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AS AMÉRICAS ANTES DE COLOMBO
Segundo o Dr. Yussef Mroueh, numerosas são as evidências que sugerem que muçulmanos
vindos da Espanha e África Ocidental tenham chegado às Américas há, pelo menos, 5
séculos antes de Colombo.
Há registros, por exemplo, de que em meados do século X, durante o reinado do califa
omíada
Abdul-Rahman III (926-961), muçulmanos de origem africana, partindo do porto espanhol de
Delba (Palos), navegaram o "Mar Tenebroso". Após uma longa ausência, eles
retornaram com uma carga preciosa, conseguida em "uma terra estranha e curiosa".
Sabe-se que muçulmanos acompanharam Colombo, e os exploradores que se seguiram, em
viagens ao Novo Mundo.
A última fortaleza muçulmana na Espanha, Granada, caiu em mãos de cristãos em 1492
d.C., um pouco antes do início da Inquisição espanhola. Para escapar da perseguição
religiosa, muitos não cristãos fugiram ou se converteram ao catolicismo. Em pelo menos
dois documentos podemos inferir a presença de muçulmanos na América espanhola antes de
1550 d.C., não obstante o fato de um decreto baixado em 1539 d.C, por Carlos V, rei de
Espanha, ter proibido que netos de muçulmanos, que tivessem sido queimados na fogueira,
migrassem para as Indias Ocidentais. Este decreto foi ratificado em 1543 d.C., juntamente
com a publicação de uma ordem de expulsão de todos os muçulmanos dos territórios
ultramarinos espanhóis. São muitas as referências sobre a chegada de muçulmanos às
Américas e elas podem ser resumidas nas notas que se seguem:
Documentos históricos
1.Abul-Hassan Ali Ibn Al-Hussain Al-Masudi (871-957 d.C), um historiador e geógrafo
muçulmano, escreveu em seu livro "Muruj Adh-dhahab wa Maadim al-Jawahar" (Os
Campos de Ouro e as Minas de Jóias), que durante o reinado do califa muçulmano da
Espanha, Abdullah Ibn Muhammad (888-912 d.C), um navegador muçulmano Khashkhash Ibn Saeed
Ibn Aswad, de Córdoba, na Espanha, navegou de Delba (Palos) em 889 d.C, cruzou o
Atlântico e alcançou um território desconhecido (Ard Majhoola) e retornou com tesouros
fabulosos. No mapa de Al-Masudi há uma grande área no "Mar Tenebroso" (oceano
Atlântico) que se refere a esse território (as Américas).
2.Abu Bakr Ibn Umar Al-Gutiyya, um historiador muçulmano, contou que, durante o reinado
do califa muçulmano, Hisham II (976-1009 d.C), um outro navegador muçulmano, Ibn Farrukh
de Granada, saindo de Cadiz (fevereiro de 999 d.C) aportou em Gando (ilhas Canárias),
visitando o Rei Guanariga e continuou em direção oeste, onde avistou duas ilhas,
dando-lhes os nomes de Capraria e Pluitana. Ele retornou à Espanha em maio de 999 d.C.
3.Colombo saiu de Palos (Delba), na Espanha, com destino a Gomera (Ilhas Canárias)
Gomera é uma palavra árabe que significa "pequeno incendiário". Lá, ele se
apaixonou por Beatriz Bobadilha, filha do capitão-geral da ilha (o nome Bobadilha é
derivado do arabo-islâmico (Abouabdilla). Ainda assim, o clã Bobadilha não foi
condescendente. Um outro Bobadilha (Francisco), mais tarde comissionário real, colocou
Colombo na cadeia e o transferiu de Santo Domingo de volta para a Espanha (novembro de
1500 d.C). A família Bobadilha era ligada à dinastia de Sevilha (1031-1091 d.C). Em 12
de outubro de 1492, Colombo aportou em uma pequena ilha das Bahamas, que era chamada de
Guanahani pelos nativos e rebatizada de São Salvador por Colombo. Guanahani é derivado
do mandinga e é uma corruptela das palavras árabes Guana (Ikhwana), que significa
"irmãos" e Hani, nome próprio árabe. Portanto, o nome original da ilha era
"Irmãos Hani". Ferdinando Colombo, filho de Cristóvão, escreveu sobre a
presença de negros, visto por seu pai em Honduras: "As pessoas que vivem mais a
leste de Pointe Cavinas, até Cabo Gracias a Diós, são quase negras na cor." Ao
mesmo tempo, na mesma região, vivia uma tribo de nativos muçulmanos, conhecidos como
Almamy. Nas línguas árabe e mandinga, Almamy era a designação para "Al-Imam"
ou "Al-Imamu", a pessoa que conduz a prece ou, em alguns casos, o chefe da
comunidade e/ou um membro da comunidade muçulmana.
