ghammam não lhe escapam, uma vez que seguramente Ele é
"Não vês que Allóh sabe o que há no que há acima (céus) e no que há na
terra e não o cochicho de três que não seja Ele o quarto,e cinco que seja não Ele o
sexto e nem menos disto e nem mais que não esteja com eles onde quer que estejam e depois
os informa o que fizeram no Dia da Ressurreição, uma vez que Allóh está ciente de
tudo" (Alcorão 58:7)
Na Babilônia, em eras passadas, ao que parece, mudou-se o sentido da escrita em relação
às outras línguas que as antecederam, como o acadeu e o sumério, o que certamente
causou um reboliço de linguagem. Nisto, talvez, esteja a referência do Alcorão:
"E seguiram o que os demônios apregoavam, acerca do Reinado de Salomão. Porém,
Salomão
nunca foi incrédulo, outrossim, foram os demônios que incorreram na incredulidade.
Ensinaram aos homens a magia e o que foi revelado aos dois anjos, Harut e Marut, na
Babilônia. Ambos, a ninguém instruíram, sem que dissessem: Somos tão somente uma
prova; não vos torneis incrédulos! Porém, os homens aprendiam de ambos como desunir o
marido da sua esposa. Mas, com isso não podiam prejudicar ninguém, a não ser com a
anuência de Deus. Os homens aprendiam o que lhes era prejudicial e não o que lhes era
benéfico, sabendo que aquele que assim agisse, jamais participaria da ventura da outra
vida. A que vil preço se venderam! Se soubessem." (Alcorão 2:102)
Será que a magia está em escrever e pronuciar pelo avesso a palavra de Allóh e que é
considerada então por alguns um tipo de magia. Veja, agora, alguns exemplos de palavras
que, se reinvertidas, não compreendidas em árabe.
O artigo al - le la los las
A cidade de M A R I, descoberta na Síria, talvez fosse a cidade Iram, mencionada no
Alcorão:
"Aos (habitantes de) Iram, (cidade) de pilares elevados," (Alcorão
89:7)
A camada da nobreza de Mari, chamava-se u l u m (terminação dos nomes dos reis locais).
Se invertida a escrita não vocalizada, vira maulauí, ou mulla, que é a designação da
elite na área até os dias de hoje. Aleluia, h a l e l u y a, cujas
correspondências em letras arábicas sem a vocalização em negrito, seriam A L L H e se
juntadas obteríamos Allóh. A palavra pode igualmene ter traduzida a pronúncia para o halaluya,
ou ié Alloh, ó Allóh.
A língua ogarítica (1.900 a.C) é considerada uma das mais antigas com alfabeto. Esta
língua, segundo os estudiosos, possui cerca de 700 palavras. A pronúncia é idêntica ao
árabe propriamente dito, a despeito de sua antiguidade, o que demonstra ser uma forma
dialetal do árabe.
A lista de palavras idênticas é enorme, motivo por que citaremos um poema ogarítico,
com a pronúncia em árabe e o significado árabe do texto. (Adaptado do texto de Anis
Fraihát sobre a comunidade ogarítica. Segue-se comentário do autor sobre o poema).
Comentário:
Acredito que esta poesia ogarítica é a anunciação do nascimento do xafia Muhammad para
a aldeia (Um al Curó é o nome de Macca, citado no Alcorão como a mãe das aldeias). E
como o Mensageiro Mohammad é filho de Abd Él (Abdullah - nome do pai de Mohammad) e que
esta anunciação é do próprio Adão (pai dos humanos - abu al baxar), a sua citação
na civilização ogarítica confirma o que foi transmitido pelas nações sobre a vinda do
profeta Mohammad desde Adão.
Disse João Batista: "Eu não sou o Messias. Então perguntaram-lhe: Então se Elias
é você? Disse então: não sou eu. No que foi perguntado se o profeta é você? Então
respondeu: não." Cap. I, versículos 30, 31, 32, de João. Isto demonstra que as
pessoas esperavam a vinda de três que não o próprio João Batista. São eles o Messias,
Elias e o profeta.
