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Regras do Udhiyah (Sacrifício) Louvado seja Allah e a paz e as bênçãos estejam com o Mensageiro de Allah, Mohammad, e com sua família e seus companheiros. Udhiyah é um dos grandes rituais do Islam, quando nos recordamos da Unicidade de Allah, Suas bênçãos sobre nós e a obediência de nosso pai Ibrahim ao seu Senhor e neste ato de udhiyah há muita virtude e bênção. Portanto, o muçulmano precisa prestar atenção a sua grande importância. A seguir, um breve olhar sobre este importante ritual. Udhiyah se refere ao animal (camelo, gado ou ovelha) que é sacrificado como um ato de adoração a Allah, no país em que a pessoa que o oferece vive, durante o período depois da oração do Eid no Dia de Nahr (Eid al-Adhaa) até o último Dia de Tashreeq (13º dia de Dhu’l-Hijjah), com a intenção de oferecer o sacrifício. Diz Allah (interpretação do significado): “Reza, pois, ao teu Senhor, e faze sacrifício.(a Ele somente).” [al-Kawthar 108:2] “Dize (ó Mohammad): ‘Minhas orações, meu sacrifício, minha vida e minha morte pertencem a Allah, o Senhor do ‘Aalamin” (humanidade, jinns e de tudo o que existe).’” [al-An’aam 6:162] “E para cada nação, indicamos cerimônias religiosas para que possam mencionar o nome de Allah sobre o gado que Ele lhes concedeu como alimento. E seu Deus é Um Único Deus, portanto, vocês devem se submeter a Ele somente (no Islam)...” [al-Hajj 22:34] Segundo a maioria dos sábios, Udhiyah é sunnah confirmada (alguns estudiosos dizem que é waajib, ou obrigatório; isto será discutido mais adiante em detalhe). O princípio básico é que aquele que está vivo, deve respeitar a hora marcada em seu próprio nome e no dos membros de sua família, e pode incluir na recompensa pelo sacrifício quem ele desejar, vivo ou morto. Com relação ao udhiyah em nome de alguém que já morreu, se o morto legou acima de um terço de sua fortuna para aquele objetivo ou incluiu em seu waqf (dotação), então esta vontade deve ser realizada. De outro modo, se uma pessoa desejar oferecer um sacrifício em nome de alguém que já morreu, esta é uma boa ação e é considerado um ato de caridade em nome do morto. No entanto, a sunnah é para o homem incluir em seu udhiyah os membros de sua família, vivos ou mortos, e quando matar o animal deve dizer “Allaahumma haadha ‘anni wa ‘an aali bayti” (Ó Allah, isto é em meu nome e no dos membros da minha família) – ele não deve fazer um sacrifício separado em nome de cada pessoa morta. Os sábios concordaram que sacrificar o animal e doar sua carne em caridade é melhor do que dar o valor correspondente em caridade, uma vez que o Mensageiro (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) costumava fazer o sacrifício e ele não fazia nada que não fosse melhor e mais conveniente. Esta é a opinião de Abu Hanifah, al-Shaafa’i e Ahmad. As virtudes do udhiyah e o melhor do udhiyah Uma ovelha é suficiente como sacrifício para um homem e os membros de sua família e seus filhos, por causa do hadith de Abu Ayub: “No tempo do Mensageiro de Allah (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) um homem sacrificou uma ovelha em seu nome e no de membros de sua família e comeram de sua carne e deram uma parte aos outros.” (Relatado por Ibn Maajah e at-Tirmizi, que o classificou como sahih). Os tipos de animais prescritos para o sacrifício são camelo, gado e carneiro. Alguns sábios dizem que o melhor sacrifício é o de camelo, depois o gado, a ovelha, uma porção de camela ou vaca, porque o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) disse, referindo-se às orações de sexta-feira: “Aquele que se dirigir às (orações de sexta-feira) cedo, equivale ao sacrifício de um camelo”. Esta é a opinião dos três imames Abu Hanifah, al-Shaafa’i e Ahmad. Com base neste entendimento, uma ovelha é melhor do que 1/7 de uma camela ou vaca. Malik disse que o melhor é uma ovelha jovem, depois uma vaca, depois uma camela, porque o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) sacrificou dois carneiros e ele nunca fez nada que não fosse o melhor. A resposta a isto é que ele (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) sempre escolhia o que era mais apropriado para sua ummah porque ela seguia seu exemplo e ele não queria fazer coisas que fossem difíceis de ser realizadas. (Fataawa al-Shaykh ‘Abd al-‘Azeez ibn Baaz). Basta um camelo, ou uma vaca, para sete pessoas, por causa do que foi narrado por Jabir (que Allah esteja satisfeito com ele) que disse: “Nós sacrificamos em Hudaybiyah com o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) um camelo para sete, e uma vaca para sete”. Segundo uma outra versão: “Assim, uma vaca foi sacrificada em nome de sete homens e nós a partilhamos.” (Narrado por Muslim) Regras de udhiyah: Udhiyah é um dos rituais do Islam. É mencionado em Jawaahir al-Ikleel Sharh Mukhtasar Khaleel que se as pessoas de uma cidade ou país descuidassem da udhiyah seriam combatidas porque se trata de um dos rituais do Islam. (Rasaa’il Fiqhiyyah por Shaykh Ibn ‘Uthaymeen, p. 46). Há duas opiniões de estudiosos sobre o udhiyah: A - que é waajib (obrigatório). Esta é a opinião de al-Uzaa’i, al-Layth e Abu Hanifah, e é um das duas opiniões narradas de Imam Ahmad. Foi também a opinião de shaykh al-Islam Ibn Taymiyah e é uma das duas opiniões no madhhab de Malik, ou o que parece ser o madhhab de Malik. Aqueles que são a favor desta opinião têm a seguinte evidência: a ayah: “Reza pois ao teu Senhor e faze sacrifício (a Ele somente)”. (al-Kawthar 108:2) Este é um mandamento e um mandamento implica que algo é obrigatório. 1. O hadith de Jundub (que Allah esteja satisfeito com ele) narrado em al-sahihayn e em outros lugares, que disse: “O Mensageiro de Allah (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) disse: ‘Aquele que matar em sacrifício antes de rezar que ele mate um outro animal em seu lugar e aquele que não matar em sacrifício deixe que ele faça isto em nome de Allah.’” (narrado por Muslim, 3621) 2. O hadith: “Aquele que tiver condições de oferecer um sacrifício e não o fizer que ele não se aproxime de nosso lugar ou oração”. (narrado por Ahmad e ibn Majaah; classificado como sahih por al-Hakim do hadith de Abu Hurayrah [que Allah esteja satisfeito com ele]. Em Fath al-Baari é dito que seus homens são thiqaat). B – que é sunnah confirmada (sunnah mu’akkadah). Esta é a opinião da maioria e é o madhhab de al-Shaafa’i e a opinião mais conhecida de Malik e Ahmad. No entanto, a maior parte daqueles que concordam com esta opinião declararam que é makruh para aquele que tem condições de oferecer um sacrifício e não o faz. Eles fundamentam sua opinião no seguinte: 1. O hadith de Jaabir (que Allah esteja satisfeito com ele) em Sunan Abi Dawood, onde ele diz: “Eu fiz a oração do Eid al-Adhaa com o Mensageiro de Allah (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) e quando ele terminou (a oração), trouxeram dois carneiros e ele os sacrificou. Ele disse ‘Em nome de Allah, Allah é o Maior. Este é em meu nome e por todo membro de minha ummah que não ofereceu um sacrifício.’” ( Sunan Abi Dawood bi Sharh Muhammad Shams al-Haq Abaadi, 7/486) 2. O hadith relatado por todos os famosos muhadditheen além de al-Bukhari: “Aquele dentre vós que quiser oferecer um sacrifício, que não pegue nada de seu cabelo ou unhas.” Shayk Ibn ‘Uthaymeen, que Allah o preserve, disse, após uma discussão com aqueles que dizem que é obrigatório e aqueles que dizem que é sunnah “Cada ponto de vista tem como ser provado mas para ficar do lado seguro, aquele que tiver condições de oferecer um sacrifício não deve deixar de faze-lo, tendo em vista o que está implícito neste ato de reverência a Allah, lembrando-O e assegurando-se que a pessoa não tem nada do que ser censurada”. Condições do udhiyah O animal deve ter alcançado a idade adequada, que é de seis meses para o cordeiro, um ano para a cabra, dois anos para a vaca e cinco anos para o camelo. 