4.Leo Weiner, um historiador e linguista americano da Universidade de Harvard, em seu
livro "A Descoberta da América" (1920), escreveu que Colombo sabia muito bem da
presença mandinga no Novo Mundo e que muçulmanos da África Ocidental haviam se
espalhado pelos territórios doCaribe e das Américas do Norte, Central e do Sul,
inclusive do Canadá, onde eles acabaram por se casar com indígenas das tribos iroquês e
algonquin.
Explorações geográficas
1.O renomado geógrafo e cartógrafo muçulmano Al-Sharif Al-Idrisi (1099-1166 d.C)
escreveu em seu livro Nuzhat al-Mushtaq fi-Ikhtiraq al-Afaq, que um grupo de marinheiros
(da África do Norte), saindo do porto de Lisboa (Portugal), navegou pelo mar Tenebroso
(oceano Atlântico) a fim de descobrir como ele era e qual era a extensão de seus
limites. Finalmente, eles alcançaram uma ilha onde havia um povo e plantação ... no
quarto dia, um tradutor falou com eles em árabe.
2.Livros muçulmanos mencionavam uma descrição bem documentada de uma viagem através do
mar Tenebroso, feita pelo Shaikh Zayn-eddine Ali bem Fadhel Al-Mazandarani. Sua viagem
começou em Tarfay (sul do Marrocos), durante o reinado do rei Abu-Yacoub Sidi Youssef
(1286-1307 d.C), até a Ilha Verde, no mar do Caribe, em 1291 d.C. Os detalhes de sua
viagem oceânica são referências islâmicas e muitos eruditos muçulmanos conhecem este
fato histórico.
3.O historiador muçulmano Chihab Addine Abul-Abbas Ahmad bem Fadhl Al-Umari (1300-1384
d.C), em seu livro "Masaalik al-absaar fi Mamaalik al-amsaar", descreveu, em
detalhes, as explorações geográficas além do mar Tenebroso feitas por sultões do
Mali.
4.O sultão Mansa Kankan Musa (1312-1337 d.C) foi um conhecido monarca mandinga do
império islâmico do Mali. Quando estava viajando para Macca, em seu famoso hajj, em 1324
d.C, ele disse a estudiosos da corte do sultão mameluco Bahri (an-Nasir-eddin Muhammad
III, 1309-1340 d.C), no Cairo, que seu irmão, o sultão Abu Bakr I (1285-1312 d.C), havia
empreendido duas expedições pelo oceano Atlântico. Como o sultão não retornasse a
Timboctu dessa segunda viagem de 1311 d.C, Mansa Musa acabou por se tornar o sultão do
império.
5.Colombo e os primeiros exploradores espanhóis e portugueses, só foram capazes de
cruzar o Atlântico (uma distância de 24.000 km) graças ao conhecimento muçulmano sobre
geografia e navegação, principalmente os mapas feitos por comerciantes muçulmanos,
inclusive Al-Masudi (871-957 d.C) em seu livro Akhbar Az-Zaman (História do Mundo), que
é baseado em material reunido na África e na Ásia. Aliás, Colombo tinha dois capitães
de origem muçulmana em sua primeira viagem transtlântica: Martin Alonso Pinzon, que era
capitão da nau Pinta, e seu irmão Vicente Yanez Pinzon, que era capitão da nau Nina.
Eles eram ricos e experientes em navios e ajudaram a organizar a expedição de Colombo e
a consertar a nau capitânea Santa Maria. E fizeram isso às suas próprias custas por
interesse tanto político quanto comercial. A família Pinzon era ligada ao sultão
marroquino Abuzayan Muhammad III (1362-66 d.C).
Inscrições arábicas (islâmicas)
1. Antropólogos provaram que os mandingos, seguindo as intruções de Mansa Musa,
exploraram muitas partes da América do Norte, subindo o rio Mississipi e outros sistemas
fluviais. Em Four Corners, Arizona, documentos comprovam que até elefantes eles trouxeram
da África para essa área.
2. Em seus diários, Colombo admitiu que no dia 21 de outubro de 1492, uma segunda-feira,
quando ele estava navegando próximo a Gibara, na costa nordeste de Cuba, ele viu uma
mesquita no alto de uma bela montanha. As ruínas de mesquitas e minaretes com
inscrições de versículos alcorânicos foram escobertos em Cuba, México, Texas e
Nevada.