A poesia pode ser lida assim:
"Pergunto por uma descrição dele - eis que me veio um sonho - uma vez que
anunciou-me o pai dos humanos - do nascimento do intercedente da aldeia - e ele é um
garoto de Abd Él (Abd(u)Allóh - servo-adorador de Allóh) - os habitantes da aldeia
traçam o sonho - Abdullah e esta visão."
Isto demonstra que o nascimento do Profeta da Aldeia, (Mohammad) é de conhecimento
anterior aos livros da Bíblia e do Evangelho e que este conhecimento tem origem no
próprio Adão.
Capítulo 4
A esta altura, os alunos hão de dizer que este ustéz (lecionador, professor) associou
todas as línguas das civilizações antigas à língua dos árabes, ou seja, dos tais
habitantes do deserto da Arábia, assim chamado geograficamente. Valha lá, tudo é
próximo no Oriente Próximo. Não me digam que a Índia tem a ver com o idioma de tais
habitantes do deserto, dos árabes!?. Eles são arianos, primos dos eurpeus que migraram
das margens do mar Cáspio, levando com eles a civilização!!!!
É !!!!!!!, porém foram descobertas, e já faz tempo, na margem ocidental do rio Sind, as
ruínas de uma cidade chamada de Mu Naju Daru, os adoradores de cobras, encontrados pelos
arianos e que viviam ao norte da Índia.
Agora vamos pronunciar o nome da população separadamente Mu como mé-a, e que significa
água em árabe. Naju como nés (vide o quadro da aula 3) e que significa gentes. Daru
como dar - e que significa lar em árabe. Assim teremos o "lar das gentes da
água".
Já ao, sul habitavam outros de pele mais escura, e que também foram invadidos pelos
arianos, e que tinham comércio com os sumérios. O chefe destas tribos tinha o nome de
Rajá, ou em pronúncia árabe, ra-as, ou seja, cabeça.
Bem, e a religião Veda, que por definição de seus adeptos significa o conhecimento do
que é útil para algo? Agora repare que fé-ida, que significa utilidade em árabe, é
muito próximo à pronúncia veda. Por outro lado, os livros da religião védica são
vários e os que restaram são.
O primeiro é o livro do Raja, que é o do conhecimento dos mantras, dos elogios e que em
árabe há a pronúncia a-tha-né, ou ar-raja, que significa a esperança de algo. Veja
raja e raja-a.
O segundo é o livro de Sama, que significa o conhecimento da sonoridade, que em árabe é
de dito sama-a (audição).
O terceiro é o livro de Iajur, que significa o livro do conhecimento dos modos próprios
das oferendas, e que em árabe há a palavra ujur (os méritos).
O quarto é o livro do Atarafa, que significa o livro do conhecimento das obras quanto à
magia e espíritos do mal, que em árabe é al arrafat (a adivinhação).
A prática védica consiste:
No mantra, que é muito semelhante a palavra árabe com o mesmo significado.
No Brahmana, que significam as regras de orientação dos sacerdotes quanto aos cultos.
Veja que brahmana é próximo de rahma e de taróhum que significa acudir com
misericórdia.
Aranica, que significa os textos da selva, sendo específico dos ascetas. Veja agora a
palavra iarnaqat, que significa a fase intra-casulo larvária e que é,
digamos, o ascetismo praticado pelas borboletas antes de suas metamorfoses.
Yoba nachad que significam os diálogos secretos, ou em árabe al
inchéd, que significa recitar os hinos.
Os adeptos acrescentaram aos vedas explanações as quais chamaram de sutra, para a qual
em árabe há a palavra suttra, ou seja escrita alinhada.
O livro do Yoba nachad contém a estória do porque da existência das
gentes, onde Buracha, e que significa a alma maio, é a causa da existência. Agora note
que abu arruh, o pai da alma em árabe, dá o mesmo significado. A
religião secreta tem ainda três passos, que são:
Primeiro passo: Itmén, que significa a existência profunda silenciosa. Veja que al aatm,
que significa o obstruir, tem o mesmo sentido e pronúncia.