1. O animal deve estar isento de qualquer defeito, porque o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) disse: Há quatro defeitos que não servem para o sacrifício: o animal cujo defeito é óbvio à primeira vista, um animal doente cuja doença esteja clara, um animal manco cujo defeito fique evidente, e um animal macilento que não tem tutano em seus ossos”. (Sahih, Saheeh al-Jaami’, nº 886). Existem defeitos mais amenos que não desqualificam o animal mas é makrooh sacrificar tais animais, como, por exemplo, um animal sem um chifre ou orelha, um animal com cortes nas orelhas, etc. Udhiyah é um ato de adoração a Allah, e Allah é Bom e aceita apenas o que é bom. Aquele que honra os ritos de Allah, isto tem a ver com piedade (taqwa) do coração. 2. É proibido vender o animal. Se um animal for escolhido para o sacrifício não é permitido vende-lo ou dar de graça, exceto no caso de troca por um que seja melhor. Se o animal der cria, os filhotes devem ser sacrificados juntamente com ele. Também é permitido monta-lo se necessário. A prova disto é o relato feito por al-Bukhari e Muslim, de Abu Hurayrah (que Allah esteja satisfeito com ele), que disse que o Mensageiro de Allah (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) viu um homem conduzindo seu camelo e lhe disse: “Monte-o”. Ele respondeu “É para o sacrifício”. Ele disse: “Monte-o”, duas e três vezes. 3. O animal deve ser sacrificado no tempo especificado, que é depois da oração e da khutbah do Eid – e não quando a oração e a khutbah começam – até antes do pôr-do-sol do último dia de Tashriq, que é o 13º dia do Dhu’l-Hijjah. O Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) disse: “Aquele que fizer o sacrifício antes da oração, que o repita.” (Narrado por al-Bukhari e Muslim). ‘Ali (que Allah esteja satisfeito com ele) disse: “Os dias de Nahr (sacrifício) são o dia de al-Adhaa e os três dias que o seguem.” Esta também é a opinião de al-Hasan al-Basri, ‘Ata’ ibn Abi Rabaah, al-Oozaa’-i, al-Shaafa’i e Ibn al-Mundhir, que Allah tenha misericórdia de todos. O que deve ser feito com o sacrifício? 1. É mustahabb (desejável, preferível) para aquele que fez o sacrifício não comer nada naquele dia antes de comer, se isto for possível, por causa do hadith “Que cada homem coma do seu sacrifício”. (Classificado como sahih em Sahih al-Jaami’, 5349) O consumo deve ser realizado após a oração e a khutbah do Eid. Esta é a opinião dos estudiosos, inclusive ‘Ali, Ibn ‘Abbaas, Maalik, al-Shaafa'i e outros. A prova disto é o hadith de Buraydah (que Allah esteja satisfeito com ele): “O Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) no dia do Fitr não saía sem antes ter comido e ele não comia no dia de Adhaa até que tivesse sacrificado um animal (seu sacrifício).” (Al-Albaani disse: seu isnaad é sahih. Al-Mishkaat, 1/452). 2. É melhor que a própria pessoa realize o sacrifício mas se não for possível por qualquer motivo, é mustahabb para ele estar presente quando do sacrifício. 3. É mustahabb dividir a carne em três partes: um terço para ser comido, um terço para ser dado como presente e o terço restante para ser doado em caridade. Esta foi a opinião de Ibn Mas’ood e Ibn ‘Umar (que Allah esteja satisfeito com eles). Os estudiosos concordam que não é permitido vender qualquer parte da carne, da gordura ou da pele. Em um hadith sahih, o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) disse: “Aquele que vender a pele de seu udhiyah, não há udhiyah para ele (ou seja, não é computado como udhiyah)”. (Classificado como hasan em Sahih al-Jaami’, 6118) O açougueiro não deve receber nada como recompensa ou pagamento porque ‘Ali (que Allah esteja satisfeito com ele) disse: “O Mensageiro de Allah (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) me ordenou que tomasse cuidado com o sacrifício e que doasse sua carne, pele e vestes (cobertura usada para proteção) em caridade e não desse nada dele ao açougueiro como compensação. Ele disse ‘Daremos a ele algo do que tivermos’”.