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Mulheres


POR QUE ME TORNEI MULÇUMANA?

Kátia Armed Isbelle

 

Eu nasci no seio de uma família muçulmana. O conhecimento que eu tinha sobre o Islam era o básico, mas esse não me era suficiente. Sentia a necessidade de conhecer mais acerca da minha religião, porque só assim eu teria a certeza de estar realmente no caminho certo e, consequentemente, teria uma fé verdadeira. Sentia também falta de um contato maior com muçulmanos, pois até então toda a minha convivência era com não muçulmanos.

Certa vez fui convidada a participar de um curso de jurisprudência islâmica em São Bernardo do Campo. Foram 15 dias preciosos, pois nele consegui satisfazer as minhas duas necessidades principais: a de aumentar o meu conhecimento, e a de ter uma convivência maior com muçulmanos de várias partes do Brasil.

Foi estudando a religião no decorrer desses dias, que descobri que o Islam é a religião do equilíbrio, e que os seus ensinamentos estavam todos de acordo com a lógica. Descobri,  ainda, que a fé não é cega como dizem, pois Deus nos dotou de razão para que possamos usá-la. Vi que para tudo há uma explicação e, a partir daí, tive a certeza de que estava no caminho certo.

O que mais me fascinou é que o Islam abrange todos os aspectos da vida e pude perceber então como o Islam valoriza a mulher.   Entendi o verdadeiro sentido do uso do véu, que não é o da submissão, mas sim o da valorização e o da proteção da mulher. Resolvi,  então, usar essa vestimenta sem ter receios em relação à reação das pessoas, pois a convicção que tomava conta do meu ser se transformava numa necessidade cada vez maior de adotar o Islam em toda a sua plenitude na minha vida.

No Islam não adiante você ser muçulmana porque seu pai é, ou porque seu amigo é, pois o que vale é você acreditar no que está seguindo, e por eu estar vivendo num país não muçulmano posso dizer que nunca sofri nenhum tipo de preconceito por parte de ninguém em decorrência da minha vestimenta, muito pelo contrário as pessoas passaram a me respeitar e a me valorizar ainda mais.

Quero frisar que o fato de eu ter adotado o Islam na minha vida não me trouxe qualquer empecilho (como, por exemplo, o de continuar os meus estudos). A minha vida continuou o seu curso normalmente, só que agora iluminada pela luz da Revelação e embelezada pelo brilho da fé.

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