Segundo passo: Brahman, que é a essência do mundo único e abrangente, que não é nem
macho nem fêmea, e que contém a tudo. Agora veja a palavra árabe rahma e rahmén, que
significam a misericórdia de Allóh para com a sua criação e que abrange a tudo.
Terceiro passo: e que é o mais importante, é o itman brahman, ou seja itmém, e que em
árabe significa completar finalizar .
Dizem que Buda viajou para o deserto. Que deserto foi este?. A sua história diz que ele
foi para a floresta de malh. Agora substitua a letra mim por bé, balah,
que significa tâmara. Diz ele que o seu jejum era tanto que o rastro que deixava sobre a
terra quando sentava, era parecido com o da pata do camelo, o que atesta que ele esteve no
deserto e viu com os próprios olhos os traços de seu próprio corpo sobre a areia do
deserto, e pode compará-los aos de um camelo. Seus ensinamentos são chamados de batacat,
que
significam o encadeamento da lei e que em árabe podem ser pronunciada como batóquót, e
que significam carta de identificação. Repare na semelhança do sentido e da pronúncia.
Um dos livro mais conhecidos da Índia é o Kama Sutra, que versa sobre as regras do
casamento. Agora diga em árabe o seguinte jamaa assutra, que significa a relação sexual
que visa o resguardo, o acobertamento. Não é o objetivo e o título do livro?
O rio Ganges da Índia, é o rio em que banhar-se nele confere a salvação. Agora diga cai
nange e atente para o significado que é para nos salvar.
Havia na Índia um estilo literário antigo, o Piorana, que significa estórias antigas.
Este estilo consiste em poema longo, chamados pelos indianos de du-bit,
ou seja duas linhas poéticas. Agora diga em árabe estória antiga, relato sobre, e
dirás riuéiat an, que é próximo do nome dado às estórias antigas
indianas. E diga mais duas rimas em árabe e dirás dzauj bit xi-ir - que
é idêntico à classificação indiana de seus poemas.
Já o estilo em prosa é chamado de Tentra, para distingui-lo da poesia.
Diga em árabe prosa literária e dirás nathra, que é muito parecido.
Como comentário ao acima citado, que a presença do homem na península arábica data de
600.000 anos A. C. Que a mais antiga escrita arábica encontrada até o momento é a
escrita natufíat, assim chamada face a era em que é datada, e que é de
9000 A. C., portanto bem anterior aos dados da Índia comentados acima. Além do encontro
de escrita de thamud, mencionado no Alcorão perto da cidade de Riad, e que datam de 6000
A. C., no entanto a escrita que mais se assemelha à escrita árabe atual, que é a
linguagem
arábica do norte, e a difundida pelo Alcorão, foi encontrada no túmulo de imrí-e
al quaice, falecido em 328 A. C. Tudo isto atesta a continuidade da existência
de habitantes na região desde 9000 anos A. C.
A língua dos árabes, que são os povos habitantes do deserto, do inóspito, do vazio,
difundiu-se na antiguidade antes mesmo da saída da última leva de habitantes do deserto,
que são os povos árabes própriamente ditos. A seguir, uma amostra da presença de
palavras desta língua do deserto em vários idiomas. Não estou falando de inovações, e
sim de termos bem antigos, presentes no dia a dia de povos pré-saída dos árabes
propriamente ditos da península.
Aleluia, ou seja h a l e l u y a, agora retire a vocalização hlly, e escreva em árabe
hallilu ia, ou seja, enalteçam ó
. .O tracejado pode ser preenchido com "ó
adoradores do Criador", ou qualquer outra expressão. E a leitura no sentido inverso
dá a palavra Allóh.
Quatro, escreva-a em árabe quatro, e agora troque o té pelo thé, tão comum entre os
árabes. Teremos quauthar. Vide Alcorão
Nós lhe demos o quauthar {Alcorão 108:1}
Dela derivam a palavra taquethur, multiplicação, que também é o
título de outra surata do Alcorão {102}, ou da palavra Yarbu, que
significa aumentar, e certamente que quatro já era um grande aumento para alguém que
pouco contava.