(aceito) Foi dito que é permitido dar ao açougueiro algo a título de presente e que é permitido dar algo a um kafir se ele for pobre ou a um parente ou a um vizinho ou a fim de abrir seu coração para o Islam. (Fataawa al-Shaykh ‘Abd al-‘Azeez ibn Baaz). Pergunta: Se um muçulmano quiser oferecer um sacrifício, o que ele deve evitar nos dez primeiros dias de Dhu’l-Hijjah? A shunnah indica que aquele que pretende oferecer um sacrifício precisa abster-se de pegar qualquer coisa de seu cabelo, unhas ou pele desde o primeiro dia de Dhu’l-Hijjah até o oferecimento de seu sacrifício, porque o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) disse: “Quando você vir a lua nova de Dhu’l-Hijjah e quiser oferecer um sacrifício, que não remova qualquer porção de seu cabelo ou unhas até que sacrifício tenha sido ofertado”. De acordo com um outro relato: “Que ele não toque em qualquer parte de seu cabelo ou unhas”. (Narrado por Muslim com quatro isnaads, 13/146). Este mandamento traz implícita a obrigação e a proibição significa que é proibido de acordo com a mais correta opinião, porque são absolutas sem qualquer exceção. Se a pessoa deliberadamente pegar alguma coisa (de seu cabelo ou unhas), precisa buscar o perdão de Allah mas não deve cumprir qualquer fidyah (penalidade) e seu udhiyah ainda é válido. Quem precisar cortar o cabelo ou as unhas porque se deixar poderá ser prejudicial, como, por exemplo, uma unha quebrada ou um machucado em local coberto pelo cabelo, deve remove-lo e não há pecado se o fizer. Isto não é mais sério do que o muhrim (pessoa em ihraam para o Hajj ou ‘umrah) que tem a permissão de se barbear pois caso contrário pode ser prejudicial. Não há nada de errado com os homens e mulheres lavarem o cabelo durante os dez primeiros dias de Dhu’l-Hijjah porque o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) apenas proibiu cortar o cabelo e porque o muhrim tem a permissão de lavar a cabeça. A sabedoria por trás da proibição de se cortar o cabelo e aparar as unhas é porque aquele que vai oferecer o sacrifício é como a pessoa que está em ihraam para o Hajj e a ‘umrah no que se refere a certos rituais, no caso o oferecimento de um sacrifício a fim de se aproximar de Allah. Por isso, algumas das regras de ihraam se aplicam àquele que quer oferecer um sacrifício assim ele não deve tocar em seu cabelo e unhas até que tenha abatido o animal , na esperança de que Allah o salve do fogo do Inferno. E Allah sabe mais. Se uma pessoa cortar um pouco do seu cabelo ou unhas durante os primeiros dez dias de Dhu’l-Hijjah porque não estava planejando oferecer um sacrifício e depois decide faze-lo não deve mais cortar o cabelo e unhas a partir do momento em que tomar a decisão. Há algumas mulheres que designam seus irmãos ou filhos para fazer o sacrifício em nome delas para que possam cortar o cabelo durante os primeiros dez dias de Dhu’l-Hijjah. Isto não é correto porque a norma se aplica àquele que estiver oferecendo o sacrifício, não importa se pessoalmente ou representado por outra pessoa. A proibição não se aplica à pessoa indicada e sim à pessoa que quer oferecer o sacrifício em seu nome, como explicitado no hadith. Quanto à pessoa que fizer o sacrifício em nome de outro, seja por causa de uma vontade ou por representação, a proibição não se aplica a ele. Está claro que esta proibição se aplica àquele que oferece o sacrifício e que não se estende à sua esposa ou filhos, a menos que um deles ofereça o sacrifício em seu próprio nome. O Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) tinha por hábito oferecer o sacrifício em nome da família de Mohammad e não há relato de que ele tivesse proibido qualquer um dos seus membros de cortar as unhas ou o cabelo. Aquele que estiver planejando oferecer sacrifício e decidir partir para o Hajj, não deve cortar as unhas ou cabelo quando quiser entrar em ihraam porque isto é sunnah apenas quando houver necessidade para tal. No entanto, se estiver fazendo o Hajj “tamattu” (quando faz a ‘umrah, então termina o ihraam e entra em um novo estado de ihraam para o Hajj), deve encurtar o cabelo quando terminar a ‘umrah porque é parte do ritual. As coisas que são proibidas para a pessoa que quiser oferecer um sacrifício estão relacionadas no hadith acima mencionado. Não é proibido para ele usar perfume, ter relação sexual com a esposa, vestir roupas costuradas, etc. E Allah sabe mais.
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