3. Durante sua segunda viagem, os nativos de Hispaniola (Haiti) disseram a Colombo que
negros tinham estado na ilha antes de sua chegada. Como prova, eles o presentearam com
lanças daqueles muçulmanos africanos. Essas armas eram arrematadas na ponta com um metal
amarelo que os nativos chamavam de guanine, uma palavra de origem africana que
siginifica "mistura de ouro". Estranhamente, está relacionada como a palavra
árabe ghinaa, que quer dizer "riqueza!. Colombro levou algumas guanines para a
Espanha e lá elas foram testadas. Ele, entãoo, soube que o metal era composto de 18
partes de ouro (56,25 %), seis partes de prata (18,75 %) e oito partes de cobre (25 %), a
mesma proporção do metal produzido na nos mercados africanos da Guiné.
4. Em 1498 d.C., em sua terceira viagem ao Novo Mundo, Colombo aportou em Trinidad. Mais
tarde ele avistou o continente sul-americano, onde alguns de seus tripulantes desceram em
terra e encontraram nativos usando lenços coloridos em algodão tecido simetricamente.
Colombo percebeu que aqueles lenços lembravam os lenços de cabeça e as tangas da
Guiné, com suas cores, estilo e função. Ele se referiu a eles como os Almayzars, que é
uma palavra árabe para "capa", "cobertura", "avental" e/ou
saia, e que era a roupa usada pelos mouros (muçulmanos espanhóis e africanos do norte),
que chegaram ao Marrocos, Espanha e Portugal vindos da África Ocidental (Guimé). Durante
esta viagem, Colombo se surpreendeu com as mulheres casadas que vestiam calças de
algodão (bragas) e imaginou como aquelas nativas
podiam ter aprendido sobre a modéstia. Hernando Cortez, o conquistador espanhol,
descreveu a roupa das nativas como longos véus e a dos nativos como uma espécie de
"bombachas, pintadas no estilo das tapeçarias mouriscas". Ferdinando Colombo
chamou essas roupas de algodão "bombachas do mesmo desenho e roupa com os xales
usados pelas mouras de Granada". Até a semelhança das redes das crianças com as
usadas na Africa do Norte era fantástica.
5. O Dr. Barry Fell, da Universidade de Harvard, apresentou em seu livro "A Saga da
América" - 1980, sólidas evidências científicas que amparam a tese da chegada de
muçulmanos da África do Norte e Ocidental, muitos séculos antes de Colombo. O Dr. Fell
descobriu a existência de escolas muçulmanas em Nevada, Colorado, Novo México e
Indiana, datando de 700-800d.C. Entalhado nas pedras do antigo oeste americano, ele
encontrou textos, diagramas e cartas, representando os últimos fragmentos vivos do que
uma vez foi um sistema de escolas, tanto primária quanto secundária. A língua usada era
o árabe norte-africano, escrito no antigo kufi. As matérias de ensino incluiam escrita,
leitura, aritmética, religião, história, geografia, astronomia e navegação marítima.
Os descendentes dos visitantes muçulmanos da América do Norte eram membros das atuais
tribos iroqueses, algonquins, anasazis, hohokam, olmec.
6. Existem 565 nomes de lugares (vilarejos, cidades, montanhas, lagos, rios, etc.), 484
nos Estados Unidos e 81 no Canadá, que são derivados de raízes árabes e islâmicas.
Esses lugares foram originalmente batizados pelos nativos do período pre-colombiano.
Alguns desses nomes tinham significado sagrado, tais como Meca (Indiana) - 720 habitantes,
tribo indígena Makka (Washington), Medina (Idaho) - 2.100 habitantes, Medina (NY) - 8.500
habitantes, Medina e Hazen (Dacota do Norte) - 1.100 habitantes e 5.000 habitantes,
respectivamente, Medina (Ohio) - 12.000 habitantes, Medina (Tenessee) - 1.100 habitantes,
(Medina (Texas) - 26.000 habitantes, (Medina (Ontário) - 1.200 habitantes, Maomé
(Illinois) - 3.200 habitantes, Mona (Utah) - 1.100 habitantes, Arva (Ontário) - 700
habitantes, e muitos outros. Um estudo cuidadoso dos nomes das tribos indígenas revelou
que muitos deles derivaram de raízes árabes e islâmicas, como, por exemplo, Apache,
Arauaque, Arikana, Cheroque, Hohokam, Makka, Nazca, Zulu, Zuni, etc.
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