Cadmus, o fenício, veio do Oriente e após sua velhice se transformará em uma cobra e
habitará os campos elíseos.
Agora vamos dizer isto em árabe que cadem (aquele que vem de .. ), não esquecer que é
muito usual o acréscimo do cin ao final da palavra em vários dialetos árabes, ficando
então cadimus. Este, ao envelhecer, deixará de viver, ou seja, não terá mais haiát
(disse-se anteriormente que vida e cobra são a mesma pronúncia, com pequena variação
de escrita) ou seja, que Cadmus, que ficará velho e depois deixará a vida, e que
habitará os jinan al izzat, os jardins da glória, jin al isat, champs elísa, campos
elíseos. Da arábia , a Fenícia, a Grécia a Paris, uma estória única.
Justiça, quistas; Camâra, cumra; seresta, sehrat; Bien, bom, baién (evidente); Morte,
maut;
Verdes campos, ferdaus (lugar mais alto do paraíso); This, hétzé (este); tzé (este
cujo)
Ena (grego) um, un , uno, one, ainat (uma amostra de um todo - de uso comercial).
Dois de ÒæÌ zoj que significa casal; Delta - três - trio - three, thaléthat; Six,
sitt;
Seven, sebaat;
Quilo, cail (medida). Diz o profeta: al cail cailu ahlu Macca, ou seja, a
medição para pesagem é a medição dos habitantes de Macca. Devemos lembrar que os
gregos tomaram a própria escrita dos fenícios, que eram uns dos povos árabes dos
habitantes do deserto antes de migrarem para o norte e estabelecerem-se na atual Síria e
Líbano.
Época, hucbát; Rouge, urgu-uén; je suis sur : mu sur (insisto em ..); Time, daim
(permanente); Gilati, jalidi; Jóia, jolie, holi (jóias); Come te amo, caifamé
tahimo; Aime, ama, héma (amor, paixão); Isla, ilha, osla (separação); Touro, thaur;
Sud, sud (pretos que estão ao sul); Refuse, rafad; Outra, Urró; Paquet, pacote, bécat;
Écrit, iqra (leia); Coeur, caar (fundo); habitat, abitu (moro, resido); myster,
mistério, mustater; gain, ganho, jani; razão, razin; have, hawe (passou a ter e a
conter); fecho, desfecho, fac; Gendarme, gente de arma, jund harb (soldado de guerra); Has
do verbo to have, hua haza ( ele passou a ter); Leão, laiçon; Fim, fin, fino, finish,
fané (acabou-se). copo, cup, cub, etc.
A língua árabe e Um al quoró (nome dado pelo Alcorão à Meca (Macca).
Macca (Meca) é a aldeia que foi habitada pelos profetas de Allóh e/ou a ela visitaram
(peregrinaram). Nela há a primeira casa posta para as gentes. Será ela a primeira
aldeia, além do significado de mais nobre das aldeias? Especialmente, que nela há a
PRIMEIRA CASA posta para as gentes (conforme cita o Alcorão).
Nela residiram os ummiun (nome dado pelo Alcorão ao povo do profeta Muhammad) . Repare
que o Alcorão não os chama de "os árabes", e sim de Ummiiun. Não há
referência de que Muhammad tenha sido enviado para o árabes e sim para os ummiin,
conforme o texto alcorânico abaixo, e a todas as gentes, conforme outro trecho que não o
assinalado abaixo.
Ele que enviou-nos Ummi-iin, um mensageiro de entre eles, recitando para eles
suas provas e altiva-os e ensina-lhes o Livro e a Sunna, em antes estando eles em desvio
evidente. (Alcorão 62:2)
Aqui faço um adentro, mencionando que Allóh diz no Alcorão que a missão deste
mensageiro, embora surgida na primeira aldeia, é para todas as aldeias do mundo, aliás
para todos discernentes humanos e gênios (termo em língua árabe que significa toda
criarura normalmente não detectada pelos sentidos desarmados. No caso, se refere a uma
sorte de criação discernente não detectável pelos sentidos humanos desarmados).
