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História


UMAR IBN ABDUL AZIZ

Umar Ibn Abdul Aziz Ibn Marwan Ibn Al Hakam da dinastia omíada, da tribo de Coraix, o governador justo, o quinto dos Califas Probos.

Nasceu em Madina no ano 62 da Hégira. Sua família mudou enquanto ele era criança para o Egito, pois seu pai, Abdul Aziz Ibn Marwan tinha sido nomeado governador do Egito. Depois de um curto tempo, retornou para Madina para ser educado nela.

Depois de completar sua educação no ano 85 da hégira, o Califa Abdul Malik Ibn Marwan nomeou-o governador de Khanasira, uma cidade próxima a Allepo, onde permaneceu dois anos. O Califa Al Walid Ibn Abdul Malik o nomeou para governador de Madina, à qual foram acrescentadas, pouco tempo depois, as cidades de Makkah e Taif.

Assim, Umar tornou-se Governador do Hijaz. Permaneceu no cargo até 93 da Hégira, quando foi exonerado pelo Califa Al Walid. Ele abandonou o Hijaz e foi morar em Damasco, onde permaneceu durante seis anos, quando foi designado como Califa.

Sua Posição e Seus Méritos

Umar Ibn Abdul Aziz é considerado o primeiro reformador do Islam do final do primeiro século da Hégira. Narra-se que Ahmad Ibn Hanbal disse:

"Há uma tradição que diz que a cada cem anos Deus envia alguém para reformar as práticas dessa comunidade. Nos primeiros cem anos vemos Umar Ibn Abdul Aziz e nos segundos cem vemos Ach-Cháfi'i."  

Os historiadores afirmam que era considerado como o quinto Califa Probo. Sufian At-tauri afirmava: "Os Califas são cinco: Abu Bakr, Umar, Otman, Ali e Umar Ibn Abdul Aziz. Que Deus os tenha em Sua graça."

Sua Política no Governo

Sua política era tirada, do espírito do Islam, pois era misericordioso para com o fraco injustiçado, poderoso para com o forte injusto. Ouvia as reclamações de seus vassalos, participava com eles nos seus sentimentos, sentia a sua dor e suas esperanças, preocupando-se sempre com os problemas da coletividade. Nunca privilegiou seus parentes ou membros de sua tribo, sempre se preocupando em servir a religião e elevar a palavra do Islam.

Ele exonerou Ussama Ibn Zaid da função de tributação e castigou-o ao ficar à par de sua injustiça, sem permitir a interferência de ninguém. Exonerou Yazid Ibn Abi Muslim do governo da África, por este tiranizar as pessoas, aparentando-se como reformador para esconder seus crimes. Por isso, ele também o castigou.

Ele executava todos os ensinamentos do Islam com minuciosidade, e honestidade. Os governantes omíadas antes dele tomavam a Jizia (imposto) daqueles que adotavam o Islam, apesar da lei islâmica não permitir isso. Quando ele assumiu o califado, ordenou a suspensão da Jizia sobre os que se converteram. Ele instruiu seus governadores e funcionários com a sua famosa frase:

 "Suspendei a arrecadação da Jizia daqueles que se converteram. Que Deus abomine o vosso ato. Sabei que Deus enviou Muhammad como orientador e não como coletor. "

Umar convocou os bárbaros para o Islam. Quando aceitaram, ele suspendeu a Jizia sobre eles. Os governadores antes dele eram severos em arrecadá-la, Umar revogou tudo isso.

 Ascetismo e Austeridade

 Há um consenso geral entre os historiadores de que quando Umar Ibn Abdul Aziz assumiu o califado deixou todas as aparências de luxo de uma vez e adotou o ascetismo e a austeridade de forma profunda. Quando assumiu o califado trouxeram-lhe carruagens e cavalos enfeitados com condutores.

 Perguntou: "O que é isso?"

Responderam: "Carruagens do Califa."

Disse: "Prefiro a minha montaria."

 Ele mandou retirar todos os móveis de luxo da residência do Califa e juntá-los ao tesouro público, conformando-se em sentar sobre esteiras.

Ele herdou essa austeridade de seu antepassado Umar Ibn Al Khattab, pois era o avô de sua mãe. Ele foi uma luz que iluminou o caminho das pessoas para a prática do bem, pois era o exemplo perfeito do governador muçulmano justo.

Permaneceu no califado dois anos e meio, um curto espaço de tempo, mas deixou traços extraordinários, durante o qual os muçulmanos viveram felizes e ficam exultantes só em recordá-lo.

Ele faleceu no ano 101 da Hégira, antes de atingir os quarenta anos de idade. As suas últimas palavras foram as contidas no versículo 83 da 28ª Surata:

 

"Destinamos a morada no outro mundo para aqueles que não se envaidecem nem fazem corrupção na terra; e a recompensa será dos tementes."

 Que Deus ilumine seu rosto, proporcione-lhe as melhores recompensas pelas suas obras em prol do Islam e dos muçulmanos.

Cortesia do CEDI

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