E este é um livro que o descemos, abençoado, creditando o que há
anteriormente e para admoestares Um Al Curó e o que a há ao seu redor. {Alcorão
42:92}
E para que ninguém dos que se atêm às barreiras sob quaisquer formas, em especial as
geográficas, delimite este ao redor, disse Allóh:
Diga: Ó gentes sou o Mensageiro de Allóh para todos vocês, o qual a
Elepertencem os céus e a terra, não há divindade senão Ele que faz viver efaz morrer,
portanto creiam em Allóh e no Seu Mensageiro, o Profeta ummi-i, o qual acredita em Allóh
e em Sua palavra egam, quiçá terão orientação. {Alcorão 7:158}
Agora, retornando à palavra Ummi, e que significa analfabeto (está conforme foi parido).
Porém se diminuirmos ainda mais a raiz para Um (que significa mãe, a originária) passa
a ter o significado de povo original, ou primeiro povo. Por outro lado, estes moraram
antes de habitarem Macca no (espaço amplo do deserto) que é igual a bédiat (a que
primeiro teve início). Donde concluímos que os habitantes de Macca Um al curó, a
primeira aldeia, ou al bédiat, a primeira, e que representa a fase de mudança do amplo
do deserto para a fixação. São os ummiíin os primordiais e que habitaram tal aldeia
sem interrupção desde
Adão, conservando a erudição de sua língua pelo decorrer de muito tempo. Se
considerarmos, por outro lado, que todos os profetas e mensageiros de Allóh viveram a
vida de ir e vir, como está em todos os textos revelados, e que todos vieram com a única
mensagem da submissão ao Criador, havemos de concluir que todos são deste mesmo povo
inicial, o qual teria uma só língua. Diz Allóh no Alcorão, na surata dos crentes:
E que esta vossa nação é uma nação una e Eu sou vosso Senhor portanto
"cumpram tudo que Mo agrada"{Alcorão 23:52}
A prova de que a Península Arábica é o local da descida de Adão, e a origem da língua
por ele falada, está na presença lá do vale dos adaminianos, onde residiram os mesmos.
A cidade de Jeddah deriva, conforme os relatos locais, de jaddatu al baxar - a avó dos
humanos, e isto se deve ao relato de lá ter sido enterrada Eva . Os nomes dos locais da
Península Arábica são os nomes contidos nos livros revelados (conforme será
demonstrado em outras aulas).
Por outro lado, a incidência da radiação solar sobre a área que se estende de Macca
(Meca) ao vale de Nuba, e porque não lê-lo com vales dos an-bié-á profetas ou do an
naba-u, a mensagem, e que fica próximo ao mar Vermelho; esta radiação incide com
220.000 unidades de calor por cm2 / ano e que é inigualável, a não ser em três outros
lugares da terra.
1.O atual mundo árabe, que vai do Irã até o Oceano Atlântico.
2.Texas e México.
3.Parte da África do Sul.
Isto atesta que a área de Macca (Meca) e seus arredores é UM da áreas, ou seja, a que
primeiro derreteu o gelo que cobria a Terra. Olha daí o nome al bédiat (a primeira -
onde primeiro começou) ou Um al Curó, para a qual foi enviado o profeta e mensageiro
Muhammad, ela e todo o resto que surgiu após esta primeira aldeia de fixação humana.
Não é à toa que Allóh, o Altíssimo, disse
Nós o fizemos um Alcorão (algo para ser lido) árabe quiçá o ajuizem
{Alcorão 43:3}
Do texto acima, compreende-se que para que a condição de ajuizar-se seja de fato posta
ao alcance de todos os humanos, os quais descendem da primeira aldeia, e uma vez que o
Alcorão é a revelação para toda a humanidade, este foi revelado na língua originária
da primeira aldeia, e cujas raízes estão nos demais idiomas e/ou cuja obrigação humana
é a ele retornar ou dela inteirar-se . E disse Allóh no Alcorão:
{Alcorão 42: 7}
Dos nomes dos profetas e de como os seus atributos principais fazem sentido na língua dos
árabes (habitantes do deserto, do vazio, do inóspito)
Adão, Adam
e pronúncias assemelhadas a isto em todas as línguas, citadas nas
aulas ou não.
As línguas dos habitantes do inóspito, dos árabes, incluindo os árabes propriamente
ditos, têm origem numa língua figurativa, que passou a ser escrita com diversos tipos de
letras, porém manteve a sonoridade e pronúncia iniciais do tempo de quando era
figurativa e de maneira ininterrupta. Por outro lado, escrever o nome próprio com
alfabetos diferentes obrigando entonações diferentes, não implicam em denominações
diferentes e sim em entonações diferentes para o mesmo nome. Assim Adam, Adão, Édam,
Adim (terra em árabe) todos são váriações de pronúncia do mesmo nome, que tem a ver
com terra adim al ard, conforme é dito em árabe. Assim como Eva, que é hawéa. O h é
tornado mudo e
tem-se Ewé-a. O ua em W é tornado v e assim tem-se Evé-a o é-a é para alguns difícil
de pronunciar e assim tem-se Eva.
Nuh Noé. Diz Allóh no Alcorão:
Nós revelamos (auhainé) para ti como revelamos (auhainé) para Nuh (Noé) e
os profetas depois dele e auhainé para Abraão e Ismael e Isaac e Jacó e os sabeus e
Jesus e Jó e Jonas e Aarão e Salomão e concedemos a Davi os sSalmos {Alcorão
42:163}
Note que Noé é o primeiro a receber, após Adão, a revelação que é o uahi e cuja
conjugação verbal está revelação, dentre a sequência acima, que receberam o
uahi a revelação.
Abraão, Ibrahim ou abo rahim, o pai dos úteros ou da misericórdia (uma vez que a
palavra misericórdia advém da apalavra útero em árabe). Ambos os significados se
aplicam a este profeta, uma vez que dele descendem os demais profetas que carregaram a
mensagem da misericórdia.
Ismael ,que quer dizer o ouvir de Allóh do pedido de Abraão. Diz a Bíblia em Gênesis
17:20 . E no tocante a Ismael Eu lhe ouvi a respeito.
Isaac, Ishac, Yadhac, que significa rir, em atestanto o contentamento da sua mãe quando
recebeu a notícia de que o teria. Diz a Bíblia no Gênesis.
Jacó, Jacob ou melhor Yaacoub, que advém do verbo aacaba, ou seja, o
que vem após, como atesta o texto alcorânico em:
e depois de Isaac Jacó.{Alcorão 11:71}
José, Josef, Uoussef, que pode ser lido como Youssaf, ou seja, é descrito como belo,
devido a beleza de José, conforme é descrito no Alcorão:
{Alcorão 12:31
Davi, David, Dawoud ou zé iôd, conforme o texto alcorânico:
E lembre de nosso servo-adorador Dawoud, zé al aidi, ele é um retornado {Alcorão
38:17}
Dzé iôd significa quem tem as mãos, e ele foi famoso como exímio
artífice de instrumentos de guerra.
Salomão, Sulaiman, ou seja salim al aain, ou seja, o dono de boa visão, qualidade que
sempre foi associada a ele.
Moisés, Mosha, ou aquele que anda muito, ou seja, iamxi . É conhecido que Moisés anda
muito de um lado para outro, e foi ele que andou com os seus seguidores fugindo do Faraó.
Zacarias, ou seja, aquele que muito menciona a Allóh, que em árabe é o zéquir ou
zacari-iá
João, Yahié íÍí, ou seja, aquele que foi vivido por Allóh. É sabido que isto o foi
no útero de uma mulher estéril. Etc.
.
A língua dos profetas:
A exemplo do nome dos profetas, que eram atributos dos mesmos, e que são de origem árabe
(língua dos habitantes do deserto, do vazio, do inóspito), os livros revelados têm
igualmente sentido neste idioma.
Os salmos psalmos, ou zabur az-zabur, que significa em árabe, livro escrito em letras
espessas.
Evangelho não é grego. Lembrar que o Evangelho foi revelado a Jesus e este o foi
provavelmente em idioma aramaico (um dos idiomas dos habitantes do deserto) e só
posteriormente é possível o tê-lo em grego, sabendo-se que o Evangelho de Jesus não é
o dos apóstolos.
Alcorão vem de quara-a, ou seja conforme o que já foi exposto, implica em todas as
leituras reveladas. Assim, todos os livros têm significado em língua árabe, o que
atesta a sua origem na Península Arábica ( o que provaremos nas aulas posteriores).
Adão falou, e falou em uma linguagem (vide texto alcorânico mencionado em outras aulas
que se referem a isto). Além disso, errou e foi perdoado, alías foi-lhe ensinado como
pedir e pronunciar o perdão, conforme está escrito no Alcorão.
E talaccó Adam de seu Senhor palavras e Este perdoou-o. É Ele o Perdoador, o
Misericordioso. { Alcorão 2:37}
O uso da palavra talaccó aplica-se ao recebimento do ensinamento, como
se diz em talaccó al ilm, recebeu o conhecimento, donde Adão recebeu de Allóh inclusive
a maneira de como pedir e dizer o perdão. Tudo isto em palavras diccionadas em uma
língua e ele pode até ter escrito, seja, mediante figuras ou símbolos e não em letras,
porém foi em língua árabe. Esta conclusão pauta-se no texto alcorânico:
Allóh escolheu Adão e Noé e os relativos de Abraão e os relativos de Imran
sobre os mundos. Descendência uma da outra e Allóh é oniouvinte, onisciente.
{Alcorão3:34}
Assim, estes são a cadeia de transmissão da mensagem e da língua desta, desde Adão
até Muhammad (A paz de Allóh esteja sôbre todos êles). É esta igual unicidade
linguística que nos faz apercebr igualmente da unicidade do din (vide conceito deste em
aula anterior).
A área da Península Arábica, que já foi uma área fértil, sempre foi palco do ir e
vir de tribos que transportavam consigo sua gente, suas residências, sua língua, etc. ..
Esta comunidade que permaneceu por gerações conforme o seu estado natural, isolada, foi
quem acolheu neste ambiente da Arábia a crença de Abraão, assim como acolheu a Noé e a
Adão. Os profetas todos viveram esta vida nômade desde Abraão. Abraão viajou a Macca e
lá ele e o seu filho Ismael construíram a Kaaba. E a Bíblia inclusive cita que fincou a
sua tenda a leste da casa de Allóh, ou seja a Kaaba (único lugar do mundo que ainda tem
esta denominação), e tudo isto conforme está em Gênesis 12-7 e 12-8. Allóh
ordenou-lhe que fizesse o Azan, em chamando as gentes e certamente o fez na língua da
tribo local de Jurjum, com a qual havia se casado seu filho Ismael e que vivia em Macca e
que falava o idioma destes. Esta tribo é uma tribo árabe, dos árabes extintos. Isaac
viveu e casou em Madian, região que vai de Madinah até o sul da grande Síria ao sul da
Palestina. A língua dos Anbat, o tal vale dos profetas dito em língua árabe. Jacó
viveu a vida nômade, uma vez que José diz no Alcorão:
.. e veio convosco dos badu (nômades)
.{Alcorão
12:100}
E a Bíblia diz ser ele uma pessoa perfeita, que habita as tendas conforme está em
Gênesis 25 - 27. O que atesta que toda a família de José vivia como nômades antes
deste ser obrigado a deixá-los.
Moisés também viajou para Madian e lá casou-se com uma mulher, filha de um homem
temente e que no acordo nupcial diz:
Disse; eu quero fazer casar contigo uma destas minhas duas filhas desde
que trabalhe comigo oito hijajin
..{Alcorão 28;27}
Note que o termo empregado tem a ver com haj (visitação à casa de Allóh) , ou seja,
que Moisés cumpriu o acordo com o seu sogro e que certamente consistia em acompanhá-lo
ao haj, ou seja, à casa de Allóh em Macca. E o fez oito ou dez vezes, acompanhando o seu
sogro ao haj, em atendendo ao azan de Abraão, mencionado acima. Por outro lado, Moisés
disse ao Faraó
. Eu vos trouxe evidência de vosso Senhor , portanto envie comigo os
filhos de Israel. {Alcorão 7:105}
e como o Faraó se negou, ordenou Moisés aos seus:
E revelamos a Moisés e ao seu irmão que tomem para o povo de ambos em Misr
(todo país agrícola e não é o Egito que em copta é Masr) e façam vossas casa quibla
e façam as suas rezas e dêm as boas novas aos pacientes{Alcorão 10:87}
Isto quer dizer que os Filhos de Israel rezaram na direção da quibla, ou seja de Macca.
Os Filhos de Israel saíram de Misr ( país agrícola qualquer, e que é diferente de
Masr,que é o próprio Egito. Só a vocalização do texto escrito permite ver a
diferença, assunto de confusão da maioria das gente) foi para adorar a Allóh no monte,
sacrificar a Allóh, conforme o fez Abraão e fazer a festa conforme a Bíblia, em Exodus
3-13 3-19 5-2. Não é este o sacrifício que continua no Haj e em Macca com a adoração
de Allóh no monte
Arafat e o posterior festejo do dia da festa do sacríficio, em lembrando as atitudes de
Abraão, tal comoainda o fazem os muçulmanos, especialmente que Allóh diz:
{Alcorão 3:57}
Allóh os protegeu com as nuvens e onde? Certamente quando estavam fazendo os seus
sacrifícios.
E quando Moisés diz no Alcorão:
e meu irmão Harun é mais eloquente que eu linguisticamente portantoenviai-o
comigo como apoio confirmando-me. Eu temo que eu seja desmentido{Alcorão
28:34}
Olha, os anos em que Moisés viveu com o Faraó, fizeram ter acento na fala, que foi
corrigido, em parte, quando morou em Madian.
Agora Zacarias e seu filho Yahia (João), e Maria, sob a guarda de Zacarias, e Jesus,
todos moravam em um só lugar que é dito no Alcorão
{Alcorão 19:16}
e de quando foi parir a Jesus é dito:
{Alcorão 19;23}
Para finalizar, gostaria de citar que, e Jesus que foi parido devido aos acontecimentos na
Palestina face aos decretos baixados pelos romanos, longe da residência habitual de sua
mãe Maria, que só pode o ter sido, não em bait lahm e sim em bait liharam, o tal lugar
ao oriente e onde há bastante tamareiras
Isto, e o outros informes quanto à autenticidade e profecías da vinda de Muhammad,
estavam nos registros bíblicos e em língua compreendida, inclusive pelos árabes
contemporaneos do profeta Muhammad, embora não escrita no mesmo alfabeto adotado pelo
árabes propriamente ditos, uma vez queo Alcorão diz:
Diga-lhes (ó Muhammad) tragam o Torá e leiam-na se sois verídicos.
{Alcorão 3:93}
O trabalho dos mossoróticos constitue a primeira tentativa de vocalizar os movimentos da
escrita bíblica, e isto só foi no século XVI d.C. e assim mesmo com erros graves. Isto
por acharem que os livros bíblicos careciam de controle de vocalização, o que, na
verdade, foi uma deturpação do texto bíblico diferente do que era lido. Na verdade, os
registros originais devem ser encontrados e lidos conforme a pronúncia dos habitantes do
inóspito, qualquer que seja a escrita adotada e depois de lidos, conforme a pronúncia
árabe,
qualquer que seja a variante interpretados e refeitos os ensinamentos hoje atribuídos a
estes livros.
Qualquer um que tenha vivido na Península, uma vez ouvindo o texto, seria capaz de
compreendê-lo, uma vez que este, se sofreu variações até então, o foi somente na
dicção.
Esta parte da apostila foi baseada em:
1) Alcorão Sagrado, descido de Allóh, o Altíssimo, ao Seu Profeta e Mensageiro
Muhammad.
2) áÛÉ ÂÏã de Muhammad Rachid Nócir Dzauk
3) Die Bible kam aus dem lande Asir de Kamal Salibi.
4) Egypt and the Israelites in South West Arabia, de Ziad Mouna
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